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sábado, 9 de março de 2013

Desmantelo dos Segredos e um pouco da Exclusividade.

   A Arte da Prudência ensina que os Homens Sábios não são livros abertos. Segredo é algo a ser guardado ou compartilhado, usando o princípio da exclusividade? Obviamente que um pouco das duas.
   Segredos guardados por muito tempo tornam-se motivos para dores. Quando um Homem não libera o que o magoa por dentro, ou quando guarda aquilo que devia compartilhar, mesmo sendo algo de grave, este vai gerar uma espiral, um turbilhão de sentimentos e sensações misturadas, que se antes tivessem sido organizadas, ou compartilhadas (com exclusividade) então não trariam dano.
   É certo que certas informações não servem para divulgação. Mas mais pela irrelevância do que pela gravidade. "Segredos de Estado" aqui não contam, nem ao menos fazem sentido com o raciocínio.
   Para isso também serve o Princípio da Exclusividade; expor o que há de trevas sem perder a confiança.

   Um livro aberto perde seu mistério, faz o leitor desinteressar-se pelo seu conteúdo que todos conhecem. Ser único é uma vontade inerente ao Ser Humano e não ser o único a saber de um dado fato teoricamente relevante, faz o interesse sumir depressa.
   Manter um Segredo para si mesmo não é tão sábio quanto se parece.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Deus como abstração, concretude, absurdo e impossibilidade.

  Antes de qualquer interpretação, observe o real significado de Abstração, Concretude, Absurdo e Impossibilidade. Não há aqui nada contra Deus, sua existência e a plausibilidade da mesma, pelo contrário, adiante há uma explicação que dá mais plausibilidade (pelo menos filosófica e um pouco empírica) da existência do Deus Cristão. Outra importante observação é a seguinte; Cristianismo como Filosofia Espiritual, não como Religião.
   Abstração é algo não concreto (logicamente) porém é tangível, diferente da Impossibilidade, que é abstrata em forma e não concreta em essência, ou seja, é intangível.  A Concretude de algo não depende de seu estado idealmente físico ou fisicamente físico (em primeira vista parece redundante, mas há uma diferença. Sentimentos, por exemplo, são fenômenos espirituais e físicos. Em parte são idealmente físicos, quando se tratam de mudanças mentais, e em parte são fisicamente físicos quando se tratam de suas consequências biológicas.) Absurdo, ao contrário do que se está acostumado a pensar, é aquilo que é abstrato mas não é impossível. O fato de algo ser absurdo não implica no fato de sua impossibilidade, implica apenas no fato de sua intangibilidade limitada ou temporalmente ou espiritualmente, ou mesmo, as duas coisas.
   Um último conceito deve ser esclarecido; O conceito de Religião. Compreenda que Religião não é uma filosofia, mas um estado natural do Homem de ligação com o que ele chama de "inexplicável sobrenatural"
    O primeiro passo para entender a essência de Deus, Tao, Bhrama, Alá ou qualquer outro nome para o Deus supremo é entender que não podemos compreendê-lo pelo fato d'Ele ser infinito. O Homem jamais entenderá o infinito porque ele mesmo não é infinito. O finito é parte do infinito, mas não é sua totalidade. O Ser Humano não tem a consciência infinita, a não ser por ser infinitamente duradoura, mas não infinitamente ciente. Para compreender Deus é preciso ser infinito e para isso é preciso aceitá-lo nesta condição. A presunção típica da nossa raça é um dos fatores, se não o maior deles, que impedem a compreensão disso.
   Enquanto o Homem achar que é Deus por ter apenas o simples poder de criação, estará sempre limitando-se e com isso impossibilitando a si mesmo de se harmonizar e entender a existência de Tao. É preciso também compreender que Deus existe independente da vontade Humana e que não deixará de existir por causa da vontade de que ele não exista. Assim também funciona com o Mal.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Errare Humanum Est.

