Mostrando postagens com marcador Espasmos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Espasmos. Mostrar todas as postagens

sábado, 23 de março de 2013

O ponto que a Pena faz.

.   O texto começa com um ponto final. Talvez deva logicamente chamá-lo de ponto inicial, mas seria muito simples. Nada é tão simples, principalmente quando se trata de início, fim, palavras...
   O ponto preliminar é o ponto. Quando não há mais o que falar, apenas encosta-se a caneta no papel e lá estará o ponto e lá mesmo ficará. É este o ponto final, mas não é ele quem intriga, é o ponto em que não é nem começo nem fim.
   O ponto de fracasso, o ponto de mágoa, o ponto de deslize, que pode virar uma vírgula e então, dar sequência a outras intermináveis vírgulas... Reticências...
   Particularmente há um ponto da caneta fixa no papel, que de tanta carga que há, não consegue pronunciar nenhuma palavra. Apenas sangra e borra. A mão se esforça e, quanto a quem segura a caneta, quanto a ele, apenas algumas lágrimas escorrem por conta do que veio explicitar em arte fenícia. Força, esforça, faz de todos os esforços, mas o que afeta pesa mais sobre a pena e simplesmente não há força suficiente para mover a caneta e produzir qualquer arte.
   Talvez seja o nó na garganta, atando as mãos, ou os olhos molhados que não permitem que enxergue o papel. pode ser o coração incomodado, atrapalhando o cérebro com seus gritos, de modo pacífico ou não, todos precisam se libertar disto.
   As asas se abrem com palavras inesperadas e o que seguramos nos braços voa, o vento da batida das asas deixam a pele queimada e as marcas são sempre aparentes, fazendo parte da realidade que foi. Com as asas cansadas então podemos pousar longe e descansar o quanto quisermos no ninho que é nosso, onde os olhares são limitados e a chegada do incômodo é impossível. Com as penas então escrevemos o ponto. Por isso a águia voa alto e longe.

   A águia não usa as penas para machucar o papel. Se assim assim tivesse que ser, faria apenas um ponto final e inicial. Dependeria do seu ponto de vista.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O tempo é meu Tempo.

   Não me diga; "Depois você tempo". Sempre que ouvi essa frase, perdi todo o tempo que tinha. Nunca mais encontrei tempo para fazer o que queria, ou mesmo o que deveria e necessitaria fazer. Perdi muita coisa assim. A vida é curta, por isso quero aproveitar todo o tempo que tenho fazendo o que tenho que fazer, o que é certo fazer, o que preciso fazer e simplesmente as coisas que quero fazer e que não prejudicam ninguém.
   Vivo em um sistema complexo de busca de mérito. Todos vivem nisso, apesar de não ser aplicado como realmente importa que seja aplicado na vida de cada cidadão desse mundinho. Fazemos planos. Frustrar os planos por necessidade de outro algo à fazer é menos danoso do que frustrar por algo que tornou-se obrigatório e mesmo ainda é inútil para nós ou para o futuro que almejamos para nós mesmos.
   Nisto o Capitalismo nos assassina. Faz-nos de pequeninas marionetes em suas grandes mãos, ameaçando fechar com força e nos quebrar, se o que ela determina para o mercado não for obedecido por nós. Do mesmo modo, obedecendo ou não, a grande mão se fecha de um jeito que termina por nos sufocar, fazendo a frustração crescente tornar Homens que podiam ser realizados e bons profissionais, pois fazem aquilo que amam, em Homens que pouco ligam para aquilo para que nasceram, somente (e tão somente) porque o dinheiro grita mais alto do que a vocação.
   Portanto, não tenho tempo para fazer o que nasci para fazer, nem o que quero fazer, nem mesmo o que me é necessário para viver. Quando então este tempo der o ar da graça, não me digam que devo investir em tal ou qual área, pois não é dessa área que preciso, é de outra; a área de ver quem me cuida, a área de provar minhas habilidades, a área de de não fazer nada, pois até Deus descansou. Não me digam o que fazer com meu tempo.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Inconstância.

   A constância é realmente algo bem raro num Humano. Não é a mais rara das características, nem a mais importante, vale ressaltar, mas é a que dá base para outros adjetivos.
   Ser constante não é questão de ser único ou imutável, como vejo que confundem. Está mais ligado ao controle e a manutenção da palavra.
   Inconstância traz insegurança. Logicamente, trás mais para o próximo do que para si mesmo. O sentimento de insegurança é um dos que trazem um alto potencial de destruição embutidos nele.
   Auto sinceridade ajuda a combater a inconstância, claro, não vai curá-la, mas elo menos irá controlá-la, amenizar um pouco a dureza das inconstância ajuda a ter uma vida um pouco mais feliz.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Filosofia Espiritual X Ateísmo.

