
Existem duas formas de pensar o mundo humano. Uma delas é a cética, que diz que em nós há algo que não merece elogios. Freud diz que pode ser o desejo sexual que não se importa com preceitos morais. Nietzsche afirma que é a enorme vontade de poder. Já Hobbes defende que é a enorme desconfiança de todos contra todos, que leva-nos a guerra.
Outra forma vem de Rousseau e Wilhem Reich, em Marx e também em Thomas Morus, eles acreditam que tudo o que era ruim no ser humano descendia da propriedade privada (Morus, Rousseau e Marx) ou a moral seuxal repressiva (Reich). Se desativassemos esse veneno a vida mudaria completamente.
Reich simpatizava com Freud. O que lhe interessava era a energia interna dos homens (Energueia, dos gregos) ou presente na natureza. Reich afirmava também que nossas mazelas ficavam na parte interior de nosso ser enquanto o resto ficava na parte superficial, o ego, dito por Freud. É a consequência, o modo como lidamos com os valores que nos causa isso. Mas essa parte é fraco, o Id é que tem a força, é no Id que reside nossas pulsões mais agressivas, onde estão guardados os desejos sexuais reprimidos, a causa das mazelas, segundo Reich.
Talvez o que nos leve a escolher uma via ou outra seja a simpatia, mas acho mais fácil escolhermos pela utopia, a via dos libertadores, ou mesmo pelo realismo, caminho cético. Qualquer das rotas pode nos levar a injustiças, se abosovermos a injustiça abraçaremos o caos, se fizermos terror para que as mazelas acabem, faremos o mundo ainda pior. Difícil soma, ás vezes com saldo negativo...
Cético é aquele que até para não acreditar, credita discernimento na sua capacidade de não acreditar. Em parte, contraditório.
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