   Errar é a pior ação que toma um Humano em relação à outro. Nesta categoria de erro, o erro com o próximo, não há perdão, por mais inocente que tenha sido seu erro.
   Todo Ser Humano tem um limite de paciência e um limiar de erros. Infelizmente é falho, pois nem todos os erros são propositais e nem todos são previsíveis. É comum errar e errar novamente. É comum, mas não é normal. Certos erros vem para consertar o que há de errado numa espécie de paradoxo maldito, afinal, mesmo que o erro conserte o que há de errado, ainda assim é um erro e será reprovado.
   Os conceitos de certo e errado ajudam bastante a nos fazerem errar, apesar de servirem para nortear as ações, de modo que as mesmas não venham a afetar o próximo a nenhum prazo. Acredite ou não, buscar o certo sempre levará primeiramente ao errado. É mais fácil errar, geralmente é até mais divertido cometer erros. Divertem-se com erros aqueles que não pensaram ou não pensam à longo prazo.
   Em minha humilde opinião, o pior dos erros é aquele cometido por puro reflexo, não por mal, mas por inocência. Desses erros, as consequências são impiedosas e sempre imediatas. Quem comete este tipo de erro costuma não querer errar e quase nunca sabe das consequências, justamente porque não faz ideia de que a ação a qual acabou de cometer, seja um erro tão grave quanto tirar a vida de alguém. Pior ainda é que a única solução para estes erros é o pedido de perdão, se este falhar, então não há muito o que fazer depois, apenas esperar para ver o que vai sobrar para o Humano que errou e o que fará o Humano que foi atingido pelo erro.
   Mas aí vai uma palavra de encorajamento para você que acabou de errar ao ler todo este comentário; Pode ser esse o maior propósito da sua vida: Servir de modelo para outras pessoas, de como não ser e não agir.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O ciclo estranho da vida e os movimentos aleatórios dos encontros não desejados.

   O mundo é uma tremenda conspiração. Fatos ocorrem e você nem se dá ao trabalho de observar a consequencia que eles trarão. Pensa exatamente a mesma coisa sempre que eles ocorrem. Um erro brutal. Todos eles trazem consequencias e todas as consequencias que eles trazem tendem a fazer com que sua vida mude de uma forma interessante.
   Esses fatos buscam apenas aquele velho equilíbrio universal. Por causa desse equilíbrio, um montante singelo de coisas se invertem e outras somem, o que faz com que outras apareçam. "E criando ele destrói e destruindo ele cria." Bizarro e belo. Coisa estranha é passar anos e anos dando o melhor para uma pessoa e o pior a outra e no fim das contas, tudo isso se inverter de um modo tão complexo quanto a própria origem dos fatos anteriores.
   Creio que um dia tudo isso venha a se encaixar perfeitamente. Acho que se algo acontece e não tem solução, nem reversão e nem forma de evitar, então este algo era necessário. E problema reside justamente na necessidade dos fatos. São transitáveis e suas necessidades e importâncias são bastante modeláveis, o que faz com que tenham uma liquidez aborrecedora.
   Coisas vem e vão junto com pessoas. Ou nos acostumamos ou nos revoltamos.
   Particularmente escolhi me revoltar (percebe-se) e essa revolta me traz muitas respostas que a passividade e a paciência de algumas pessoas jamais me trariam. elas terão as respostas delas, só que, evidentemente, apenas as que passarem diante dos seus olhos. Gosto de viajar, sempre gostei. Tenho certeza que em uma dessas viagens vou encontrar mais respostas do que quero.
   O ponto ruim de não ficar parado é que sempre encontramos quem nem queremos encontrar. O ponto bom é que isso muda. Um dia encontramos alguém para amar com tudo o que o coração pode dar disso e odiamos outra pessoa do mesmo jeito. No outro dia, odiamos que amávamos tão profundamente quanto o diabo odeia os Homens e amamos aqueles que antes odiávamos. Casos raros, mas possíveis, por isso, só sento nessa cadeira aí, quando for extremamente necessário. Agora é...

Neutralidade é uma técnica eficaz e auto-destrutiva.( Recado dado)

segunda-feira, 28 de março de 2011

A Urgência, o Próximo e o Distante.