    Aí vai um tipo de desabafo: Há 21 anos peço uma simples explicação para as pessoas; "Poque não posso explicitar verdade alguma? Porque me condenar e dizer que imponho minha verdade se você quer me impor a sua?" É o caso dos ateus. Não tenho nada contra ateus. Sinceramente, pouco me dou ao trabalho de discutir com alguém que nem ao menos leu metade do livro que defendo. Ateus falam mais de religiões do que de Deus. São revoltados com as práticas dos líderes RELIGIOSOS, não as de Deus. Por isso, fico muito complicado encontrar um argumento, pois não sigo religiões ou doutrinas, sigo uma linha filosófica de vida e de conceito moral estabelecido em valores sólidos que me permitam viver e ter meus momentos de prazer, sem que tenha que incomodar ao próximo ou desgraçar meu organismo e minha vida.
   Me pergunto também porque eu, como um Ser Humano crente em forças maiores, tenho que ler, ver, ouvir e passar por todo tipo de inquisição acerca da minha crença, e porque tenho que ouvir toda santa semana que Deus não existe ou que é psicótico? Eu não cito a psicose de certos grandes ídolos ateus, nem vivo de todo dia pôr alguma coisa nas redes sociais discriminando ateus, atacando-os de qualquer modo, ou alegando veementemente que são um bando de retardados retrógrados com megalomania intelectual, auto-defensivos e instáveis, como já vi falarem de pessoas que seguem uma linha filosófica "religiosa".
   Meus caros, me poupem de ouvir sempre o mesmo argumento vindo de quem nunca leu nem o Gênesis. Vivem de dizer que um cristão acredita em tudo que lê na Bíblia. Ótimo, acreditamos mesmo, mas vocês, do mesmo modo que nós temos fé na Bíblia, vocês tem fé na ciência. Ciência é sempre mutável, é instável e vive de tentativas e erros. A Filosofia Cristã está estável há alguns mil anos...
   Parem de usar partes da Bíblia, que leram de algum outro ateu, e dizer que aquilo é uma prova de erro. Antes de lançar um argumento desse tipo, por favor, leiam toda a parte, pois tirar um trecho e tirar do contexto é mais fácil do que roubar doce de criança. Querer argumentar cientificamente inteligentemente e genialmente, como se auto-intitulam a grande maioria dos  ateus, significa não somente usar seus argumentos de modo sábio, trata-se também de aceitar que fatos contrários podem ocorrer. Não é isso que vejo. A ciência provou centenas de vezes as veracidades de inúmeros fatos bíblicos. A própria bíblia é fonte histórica. Mas espere? Se pode-se usar a bíblia para provar a veracidade de fatos científicos dito irrefutáveis, porque não posso usar o mesmo livro para provar que estou certo também? Observe que falei "também", ou seja, nunca discordei de vários fatos científicos, sejam esses tirados da Bíblia como fonte ou não.
   Ateus podem denegrir, segregar, ofender, atacar e desrespeitar a Fé e os Mestres dos que possuem um. Este argumento é irrefutável. Quando praticam atos assim, dizem que é um "brincadeira" ou uma"argumentação racional" (Argumentação digna de um coelho com retardo.) Agora, invertendo a situação, olhando pelo lado dos espiritualistas e outras vertentes, quando praticam qualquer desses atos, mesmo quando por descuido, é como se o mudo acabasse. Ateus não aceitam serem refutados, nem aceitam quando uma de suas provas são mais provas da existência de uma força maior do que para a inexistência desta. Há livros e mais livros com provas científicas irrefutáveis de inúmeros fatos citados na Bíblia, provando sua veracidade, como já havia dito antes. Mas incrivelmente, esses livros não são válidos como argumentos a favor da Filosofia Espiritual, não, não, jamais!
   Observem, meus amigos, que a Ciência deixou de procurar fatos e verdade, parou de procurar novidades para ocupar-se unicamente de desmentir a Bíblia. Boa parte de pesquisas iniciadas, principalmente nas ciências humanas, dedicam-se a tentar provar (Inutilmente, diga-se de passagem) a inexistência de Deus. Todos os dias são lançados livros contra os argumentos cristãos e todos esses livros começam com argumentos refutáveis e terminam com argumentos irracionais ou sem nexo.
   Me pedem para provar a existência de Deus pelo menos uma vez por mês, virou rotina pra mim. Antes de mais nada digo; Pra vocês eu sou um louco, para mim vocês são cegos. Este texto não se trata de buscar argumentos científicos nem nada do tipo, para isso se faz um livro. Aqui pergunto o porque da fragilidade dos ateus? porque o incomodo com um indivíduo que acredita que nada é obra do acaso? Pra que querer, usando metade do tempo de suas vidas, modificar a ideia do seguidor de Filosofias Espirituais? Lembro-me que certa vez deixei uns trechos bíblicos pouco conhecidos, escritos em meu caderno.  Diziam o seguinte: " Quem pode entender os próprios erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos." "Não se inquiete pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã se cuidará por ele mesmo. Basta a cada dia o seu problema." e "Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos." Não coloquei a referência de nenhum desses trechos. Todos os que liam, inclusive os ateus, achavam os trechos grandes verdades, copiavam e toda aquela coisa... Para alguns nunca falei de onde tirei o trecho, para outros falei e não obtive resposta. Foi aí que resolvi pôr as referências; respectivamente: Salmos: 19, 12. Mateus 6, 34 e Romanos 15, 1. Agora a reação era bem diferente. Quando viam a referência não se davam ao trabalho nem de ler um palavra do texto!
  O que posso inferir disso? Que o problema não é a palavra da Bíblia, é a mente de quem lê. É o incomodo que causa o nome de Deus, de Bhrama, Tao, Alá. Este incomodo também é bíblico.
  Antes do monte de críticas que devo receber ( e olhe que nem comentários recebo.) Observem que não falei das religiões e observe também que generalizei o ateísmo, assim como os ateus generalizam o cristianismo através da igreja católica e dos pastores bandidos. Lembrem-se que gente ruim tem em todo canto. Stálin era ateu e Hitler simpatizava com o catolicismo. Todos os dois mataram pessoas e fizeram guerras.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Diálogo com a Lua.