   Tenho estado bastante ocupado ultimamente. É a questão da ocupação mental, tenho precisado ocupar minha cabeça o máximo possível para não voltar a pensar em coisas outras que sei que vão acabar com algo em mim. Embora eu não esteja falando de drogas, isso que tento evitar também é bastante viciante.
   De tanto tentar ocupar a mente acabei me cansando. Simplesmente fiquei exausto como qualquer ser humano ficaria com 24 horas de trabalho mental sem intervalos. Foi bom e foi ruim. Bom porque percebi o caráter da urgência no mundo novo e ruim porque estou parecendo um morto vivo.
    Pois é, a urgência deixou de ser uma forma excepcional de tempo para ser a forma padrão dele. Isso me perturba. Me pergunto qual será a medida que substiruirá a urgência... essa velocidade de vida já causa dano o bastante em vários setores da vida. Nada mais é feito á longo prazo, nem mesmo os Estados agem dessa maneira, agora o agir é circunstancial.
   Conhecer um humano fica complicado. Tudo o que nos era p´roximo agora é distante e tudo o que nos era distante agora está próximo. Em teroria isso é bom, mas, no interior da questão é algo mais sério. Antes o que era próximo estava de veras próximo, tinha uma ligação íntima conosco e o que estava distante era distante mesmo, mas nada impedia de se ornar próximo. Agora a situação é diferente, o próximo íntimo está distante e o distante quase intocável está próximo. O problema é que este distante agora próximo não está intimamente ligado a nós porque o tempo que temos para conhecê-lo é pouco, consequentemente não temos intensidade de sentimentos, conhecemos apenas superficialmente. Na maioria das vezes, virtualmente.O próximo ficou distante e quase inatingível, principalmente agora que não temos mais tempo para buscá-lo mais profundamente.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Perder pra mim mesmo é lucro.

   Será que vale de alguma coisa, num relacionamento a dois, se dar e querer dialogar? Por várias vezes me desfiz de tanta coisa só pra não ver meu par chorar. Desfiz até alguns planos, deixei de sair para alguns lugares e dei prioridade á ela.
   Não me arrependo de nada disso, a não ser quando me dei demais e errei, pequei por excesso. Errei por passar noites e mais noites em claro para ouvir os problemas e as alegrias, errei quando dei conselhos e errei quando briguei para o bem dela. Gostaria de ter errado mais, só que mais para o bem dela.
   Andei do lado da rua, abri a porta do carro, dei presentes, mandei cartas, fui cúmplice, mantive segredo, respeitei, saímos e paguei a conta, fiz surpresas, elogiei... enfim, fiz de tudo e não esperei nada. Não que eu não quisesse em troca mas porque não sobrava tanto tempo assim.
   Mesmo com tudo isso, ainda assim, quando errei, foi como se nada disso tivesse existido, foi como se eu só tivesse feito mal e tivesse agido de forma egoísta. Nada valeu a pena por causa de um pouco de vontade de receber um pouco em troca.
  
   Meu conselho é : não se dê mais de 40% para alguém. Se o fizer, não erre de modo algum, e se errar, prepare-se para ouvir muita coisa... muita coisa mesmo. Observe que por mais que tudo passe, os seus amigos e amigas sempre vão esar lá e eles não receebem o tanto que merecem. Antes de tudo, seja amigo do seu par, porém, lembre-se que quando se der demais, a perpetuação dessa amizade vai lhe causar mais danos do que felicidades. Enquanto o tempo passar longe, mate todas as suas esperanças pois eu garanto que na maioria das vezes, se não fizer isso, ela vai matar você bem lentamente. Queira alguém que não queira seu status ou materialidades nem queira isso de ninguém, tudo isso some da noite para o dia.
   Dizem que só se ama uma vez... É verdade... E é verdade também que a dor é porporcional ao amor. Então fica a seu critério o quanto você aguenta de dor.
  Apesar de tudo isto aí, não me arrependo de ter amado ou de querer amar outra vez.... Acho isso muito difícil. Essa é a infelicidade de ter conceitos românticos.


P.S: Só um número mínimo de pessoas vão entender o título e a foto é avacalhada mesmo.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Coisa confusa!

   A gente percebe... Percebe de longe o absurdo das confusões desse novo mundo, dessa era líquida e dessas ideas construídas na areia, percebe a facilidade com que elas se vão e a facilidade com que elas chegam. Tudo isso acho que todos nós sabemos mas o que ninguém vê é que isso causa alguns traumas em uns, feridinhas em outros, cria novas raivas e novos preconceitos. Isso ajuda a trazer confusão.
   É que é interessante como as pessoas confundem as coisas, como as pessoas costumam confundir e sempre achar que estão certas sem abrir uma brecha se quer para a certeza dos outros. Está aí um bom começo pra isso; O orgulho. As pessoas confundem orgulho com personalidade e não com componente, confudem o execesso dele com certeza e firmeza. Orgulho é bom até a metade das canelas, passando disso, o tubarão cabeça-dura devora.
   Teimosia é uma coisa a mais, esse aí as pessoas confundem com orgulho, pensam que manter uma posição mesmo sendo ela errada e perigosa é prova de que se tem orgulho de si mesmo e que assim está tendo personalidade. É cair degraus em confusões. Teimosia é bom em doses homeopáticas, teimoso é aquele que tenta e tenta até conseguir, é aquele que mesmo com milhões dizendo que vai dar errado ele mantém sua palavra e forças para fazer dar certo por mais que isso vá demorar.
   E que dirá o clássico Amor! Este é confundido sempre com possessão ou paixão. Pensam que amar é fazer sexo ou ter 24 horas do dia a pessoa ao seu lado. Pensam que brigar é falta de amor, mas é na hora da briga que o amor se mostra mais forte! É na hora da dureza, da parte ruim da vida que o amor se mostra de verdade. Amor não mata, é evidente! o problema é que ele dói, mas é aquela dor de quem não quer ver o mal nem o fim. Sabe amar aquele que defende com unhas e dentes não aquele que devora com unhas e dentes.
   Liberdade é diferente de permissividade assim como conceito moral é diferente de ideologia. Há quem viva dizendo que não tem liberdade para nada. A liberdade que querem por aí é a de usar todo tipo de droga e fazer a maior orgia possível sem que isso seja repreendido por nionguém, sem ter que prestar contas a nenhum igual. Pois é a permissividade, tanto da lei quanto da moral. Liberdade é ter poder, é saber usar a permissividade para o seu deleite sem ferir o espaço alheio e quem sabe, até ajudando o alheio.
   Conceitos morais sofrem com o preconceito desmerecido. Dizem que conceitos morais devem mudar e que quem os tem são tolos ou retrógrados, são esses que pensam deste jeito que pensam que conceito moral é tão mutável quando ideologia. Conceitos morais não mudam de formas, mudam apenas de Ângulo e não são tolos... pelo contrátrio, são tão complexos e profundamente ligados á boa convivência, até mesmo a convivência espiritual, que são poucos os que conseguem seguir, por isso, a maioria que nunca tentou ou que é fraca por algum motivo, chama de inútil aquilo que ela não entende ou não consegue acompanhar, coisa típica do ser humano.
   Ideologia é diferente, ideologias mudam, criam-se novas, seguem a cultura, o que não acontece com o conceito moral que não fere nem mata, ao contrário das ideologias. Um bom exemplo de confusão ideológica foram as cruzadas e quem sabe até o movimento Marxista. Ideologias seguem-se hoje e esquecem-se amanhã, talvez elas voltem, talvez não...
   São tantas coisas a se tratar que não valeria a pena continuar, até porque sempre haverá alguém que nao entederá nem metade disto e vão xingar, espernear, agredir, ofender, ser do contra, se meter e questionar. Pessoas tem preguiça de raciocinar e raiva de aceitar algumas verdades e raiva de quem as mostrou e dos que seguem ou simplesmente aceitam alguma verdade. Não sei se o que foi dito é verdade, mas pelo menos para a maioria será, mesmo que seja apenas uma meia verdade. Esta raiva não é um erro tipicamente humano.

quinta-feira, 4 de março de 2010

A Saudade...

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua,
Dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
 
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida
.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.

Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
Ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga,
Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.

Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania
De estar sempre ocupada;
Se ele tem assistido às aulas de inglês,
Se aprendeu a entrar na Internet
E encontrar a página do Diário Oficial;

Se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
Se ele continua preferindo Malzebier;
Se ela continua preferindo suco;
Se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;

Se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
Se ele continua cantando tão bem;
Se ela continua detestando o MC Donald's;
Se ele continua amando;
Se ela continua a chorar até nas comédias.
 
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
 
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;
 
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...


Autor: Miguel Falabela

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

As loucuras da sociedade e a Felicidade real.