  - Não há lágrima que a noite não seque. Escute, minha senhora, eu sei que sou tolo. Sou seu tolo, seu bobo. Mas creia, não nasci para ser abusado, nasci para resistir. Não tive experiências boas o suficiente para acreditar nesse tal de amor instantâneo que vocês tanto falam, mas o que posso fazer? Meu coração foi capturado novamente e eu não posso escolher entre viver assim ou morrer assim. Apesar de parecer que evito, na verdade, aceito. É que preciso de um lugar para deitar minha cabeça, preciso de alguém que cuide de mim enquanto eu, em minha nova vida em breve, cuido de todos. Sei que é um complexo e irritante monólogo, mas é como se alguém tivesse roubado algo que tenho, e que esse algo era o melhor. O termo é exatamente esse; "Roubado". Não tenho tantas confissões a fazer, mas ainda não desisti de não tê-las. Fui roubado, sim, e ainda não fui restituído, mas sinto que em breve, serei restituído e bem cuidado.
   O vento bate em meus cabelos e meu peito, e o som das ondas ainda me agrada bastante, mas prefiro a paciência dos campos. Sou bom em esperar. Passei minha vida esperando por isso, por aquilo e por aquilo mais. Dizem que pontualidade é a virtude dos entediados. Queria que esse tempo bastante entendiado, assim, poderia chegar mais rápido a hora de cruzar os olhares. Ver aqueles olhos escuros e aquele sorriso tímido, que só um único Ser Humano na faze dessa Terra engraçada, pode reproduzir. Imagino que ouvir a voz me fará pensar se aquilo é real. E se for, como já disse antes, se vai durar pra sempre. Dizem que a eternidade é mãe do tédio. Pode ser, mas o carne é finita, por isso, preocupa-se com o que fazer e como ocupar seu pouco tempo, buscando formas de esquecer que é finita. Sinceramente, não me importo em passar a eternidade aqui. Seria mais que maravilhoso. O tédio é uma escolha. Os mortais que escolheram ele e agora que se virem. Os mortais se acham mortais demais, é isso que os faz morrer, morrer uma morte definitiva.
   São tempos como esse que volto a viver de novo, e com esses mesmo tempos dou-me novamente e aprendo a amar mais do que antes. É como a luz deste poste enterrado na areia, que me faz pensar que estou no meio de um palco onde toda a pronúncia desse monólogo entendia os mortais mortais demais e deixa loucos os que não sabem do que se trata perder um pedaço seu para outra pessoa. É sim, é impressionante como hoje em dia quase ninguém teve a coragem de se repartir com alguém. O egoísmo chegou a este ponto; de só dividir com quem tem o que nos dar. É uma boa parte dividir com quem tem o que dividir conosco, mas este caso só serve quando chagamos ao ponto de pensar várias vezes ao dia nos olhos, no sorriso, em como as frases ditas nos fazem bem e em como será abraçar e sentir o cheiro e levar esse cheiro na camisa.
   Encontrei ombros para descansar minha cabeça, mas sempre sofri retaliações e ás vezes até, os ombros em que confiei deixaram de súbito e minha cabeça bateu no chão, fazendo-a sangrar e esse sangue fazendo com que eu enxergasse mal, porque simplesmente me melou os olhos e se misturou com as lágrimas do impacto inesperado. Na areia da praia eu teria apenas enxergado mal. Sei que desta vez não será assim. Pode e haverá vezes em que este ombro se afastará, mas sei que se minha cabeça cair, as mão segurarão antes que bata no chão. Não sei, não posso prever o futuro. Maldita seja essa ansiosidade, essa vontade de cercar com os braços e de proteger com todas as armas possíveis. Quem bom que é assim... Quem bom que foi assim, por causa disso achei mais do que procurei.
   Diante de tudo isso, lembre-se de nunca me esquecer. Sinto que sou como os deuses americanos, que sobrevivem por serem lembrados. Passe meia vida sem me dirigir a palavra mas pelo menos mostre que ainda se lembra e que nunca se esquece de sempre lembrar, pois é assim que é comigo. Nunca esqueço de sempre lembrar. Assim fico vivo e assim posso proteger.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