   Indo direto ao ponto, a Sociedade sofre de uma loucura epidêmica, contagiosa. Foram estabelicidos parâmetros não relativos de como se deve viver e do que se deve buscar. Aliás, não há apenas uma loucura, mas quatro, concordando com Roberto Shinyashiki.
   A primeira dela é impor que todos precisam ter sucesso na vida. Para cada um o sucesso tem um significado, cada um tem uma meta e da conclusão dessa meta surge o sucesso e dele a felicidade. Devemos, antes disso, lembrar que sucesso é uma caminhada, não consegue-se sucesso de uma vez, mas passo a passo, um objetivo de cada vez.
   A segunda é justamente sobre a felicidade. Felicidade também tem sentido relativo, os espíritos geômetras dessa era líquida transformou o motivo da felicidade em um só, na maioria das vezes a quantidade de dinheiro, mulheres e carros. Pra mim felicidade pode ser conseguir tomar o meu tão sonhado "refrigerante de cupuaçu" e para outro seja passar em uma universidade concorrida e conceituada. Felicidade é relativo e metafísico, é um estado de espírito, não um estado físico. Somos animais sentimentais, deveríamos saber diso.
   A terceira loucura e uma das mais absurdas é instituir que temos que estar felizes todos os dias. NINGUÉM está feliz todos os dias! Coisas acontecem e metas falham, o sucesso dá uma pausa e a felicidade de realizar um plano que agora está frustrado desaparece. O lado bom é o aprendizado. A necessidade de atenção aumenta. O que vai diferenciar o dia seguinte do dia triste é a força para ver onde o erro ocorreu e onde pode-se mudar. Lembrando da Bíblia: "A tristeza dura uma noite mas a alegria vem de manhã".
   E a quarta e última: Você tem que comprar tudo o que puder. Daí é que surge o consumismo absurdo, não é preciso falar, esta loucura é quase íntima do capitalismo moderno.

   Bom, o que sintetisa-se daqui é que as metas são interessantes para o sucesso, não para a felicidade. SER feliz não é PARECER feliz. Perceber os arredores é uma boa forma de saber se é feliz ou não. Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa, saindo com os amigos, aproveitando a família, indo ao cinema, dormindo, ganhando na mega sena e, quem sabe, até mesmo batendo com o carro... Felicidade e sucesso são ligados e relativos.
  Felizes mesmo são as pequenas coisas, são delas, as mínimas coisas do dia a dia que tiramos nossa forcinha extra e paciêncis para alcaçarmos a verdadeira e duradoura felicidade.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Perfeição.

Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso Estado, que não é nação
Celebrar a juventude sem escola
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade.

Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e seqüestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda hipocrisia e toda afetação
Todo roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias:
É a festa da torcida campeã.

Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo o que é gratuito e feio
Tudo que é normal
Vamos cantar juntos o Hino Nacional
(A lágrima é verdadeira)
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão.

Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isso - com festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou esta canção.

Venha, meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão.
Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera -
Nosso futuro recomeça:
Venha, que o que vem é perfeição
 
 
 
 
  Faz tanto tempo e ainda não desatulizou-se... É incrível como estamos alheios ao que acontece ao nosso redor, mais incrível ainda é não deixar tanta esperança dispersa quando nós mesmo temos fome de tê-la... amor é um caso raro de se encontrar hoje em dia, em todos os âmbitos. Tudo é mais egoísmo, sistematização de sentimentos, improviso de verdades, falta de carinho pelo próximo... Enfim, tantos e tantos querem apenas "o venha a nós".
  Antes ainda era possível ouir um "eu te amo"  com força no coração e sinceridade nos lábios. Nesse tempo (muito tempo atrás) já era raríssimo ver isso, a maioria estava na TV. Hoje 99% está na internet, 0.5% na TV, 0,3% no álcool, 0,1% em sonhos surreiais e o restinho na boca de quem ainda resta um pouco de sinceridade e lealdade.
  Mas quem é que quer ser reto quando o caminho pra isso é tão estreito? não tem  pra que! por que respeitar? Amar um indivíduo é muito difícil, amar dinheiro é mais fácil, ele te proporciona coisas que fazem o caminho estreito parecer um caminho de minas terrestres. A diferença é que no final dos caminhos, o estreito dará num campo aberto onde viver não será uma dádiva fatal, onde Amor continuará com a porta aberta e aesperança estará muito bem dividida, isso se ainda precisarem dela.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Os três grandes impactos e o surgimento da crise existencial do homem.