   Honestamente, não sei por onde começar. Não sou um bom racionalista. Uso o cérebro para poucas coisas, até porque, quando teimo em usar a Razão, sempre acabo quebrado na emenda. Não tenho prática com nenhum tipo de Razão. Talvez tenha sim, mas só o necessário para poder continuar vivo no mundo irracional dos Humanos.
   Sempre vi a Certeza andar colada com a Razão, mas à medida que fui vivendo (não crescendo, mas iluminando-me) vi que Certeza está mais vinculada à Constância, que não tem muito o que falar da Razão. Nem sempre, para sermos constantes, necessitamos de estarmos Certos. Olhando bem, nem sempre toda revolução vem para o bem, assim como nem toda a certeza também vem.
   Todos querem sempre estar com a Certeza nas mãos, mas essa é uma donzela que jamais se deixar ser tocada durante muito tempo, nada de relacionamentos duradouros com ela, apenas flertes e rolos. Graças ao bom Deus que assim o é. Dá até para dizer que tenho certeza de que ninguém suportaria um Humano com o domínio da Certeza.
   Mais fácil é ser constante, para isso não necessitamos de Certeza, apenas de força-de-vontade e um pouco de convicção em algo. Também não é necessário ser um mártir do tédio para saber que Constância demais em alguns assuntos pode ser fatal.
   É por isso que são irmãs, uma não necessita da outra, mas ao se encontrarem constroem algo similar a uma família, algo que traz segurança, tanto para quem está com elas, quanto para quem depende delas para continuar. Trata-se mais de Sentimentos, na minha opinião, do que de Razão em si, afinal de contas, os Homens são racionais na medida de seus instintos. Instintivamente seguimos aquilo que vimos como certeza, por mais absurdo que pareça à Razão. Por mexer com tudo o que há dentro de nós, é que respeitamos a Certeza das coisas e que desejamos a Constâncias dos bons fatos e das palavras ditas.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

   Pois bem, o raciocínio do Humano é pautado agora na materialidade. É uma inversão dos conceitos, aquele velho papo que todos falam por aí, de que o que é bom é ruim e o que é ruim é bom. É verdade, tudo está ficando exatamente assim, tanto culturalmente quanto espiritualmente.
   Isso é coisa de início de século, renovação de milênio. Parece um fator histórico, por mais que digam que a história nunca se repete. Os fatos podem não se repetir, não em concretude, mas em abstração se repetem, e com certa frequência exata.
   A moda agora é achar que tudo que vem fácil não tem valor. É verdade que tudo que vem fácil vai fácil, mas ir fácil não quer dizer que tenha valor baixo. Não faz sentido. Mas e daí? o Humano é masoquista por natureza e isso, nem com o passar dos milênios e séculos mudou. Pelo contrário, apesar de toda a filosofia religiosa medieval de auto-punições, de indulgências e coisas mais ter acabado, o Humano arrumou um jeito mais eficaz de se martirizar; Iludindo-se.
   Humanos se iludem facilmente com qualquer coisa. Basta aquilo brilhar nos seus olhos que já o faz delirar de amores. Amores esses geralmente falsos. No final, esses amores são veneno. Podem ser mais denominados como paixão. Paixão e Amor podem até parecer, mas não há como confundi-los quando sabe-se bem o que está sentindo.
   Isso não ocorre somente nos relacionamentos de Humanos com Humanos, mas até em relação às coisas os seres humanos gostam de sofrer. Preferem tudo aqui que for mais inútil, mais vago e passageiro. Olham apenas a beleza por mais que esta se destrua com o tempo e os maus tratos, que é o que mais faz o que é belo deixar de ser belo.
   O pior disso tudo é que o Humano tem consciência de sua doença e mesmo assim continua fazendo, pois acha prazeroso ferir e ser ferido sadicamente em suas emoções e em seu corpo. O que se pode fazer para parar com isso? Nada. A Humanidade é assim e assim sempre será até o seu fim. Quem quiser mudar isto não vai conseguir, é do instinto. Então, danem-se.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O ciclo estranho da vida e os movimentos aleatórios dos encontros não desejados.

   O mundo é uma tremenda conspiração. Fatos ocorrem e você nem se dá ao trabalho de observar a consequencia que eles trarão. Pensa exatamente a mesma coisa sempre que eles ocorrem. Um erro brutal. Todos eles trazem consequencias e todas as consequencias que eles trazem tendem a fazer com que sua vida mude de uma forma interessante.
   Esses fatos buscam apenas aquele velho equilíbrio universal. Por causa desse equilíbrio, um montante singelo de coisas se invertem e outras somem, o que faz com que outras apareçam. "E criando ele destrói e destruindo ele cria." Bizarro e belo. Coisa estranha é passar anos e anos dando o melhor para uma pessoa e o pior a outra e no fim das contas, tudo isso se inverter de um modo tão complexo quanto a própria origem dos fatos anteriores.
   Creio que um dia tudo isso venha a se encaixar perfeitamente. Acho que se algo acontece e não tem solução, nem reversão e nem forma de evitar, então este algo era necessário. E problema reside justamente na necessidade dos fatos. São transitáveis e suas necessidades e importâncias são bastante modeláveis, o que faz com que tenham uma liquidez aborrecedora.
   Coisas vem e vão junto com pessoas. Ou nos acostumamos ou nos revoltamos.
   Particularmente escolhi me revoltar (percebe-se) e essa revolta me traz muitas respostas que a passividade e a paciência de algumas pessoas jamais me trariam. elas terão as respostas delas, só que, evidentemente, apenas as que passarem diante dos seus olhos. Gosto de viajar, sempre gostei. Tenho certeza que em uma dessas viagens vou encontrar mais respostas do que quero.
   O ponto ruim de não ficar parado é que sempre encontramos quem nem queremos encontrar. O ponto bom é que isso muda. Um dia encontramos alguém para amar com tudo o que o coração pode dar disso e odiamos outra pessoa do mesmo jeito. No outro dia, odiamos que amávamos tão profundamente quanto o diabo odeia os Homens e amamos aqueles que antes odiávamos. Casos raros, mas possíveis, por isso, só sento nessa cadeira aí, quando for extremamente necessário. Agora é...

Neutralidade é uma técnica eficaz e auto-destrutiva.( Recado dado)

domingo, 17 de julho de 2011

Doces sonhos.

   No mundo há alguns tipos de pessoas, e para cada uma delas há um sonho contrário. Há alguns sonhos que te usam e outros que ser usados por você. Imaginei toda espécie de sonhos e imaginei uma horda de loucos e loucuras vindo em direção a minha cabeça. O primeiro instinto é o de por a mão sobre a cabeça e tentar protege-la.

   Alguns deles te usam. Pessoa podem ser sonhos e sonhos podem ser pessoas. É a lobotomia autoimposta, é a defesa contra a sociedade opressiva e ditatorial, é a arma contra a ditadura da felicidade e a falta de liberdade de inexpressão. Sonhos que te usam podem ser bons, podem ser aqueles que te põe de pé quando você está com vários cortes pela carne e está quase sem sangue.

   Alguns deles te usam... Mas aí os que usam podem se sentir super poderosos, podem querer te puxar pra o surreal e quebrar cada osso e ideia de sua cabeça e além disso, te fazer perder a materialidade sã dos passos no chão e da chuva no rosto, dos cabelos molhados e das músicas instigantes, essas coisas que só lembramos que existem porque elas sumiram e deixaram o fundo do nosso peito ressacado, parecendo uma folha morta e seca. Pessoas que são sonhos podem ser tudo de mais estranho. Podem ser tão perfeitamente malignas que usando-nos, fazem parecer que nós as usamos. As vezes eles se traduzem na forma do perfeito amor. Depois de tudo nos perdoam de algo que fizemos porque tínhamos que fazer ou porque éramos fracos demais para aguentar fazer tudo certo. São esses sonhos que nos fazem esquecer que somos humanos e cheios de mazelas incuráveis. É como ; " A culpa é minha e eu jogo em quem eu quiser" e é essa culpa que cai em nós e somos convencidos com tanta profundidade que pensamos que esta culpa é nossa e mais de ninguém.

Certas coisas acontecem e certas pessoa aparecem do nada. Não por coincidência, afinal tudo isso faz sentido. É como se fosse um sonho, ma não, é como se a semelhança fosse um sonho, mas não é, é como se a reviravolta fosse premeditada, e é.  Por nos mesmos, ma especificamente por nós que usamos os sonhos que nos usam.

Imagine um novelo de lã, depois imagine um gato enlinhando todo o novelo com outro novelo da mesma cor, e imagine agora vários gatos enlinhando os novelos e os espalhando por todo o chão junto com pedaços de novelo da mesma cor dos outros dois novelos. Pois bem, isso é a mente de qualquer ser humano e os gatos são os sonhos, as pessoas sonhos, as pessoas pessoas, os sonhos sonhos e os sonhos pessoas junto com você mesma e um universo inteiro de linhas de vidas.

domingo, 20 de março de 2011

Linearidades.

   Achei (e sempre achei assim) que quando uma pessoa dizia "eu te amo" ela definitivamente não iria embora, não por vontade própria... Tenho 20 anos e vi que não é assim. Demorei para aprender que geralmente ( e põe geralmente nisso) quem (ou o que) mais amamos vai embora e em boa parte das vezes não volta.
  Confesso que sou cabeça-dura e que mesmo sabendo disso insisto em acreditar no contrário. Talvez seja porque a ficha não caiu ou porque esse seja eu, para ser mais específico, a minha parte problemática. É por isso que quando digo por mim "Eu Te Amo", é sinal de que não vou partir, a não ser que morra e mesmo assim ainda vai ser difícil de me tirar de perto da pessoa a quem disse isso.
   O que dá para tirar daqui é que Seres Humanos não são lineares. Os cães são, os gatos são. O Homem não. Gosto de não ser linear mas sem exageros, é uma das melhores formas de se estar ciente de que está vivo. Porém, como nada é uma verdade absoluta, tem coisas que devem ser lineares ( de um jeito que não sei explicar) como as amizades, como alguns conceitos bem básicos, como a lealdade, a fidelidade, enfim, coisas vitais.
   Manter a palavra é uma linearidade que deve ser seguida. É assim ou ter que ver pessoas decepcionadas e feridas e o que é pior, essas vão ser justamente as pessoas as quais você ama.
   Seguir uma só linha é muito bom, seguir várias é ótimo mas o melhor mesmo, o extraordinário é seguir suas linhas junto com as milhares de outras e ainda conseguir não machucar ninguém.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Todo casal deveria ler

"Por mais que o poder e o dinheiro tenham
conquistado uma ótima posição no ranking
das virtudes, o amor ainda lidera com folga.
Tudo o que todos querem é amar.
Encontrar alguém que faça bater forte o
coração e justifique loucuras.

Que nos faça entrar em transe, cair de quatro,
babar na gravata.