Durante um tempo fiquei pensando em algumas coisas aleatórias, e do nada me veio um pensamento, talvez fosse ele o motivo de algumas de nossas crises. Só reforçou mais quando em uma aula de História sobre Renascimento, o professor deu a chave, a pitada que faltava pra completar meu raciocínio. Como já avisei antes, o post pode estar meio desconexo em algumas partes, o que pode exigir uma repetição da leitura.







Na História da humanidade, levamos 3 grandes tapas. O primeiro foi Galileu quem deu, ele afirmou que a terra é que girava ao redor do sol e não o contrário, como se pensava na época. Para uma sociedade que acreditava que o centro da criação de Deus era o homem (logo a Terra estaria no centro do universo) foi um impacto enorme! pensar que logo ele,o homem , o ser mais perfeito existente, não era a medida de todas as coisas como diria Protágoras!








O segundo tapa foi dado por Darwin. Depois de publicar o livro que falava sobre a evolução das espécies ( A origem das espécies) foi praticamente chamado de satanista (No livro não há nada que diga que Darwin era ateu, nem nada sobre posição religiosa alguma) pelo fato de de algum jeito, negar a criação do homem por Deus. E mais uma vez, o Homem, que pensou ser a imagem do próprio Deus, tomou um grande choque, afinal, "viemos do macaco" ( particularmente não concordo com essa TEORIA). O pobre homem, que pensava ser tão superior, sofreu por ser apenas um tipo de primata.








O terceiro e derradeiro golpe foi Freud, o austríaco pai da psicanálise. Freud afirmou que não somos seres racionais, somo guiados mais por nossos estímulos inconscientes do que por nossas vontades aparentes. Este talvez tenha sido um dos mais fortes impactos já tomados pela humanidade. O homem que se gabava de, pelo menos, ser o mais inteligente dos animais, o único que era capaz de raciocinar, levou uma rasteira de seu próprio egocêntrismo. Somos tão irracionais quanto nossos animais de estimação.



Apesar de todos esses golpes quase mortais nada mudou, ainda que, por todas as perspectivas, seja porvado que somos todos animais quase iguais, alguns ainda teimam em alimentar um complexo megalomaníaco que nos leva a pensar que temos um deus na barriga. Egocentrismo é uma característica natural do ser humano, quando percebeu-se que não somos o que pensamos ser, surgiu então uma dolorosa e profunda cirse existencial que possivemente deu origem a nossa inversão de valores. Enlouquecemos ao saber que não somos o centro de tudo.

sábado, 25 de julho de 2009

Confie no coração, principalmente se ele for forte.


É bom não contraria-lo pois quase sempre ele consegue prognosticar o que mais importa, essa é a arma dos sentimentais, ou o que chamamos a grosso modo de "instinto animal". O coração é um tipo de oráculo caseiro. Muitos pereceram daquilo que mais temiam porque não souberam dar ouvidos ao coração. De que adianta temer sem se precaver?

Alguns tem um coração muito leal, vantagem de uma na natureza superior, sempre os previne do porvir e faz soar o alarme na hora de previnir o infortúnio vindouro. Contudo, é preciso ter cuidado. Nem sempre o coração acerta em cheio, por isso temos a dádivas da razão para ponderar.

Não é bom atirar-se cego aos reverses do caminho, mas sim encontrá-los a meio caminho, a fim de vencê-los. Para isso, aprenda a ouvir o coração, e como reserva, usar um pouco da razão.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

A democracia pode ser a mãe da desigualdade

Foi quase assim que Platão e Sócrates designaram a relação entre a democracia e a desigualdade. Historicamente falando, os filósofos podem estar certos. a democracia surgiu em Atenas, nos tempos da sociedade escravista, obviamente o direito de votar estava restrito a escravos, mulheres e crianças, criando, ou pelo menos potencializando o que chamamos falta de igualitarismo.