Que nos faça revirar os olhos, rir à toa,
cantarolar dentro de um ônibus lotado.
Depois que acaba esta paixão retumbante,
sobra o que? O amor. Mas não o amor
mistificado, que muitos julgam ter o poder
de fazer levitar.

O que sobra é o amor que todos conhecemos,
o sentimento que temos por mãe, pai, irmão,
filho. É tudo o mesmo amor, só que entre
amantes existe sexo.
Não existem vários tipos de amor, assim como
não existem três tipos de saudades, quatro de
ódio, seis espécies de inveja.

O amor é único, como qualquer sentimento, seja
ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher
não há laços de sangue, a sedução tem que ser
ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de
durabilidade, qualquer alteração no tom de voz
nos fragiliza, e de cobrança em cobrança
acabamos por sepultar uma relação que poderia
ser eterna.

Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo,
mas insustentável. O sucesso de um casamento
exige mais do que declarações românticas.

Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.

É preciso que haja, antes de mais nada, respeito.
Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência.

Amor, só, não basta.

Não pode haver competição. Nem comparações.

Tem que ter jogo de cintura para acatar regras
que não foram previamente combinadas.

Tem que haver bom humor para enfrentar
imprevistos, acessos de carência, infantilidades.


Tem que saber levar.
Amar, só, é pouco.
Tem que haver inteligência.

Um cérebro programado para enfrentar
tensões pré-menstruais, rejeições, demissões
inesperadas, contas pra pagar.

Tem que ter disciplina para educar filhos, dar
exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.

Entre casais que se unem visando a longevidade
do matrimônio tem que haver um pouco de
silêncio, amigos de infância, vida própria, um
tempo pra cada um. Tem que haver confiança.

Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou.
É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.
E que amar, "solamente", não basta.

Entre homens e mulheres que acham que o amor
é só poesia, tem que haver discernimento, pé no
chão, racionalidade. Tem que saber que o amor
pode ser bom, pode durar para sempre, mas que
sozinho não dá conta do recado. O amor é grande
mas não é dois.

É preciso convocar uma turma de sentimentos
para amparar esse amor que carrega o ônus da
onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.



Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!"



(Autor: Arthur da Tavola)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Um Experimento Comunista.

   Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.
   Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo. '
  O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas."
   Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas. ' Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"...
   Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
   Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D".
   Ninguém gostou.
   Depois da terceira prova, a média geral foi um "F".
   As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano... Para sua total surpresa.
   O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes.
Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.
   "Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A Mudança e o Surto

   Percebi um dia desses, que, querendo ou não, as coisas mudam e você é obrigado ( quando digo obrigado é no sentido altamente literal da palavra, com direito á faca na barriga e revólver na cabeça e tudo mais.) a mudar de atitudes. Dentro dessas mudanças aprendi que por mais que mudemos, nunca mudamos de verdade. Podemos comparar essas mudanças com as mudanças de cor de um camaleão, que por mais que mude sua cor, sempre terá a sua original.
   Foi o que houve comigo. Tive que mudar da água para o vinho para sustentar Mudanças. Depois de algum tempo percebi-me como um camaleão, mudando de personalidade mas sempre sabendo que aquela não era a minha. Me fiz de durão, me fiz de grosso e de quem não se importa, mas no real "eu" eu era "eu" e não deixei de ser eu.
   Não posso dizer com toda a certeza universal se isso é bom ou não mas posso afirmar um coisa bem simples; É por essas mudanças que vivemos cometendo asneiras, elas chegam e vão mas com elas deixam tudo o que há de estranho, até transformarem o indivíduo num estranho total. Dessas situações de Mudanças bruscas (Surtos)  é que fazem as palavras malditas saírem de nossas bocas e os gestos do nosso corpo.
   Em suma, Mudar é tarefa para anos a fio de pequenas variações graduais, até que o que se pode chamar de "Mudança" tanto no setido emocional, quanto no sentido espiritual, possa acontecer por completo. Mudanças não afetam quem anda a sua volta porque são essas pessoas que, algumas vezes, influênciam o caminho da Mudança. Ou elas influenciam ou são influenciadas, nunca se ferem porque o processo e lento e nesse período de Mudança, "os arredores" se acostumam.
  Quando uma Mudança fere alguém , não pode ser chamada de mudança, sim de Surto.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Diálogos.


Legendas de um cinema mudo.
Como pode esperar por uma vida que não há?


- A vida é uma dor efêmera.
- Pior. A vida é um viajante europeu percorrendo um mangue tropical.
- Rárá! Já desligou a tevê?
- Ainda não! Espera... Pronto!
- Seu novo corte de cabelo te deixou mais maníaco!
- Pois é, fico parecendo um niilista psicótico.
- Pare de se analisar tanto. Você se culpa por tudo e por todos.
- Eu me culpo por ser um personagem.
- Pior. Somos a reprodução sem título de algum escritor.
- Nossa conversa está ficando muito profunda. Não sei se vou conseguir continuar.
- Ei, antes que vá preciso te dizer uma coisa.
- O quê?
- No início era uma pontada fina. Os dias foram passando. Semanas, talvez. Hoje fui ao médico. Descobri que estou com câncer. Não vou viver muito. Fiquei pensando em você, por isso te liguei. Eu sei! te conheço. Você não tem nenhum livro, ou frase de efeito que fale de amor. Deixa eu contar um segredo: o amor não se diz, se sente.
- A vida é uma dor efêmera. Se amanhã você se ausentar, por você prometo. Que essa infame frase não irá se inverter.
- Eu sei que você me ama, número dois.
- Naturalmente numerária sete.

Por: Marcelo Freire.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Viver é uma dádiva fatal.

Renato Russo caprichou mesmo nessa frase. É verdade que, ás vezes, temos que enfrentar tudo do que não gostamos, e que enfrentamos o que odiamos a maior parte do tempo, é complicado, algumas horas é chato, entediante em outras, é cansativo, corrido e altamente estressante.

Acho que o tempero exato da receita de omo viver em paz com tudo ao redor foi extinguido a muito tempo. Os velhos 15 dias de paz nunca chegam. Acredito que nunca vão chegar. Afinal, como tudo anda hoje, é mais fácil se render ao desligamento das emoções, perder, para os racionalismos insensatos, a maioria do que se tinha como sentir, como perceber que algo está pra vir. Isso já se perdeu desde a primeira revolução industrial. Esqueceram que beleza morre, músculos perdem a força... só a sabedoria fica, guardada numa "caixa" que não é o cérebro.

Acho bom tirarmos um dia pra lembrar que somos felizes, por mais incoerente que seja, já que sentimos dor, sofremos abusos, ofensas e por muito menos machucam-nos com setas sem direção, apenas por gostarem do sabor da lágrima dos outros.

Infelizmente nada evolui, se tantas almas desencarnam e voltam para a terra melhores do que eram, porque estamos cada vez mais podres?

Me dói ver que o mundo é tão radical, cheio do que há de pior entre as maldades; a Sra. Traição e o Dr. Roubo. Se olhar ao redor, eles sentam atpe dos seus lados nos ônibus, colégios e mesmo igrejas.

Não sou pessimista. Eu só observo demais... ou tenho baixa auto estima...

Viver é uma dádiva fatal, no fim das contas, ninguém sai vivo daqui.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Tempo contra tempo


Se eu fosse mais velho e principalmente independente finaceiramente eu sairia desta cidade. Não que ela seja ruim, mas o fato é que não há muito mais o que eu possa fazer por aqui. Não tenho mais tempo pra nada. Também não é culpa da cidade, mas do que se passa nela. Poderia chover canivete por essas bandas mas sem tempo para ver a chuva cair, não vai ter nada de novo...


TEMPO... Como sempre falo, é só uma grandeza quantativa. Venho observando o efeito do tempo nas pessoas e é engraçado, ás vezes trágico, dramático até, o efeito que uma coisa assim causa em quem não está de bem com este tipo de matemática. Alguns ficam loucos, outros nostalgicos outros simplesmente endurecem. Os piores são os que morrem, não que morrem de perder a vida, mas os que deixam a alma ir embora e permitem que o corpo continue a reagir com o que há ao redor. São esses que fazem tudo parar, tudo ficar monótono. Não é culpa deles, é culpa da forma como eles viram o tempo passar.

Aproveitaram pouco ou não aproveitaram nada. Muitos morreram porque viram o tempo passar e foram aproveitar do jeito errado, do modo errado não só para o corpo mas também para a própra alma. Esses foram os que não curtiram uma boa música, não choraram porque chorar é pra fracos, se enganaram, chora quem é forte o suficiente pra adimitir o que há dentro, não viveram o que lhges restava do pouco tempo aqui na terra com quem eles amavam de verdade, com quem queria o bem deles, o que em vez de alimentarem o espírito alimentaram a superfície de pequenos desejos efêmeros.

Enfim, como se passa o tempo então? Conversando com quem o deu. É fácil. Conversar com o tempo pode se ruma ótima terapia para pessimistas e indecisos, o problema é o prolongamento da conversa. O Tempo para, mas o tempo não para.

O que se usa para saber viver?

Quando eu era mais novo, meu pai costumava dizer que a chave da vida era a felicidade.
Algum tempo depois fui fazer uma tarefa escolar onde havia um questionário. Uma das perguntas era: "O que você quer ser quando crescer?" eu respondi "Feliz".

Na outra semana, depois de devolverem os cadernos, a professora me chamou e disse: "Você nao entendeu o que a questão quer" e eu respondi: "Vocês não entendem o que a vida pede"

domingo, 13 de setembro de 2009

Ser feliz ou ter razão?

"Oito da noite numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo, assim como o caminho que ela conferiu no mapa antes de sair. Ele dirige o carro.

Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem a certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde
.
Mas ele ainda quer saber:

- Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais.

E ela diz:

- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite.

Esta pequena história foi contada por uma empresária durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente de tê-la ou não.


'Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam.' "

domingo, 30 de agosto de 2009

Reacionário.

Sou Reacionário. Não gosto dos sem terra e de todos os outro sem.
Dizem que isto é ser reacionário, mas não gosto de vê-los invadindo fazendas, indústrias, supermercados, Congresso Nacional, Assembléias Legislativas, Câmaras de Vereadores, Palácios do Executivo, parando ruas e estradas, ocupando linhas de trens, quebrando repartições públicas,tentando parar o lento progresso do Brasil.
Sou Reacionário.Não gosto dos congressistas que aprovam a demarcação de áreas indígenasnas fronteiras de nosso país, maiores do que muitos países europeus, para meia dúzia de índios aculturados e (muito bem) preparados no exterior, para formar uma nação ou várias, desmembradas do Brasil.