Para anaximandro tudo tinha dois lados, seco e molhado, frio e quente, preto e branco e etc... logo, igualdade levaria a um desequilíbrio, para balancear o mundo os opostos teriam que existir, de certo modo, na interpretação de alguns filósofos contemporâneos, a democracia seria a solução para evitar esse desequilíbrio. Por falta do "todos iguais" e de outros fatores, a democracia foi criada, o problema é que já surgiu como uma forma de "inclusão excludente", afinal, a maioria ainda era comandada pela aristocracia. De certa forma, é um sitema paradoxal pois quem mais "produz" é quem menos tem (uma tênue diferença em relação ao modelo econômico capitalista.)

A noção de igualitarismo sempre existiu mas com formas ideo-históricas diferentes. Antes a ideia de igualitarismo nas sociedades palaciais, ainda que mítica, era permeada por uma consciência mítico-religiosa em que protagonistas desse igualitarismo não eram homens mas sim os deuses em favor dos homens. Esse tipo de representação nessas sociedades ,ditas palaciais, expressavam suas formas socio-metabólicas da representação de vida.

"A burguesia quando voltou ao passado e viu a experiência grega , não copiou, mas recriou a democracia" . A democracia tem condição regular a desigualdade, por isso incorporou o igualitarismo em seu interior, o que não quer dizer que ela o tem como meta. Platão em "Górgias" é radical em vincular a degradação da sociedade ateniense á democracia e por meio das "palavras" de sócrates acusa Péricles de ser o responsável pela transformação das pessoas em seres ávidos, ociosos e corruptos. No caso da democracia atual o igualitarismo está mais longe que no plano abstrato.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Em pleno século 21 temos fome de que?

De paz, de educação e de comida também! Esqueçamos um pouco a igualdade social, pois desde a criação do dinheiro não se sabe mais o que é isso.

Era quase costume, no passado, iludir-se que no futuro, com a evolução da ciência, o mundo iria ter paz. Ledo engano! no máximo, é uma meia verdade, a paz de agora é uma paz com uma face macabra, cadavérica, como por exemplo nos tempos da guerra fria onde a política boa era a do "Big stick". É difícil falar de paz, desde muito tempo a paz vem mascarada em enlatados americanos.

Deixando de lado as ilusões, se prestar atenção, vê-se que a paz mundial nunca foi prioriadade em nenhuma nação, por mais pacífica que ela fosse. Eu , particularmente, nunca ouvi falar em uma campanha governamental mundial para o desarmamento atômico ou seja lá que tipo de arma for... claro que não vão largar o osso! O setor bélico lucra trilhões por ano! Temos tecnologia para destruir 8 vezes o planeta Terra mas nenhuma tecnologia para reconstruí-lo. Se potências e outros países menos desenvolvidos dessem valor á paz, não dariam quase 50 milhões em um míssil Tomahawk. Com 50 milhões é possível manter uma escola de grande porte com todas as refeições por dia durante 5 anos ininterruptos. Mas infelizmente é "Guerra de ricos, luta de pobres" seria exatamente assim que seriam taxadas essas guerras atuais, como na guerra da secessão em 1861. É o que se vê, tanto avanço tecnológico, mas nenhum avanço moral.

Falta mesmo é educação espiritual, claro que no limite certo, pra não criarmos fundamentalistas extremistas. A fome é de coisas do espírito, alimento espiritual, sem esse alimento não há como diferenciar o que é bom ou o que é ruim, até pra nós mesmos. Mas fazer o quê? se a minoria que tem "papel verde" consegue ordenar pra onde um planeta inteiro deve ir! Realmente, existe muito dinheiro, mas está concentrado em poucos lugares sobrando aos montes enquanto em algumas partes do mundo é raro ver recursos desse tipo. A fome é também de ética, sobre isso acho que não preciso comentar.

Em relação a comida, Malthus errou nos cálculos mas acertou por causa do egoísmo capitalista, comida há aos bocados, mas está altamente mal distribuida. Com a tecnologia que ajuda a aumentar a produção, há alimentos suficientes para alimentar 2 planetas Terra. A tendência é aumentar o volume de alimentos, industrializados ou não, o problema está na distribuição. Equanto uma crinça Etíope almoça uma vez na semana, uma criança na Noruega tem 5 refeições diárias. Questão boa para reservar um tempo e refletir,mas que tem tempo pra isso? tempo é dinheiro e é essa a mentalidade.