Sou Reacionário. Não gosto de índios insuflados por interesses obscuros parando explanação de engenheiros de estatais com facões, para parar o lento andar do progresso na construção de usinas hidrelétricas para geração de energia que tanto necessitamos (já tivemos apagões e teremos outros se não agilizarmos as novas construções).

Sou Reacionário. Não gosto de bufões que gritam contra governos estrangeiros e vendem petróleo a eles. Não gosto de cocaleiros que estatizam empresas brasileiras sem o devido ressarcimento dos investimentos feitos em seus países. Não gosto de esquerdistas eleitos em seus países, que querem discutir contratos firmados há mais de 30 anos, em hidrelétricas construídas com dinheiro tomado emprestado pelo Brasil, e, que nós estamos pagando com juros altíssimos.

Sou reacionário. Não gosto de governantes frouxos que não tomam atitudes enérgicas para impedir a espoliação de nossos investimentos externos, que compram aviões de empresas estrangeiras em detrimento das nacionais. Não gosto degovernantes semi-analfabetos que acham que instrução e educação não são importantes para o povo.Não gosto de governantes que pouco trabalharam na vida, aposentados como perseguidos políticos, tendo ficado menos de 24 horas detidos, que cortam o próprio dedo para conseguir indenização e que moram ou moraram em casas emprestadas por 'compadres'...

Sou Reacionário. Não acredito em cotas para negros e índios. Dizem que sou racista. Mas para mim racista é quem julga negros e índios incapazes de competir com os brancos em pé de igualdade. Eu acho que a cor da pele não pode servir de pretexto para discriminar, mas também não devia ser fonte para privilégios imerecidos, provocando cenas ridículas.

Sou Reacionário. Não gosto da farta distribuição de Bolsas tipo Família, vale gás, vale isso, vale aquilo, que na realidade são moedas de troca nas eleições, para que certos partidos políticos com seu filiados corruptos, possam se perpetuar no poder.

Sou Reacionário. Não gosto das bases de sustentação de governos eleitos de forma minoritária, com loteamento de cargos públicos e desvios de dinheiro público para partidos e seus filiados, como nos casos do mensalão e Detran.

Não quero ouvir mais notícias de pessoas morrendo de dengue. Tapo osouvidos e fecho os olhos mas continuo a ouvir e ver. Não quero saber de crianças sendo arrastadas em carros por bandidos, crianças adotadas sendo maltratadas pelos pais adotivos, velhos jogados (ou amontoados) em asilos,ou de uma menininha jogada pela janela em plena flor de idade. Meu coração não tem mais força para sentir emoções.
Estou mais velho que o Oscar Niemeyer.Ele ainda acredita em comunismo, coisa que deixou de existir. Eu não acredito em nada. Estou cansado de quererem me culpar por não ser pobre, por ter casa, carros e outros bens, todos adquiridos com honestidade e muito trabalho (mais de 12 horas por dia, seis dias por semana), por ser amado por minha mulher . Nada mais me comove...
Estou bem envelhecido! !!Bem, sou um brasileiro 'Reacionário' , indignado com as sacanagens e roubalheiras deste país. O melhor da Democracia não é eleger os melhores, é derrotar os corruptos,os demagogos, os mentirosos.


Sem comentários.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Farewell, Michael Jackson.


Porque Michael Jackson voltou a vender tanto só depois de morto?


Porque ele deixou sensações. Através das músicas de refrões fáceis, melodia gostosa e passos de dança inigualáveis deixou um pedaço dele em cada um que foi seu contemporâneo, uma marca tão forte que vai marcar até as próximas gerações sabe-se lá até quando. 1 bilhão de pessoas já ouviram alguma música de Michael Jackson, são seus fãs ou já compraram algum produto do astro. Já ouvi várias críticas do tipo; "Só está dando valor depois que ele morreu" Não deixa de ser verdade, assim é o ser humano, dá valor ao que tem depois que não pode mais tê-lo, mas a verdade, é que é saudade mesmo.


Não sou fã de Michael mas as músicas dele marcaram partes de minha infância, como; "Black or white", "Thriller", "Smooth criminal", "They don't care about us", todas essas e mais uma monte delas fizeram sucesso e ainda fazem, e garanto que ainda vão fazer muito sucesso, ainda mais agora depois de sua morte.


Enfim, ele aumentou 40% das vendas dele depois de morto porque as pessoas sentiram a falta dele, da voz dele, da dança dele, da criatividade e até dos escândalos dele. Sentem mais falta ainda porque sabem que vai demorar para alguém superá-lo, se é que haverá alguém com tanto talento quanto ele ou mais...


Passei a acha-lo mais admirável depois de conhecer um pouco mais da vida dele e saber dos vários traumas que ele adquiriu por causa dos maus tratos sofridos quando crianças, conviveu com esses traumas, com injúrias, calúnias e mais, e ainda conseguiu alcançar o posto de rei do pop e agradar a 1/6 da população mundial. Sinceramente, não sou tão fã, mas também vou sentir saudades. Incontestavelmente o melhor do mundo no que fazia.