Há 40 anos 3,5 bilhões de pessoas habitavam a Terra, delas, 1 bilhão passava fome. Existem países catalogados pela ONU que precisam de ajudas exteriores para poder alimentar toda a sua população, são ao todo 31 países na lista. Agora com o etanol, a estocagem de grãos diminuiu, o pior é que o etanol mais procurado é o americano, que é feito à base de milho, um dos cereais nescessários nas mesas do mundo, por causa disso o produto inflacionou e por outros motivos a maioria dos grãos também seguiram a linha.

sábado, 20 de junho de 2009

Discórdia diária.


Li em algum lugar esses dias que as relações humanas eram baseadas em discórdias. Primeiro de tudo o que eu prentendo expressar, é que eu não sei muito bem como me expressar através desse fato, portanto, este post pode sair um pouco desconexo e complicado. Apenas discordo pelo fato de que acho que as relações humanas são baseadas essencialmente em poder e interesse. Antes de tudo, lembre-se de que nem todo interesse e poder é ruim. Uma relação de poder e interesse é ruim quando um dos lados prejudica ou prejudicará o outro a curto, médio ou longo prazo. Porém, quando os dois lados tem interesse em comum (mesmo sendo maus interesses, o que importa neste caso é o fato de não se prejudicarem.) e esses interesses são explícitos, as relações costumam ser benéficas (volto a repetir, que se forem maus interesses, não importa na teoria), construtivas. Acho interessante observar uma coisa; quando se forma um casal, ainda jovens, sem que nenhuma das partes possuam bens materiais em grande quantidade, ou muita belezxa física, onde fica o interesse ruim, neste caso, onde se encontra o interesse? apenas na companhia, nas conversas e no tempo útil e inútil com o outro. Se logicamente, a discordância em si fosse base das relações humanas, sejam elas quais forem , raramente existiriam amigos, namorados, noivos, maridos e mulheres, porque brigas seriam frequentes ao extremo. Nesses casos o interesse feriria a moral mais do que deveria e o amor seria questão de concordância, o que não é pura verdade, pois amor também se constitui de divergências afinal, ninguém é igual. Pode ser que agora com essa nova onda de alienação e consumismo acima de tudo, possa ter apodrecido o íntimo do ser humano (estou sendo otimista), mas nem todos são assim, há quem valorize o bem e os bons valores. quem dê valor ao lado espiritual e ao intelectual, é preciso ter espírito forte para ser forte, só se ganha nas relações de poder quem tem bom humor e inteligência, que segundo Blaise Pascal, são dons do espírito. Aí onde entra o papel da religião como como alimento espiritual, e a leitrua como fonte de intelecto (leitura útil, é claro) pois já diriam; "Men sana in corpore sano" mente sã num corpo são, daí é só tirar a conclusão.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Tempo.



È... acho que já se foi a época em que as pessoas tinham tempo.Não sabemos o que é tempo,como podemos cobrá-lo então?
Ora, tempo é uma medida criada por humanos para designar o decorrer do movimento do sol , daí os dias e as noites e suas respectivas horas.Tempo mesmo , no fundo do ser humano , foi uma ciração por medo , medo de chegar a morte e nem ao menos saber o momento dessa tão certa vinda.O tempo , como conhecemos , pode ser dividido , fragmentado. Foi culpa dessa fragmentação o surgimento do modo atual de pensar, estilo mecânico. Tempo em sí , nessa era , é só mais um fator capitalista, "tempo é dinheiro" , e por causa dessa deturpação de algo intocável pelas mentes humanas que vieram o "estresse temporal" (estresse causado pelo excesso de atividades e espaço curto de tempo) e até mesmo a deturpação do que se diz "amor" mas esse é assunto mais profundo. Tempo real é a medida , digamos , momentânea ,mede-se pelo momento vivido e aproveitado, assim como os árcades pregavam (Carpe Diem). Momentos... essa é a única e verdadeira fragmentação do tempo , a única permitida pelo mesmo , que de todos e tudo possui. Não há como controlá-lo pois não se pode dominar o impalpável ,que nos domina, o que há a se fazer, é com ele criar um trato de coexistência , nem ele te persegue e nós não o cobramos, apenas aproveitamos as dádivas desse senhor.