Olha para esse blog agora é como relembrar que existem coisas enterradas em um lugar onde eu sei, mas não deveria saber que tem coisas enterradas. Me traz muitas incertezas voltar a ler tudo o que meu eu-lírico escreveu aqui. Acredite, não pelo fato da quantidade de coisas que já ocorreram comigo, mas pelo potencial delas poderem acontecer de novo, pois tenho o hábito ilógico de aprender mais com os outros do que com as próprias catástrofes espírito-emocionais da minha vida.
Me pus em um projeto de escrever um livro, faz um ano que estou nisso. Hoje percebi que esse projeto tratava-se de uma fuga, porque pelo livro eu poderia fazer o que sinto que fui feito pra fazer, pelo menos através do personagem, sentindo como se eu tivesse vivido tudo aquilo e ter feito algo de útil com as habilidades que me deu meu Criador. Até mesmo criei um par pra mim, um que achei que era perfeito. A feliz coincidência é que esse par existe. Essa coisa de viver pelo personagem talvez dificulte a compreensão do livro, apesar de ser uma ficção que contém filosofia cibernética, religião, sangue (muito sangue), complicações advindas tão somente das mentes fragilizadas pelos objetivos modificados a cada instante... Não que haja instabilidade emocional, mas há o de sempre que há em mim; insegurança.
Meu mecanismo predileto; Vanish Skill. A arte de desaparecer que nem seu pai e sua mãe que vivem com você, iriam saber onde você está, mesmo estando dentro de casa e não estando embaixo da cama ou dentro da gaveta da cômoda. De tempos em tempos um alarme em tom carmesim toca insistentemente na minha cabeça estreita, dizendo que algo está errado. Mas o que estaria errado? O simples fato de estar tudo certo faz soar essa porcaria. Vivi tanto tempo sujeito às causalidades de uma transparência, que hoje em dia me força a ser transparente, porque como todos sabem, quanto mais a pele do pé se desgasta, mais dura renasce. O mesmo com as pancadas das pessoas.
Vai ver que foi por esse motivo que tornei-me professor de KFM, pra nocautear. Poxa, espancado já fui várias vezes, mas não com socos e pontapés (preferia assim) porque isso doía bem menos e como não sentia dor, acabava nocauteando o oponente, Nocautear fisicamente, era isso que eu poderia fazer. Descontar minha raiva no ring, no tatame, no concreto... Já que não tinha coragem de maltratar de propósito alguém a quem eu prezava.
Enfim, vir aqui me faz lembrar que confiar é o maior indício de amor a uma pessoa, porque confiar é a atitude mais perigosa que um Humano tem. Por causa dessa atitude consegui muitas cicatrizes. Conscientemente confio, mas o mais profundo não consegue viver sem desconfiar. Nada é igual a antes, a não ser eu mesmo e daí vem a desconfiança.
"Talvez eu seja enganado inúmeras vezes, mas não vou deixar de acreditar que em algum lugar, alguém merece minha Confiança." - Aristóteles O.
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
O Peregrino da Lua
A Terra possui imensidões que assustam o
homem. Os desertos, tanto os de gelo
quanto os de areia serviram para pôr fim à vida dos Homens que aventuraram-se
(ou desventuraram-se) a passar por lá. De todas as tais imensidões, o Espaço e
o Mar o atraiam mais.
O Alto Mar chamava sua atenção pela paz que
trazia e pelo perigo que escondia lá. Esconder era exatamente o que Leon
queria. Precisava de descanso, necessitava de distância das reclamações e do
modo pessimista que as pessoas costumavam se expressar. Ser pessimista era uma
coisa, mas fazer de todo fator da vida um ponto péssimo da mesma, além de
irritar, atrai aquilo que não se quer. Leon cansou disto; das pequenas
reclamações ininterruptas de todos os lugares onde ia. Mesmo dentro de casa não
tinha silêncio, pois tudo era motivo para uma alfinetada, inclusive o silêncio.
Pela noite mais escura, Leon pegou seu
pequeno barco e deixou que o vento o levasse até um ponto onde a terra firme já
não era mais vista e apenas a luz da Lua e das Estrelas iluminava-o,
distinguindo ele e seu barco do resto daquela imensidão ao redor dele. Era mais
do que sentir-se vivo, era poder respirar fundo sem tossir e gritar sem ser
tolhido, era poder correr e ouvir suas músicas sabendo que ninguém jamais
reclamaria, porque ninguém além dele num raio de quilômetros estaria lá para se
incomodar.
Horas passavam e a solidão então veio. Leon
sentia-se só. Não tinha com quem divir aquela sensação de liberdade nua e crua.
Pensou que seu lar não fosse na terra firme, pensou que fosse em Alto Mar,
junto de nada. A luz da Lua então iluminou seu rosto exposto enquanto deitava
no convés para observar a outra imensidão que gostava de ver com todos os seus
enfeites e luzes.
Fechou os olhos e sentiu o toque macio e
agradavelmente gelado da Lua. Deixou-se arrepiar por este toque e tirou a
camisa, para sentir mais daquilo. Olhou firmemente para os olhos da Lua e
sentiu como se a cintilação das estrelas que ela trazia com ela, fosse
palpável. Desejou tocar nos fios luminosos que saiam dela. Eram longos fios
finos de uma luz amarela, agradável aos olhos, que desciam e tocavam em todo
seu corpo esparramado pelo convés.
Leon agora estava tranqüilo e sentia-se
quente, aconchegado. Tudo ao redor era nada mais que um borrão da realidade,
uma que ele agora percebia diferente. Não era tudo azul, nem tudo preto ou tudo
cinza, mas tudo agora era colorido, e as cores vinham diretamente dela, de sua
coroa em forma de arco-íris que ela carregava ao redor do rosto e que expunha
sempre que fazia a mínima menção de sorriso. Leon amava isso; essa forma
discreta de sorrir que a Lua tem.
Agora, como nunca foi, sentia-se em casa.
Não em sua casa onde morava, mas no lar a que pertencia realmente. Sentia que
ali era o lugar onde deveria estar; abraçando-a, sentido, sentido seu toque e
seus finos cabelos luminosos. Era o mais perfeito lugar, na mais perfeita hora.
Podia ficar ali para sempre, mas ela teria que ir. Na verdade iria ali para voltar logo. Era
esse seu conforto. Daquela noite em diante, Leon passou a navegar ao redor,
sempre seguindo a noite para estar perto dela, onde era seu lar e seu lar era
onde ela estivesse, por isso, não há onda, nem grande, nem enorme, nem pequena.
Não há monstro no mar, nem sereias que tentem encantar, pois o amor de Leon
pela lua transcende qualquer obstáculo e ninguém pode roubá-lo, pois não há
como roubar o que não está mais em poder de quem se tenta tal ato. O Amor de
Leon era da Lua, que sempre o abraça e sempre o abraçará até o dia em que tudo
o que restar de Leon se tornar pó e para o pó voltar.
Até que este dia chegasse, ele não tardaria
em fazer para Lua aquilo que ela merecesse, por mais que aquilo que a mesma
merecesse, foi mais do que ele pudesse dar e assim sempre achava que recebia
mais do que dava. Por isso, de si mesmo dava e dava com alegria, não porque
recebia, mas porque amava dar-se a Lua.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
The hope, the starts, the broken hearts. Is real the pain you feel?
O dia todo passou num piscar de olhos. Parecia que toda aquela tensão e aquela guerra interior da permissão e da negação parecia ter dado trégua. Mas achava ainda que o destino conspira com planos milimétricos contra a vontade dele. Aquelas velha energias e o álcool, o maldito álcool. Álcool dever ser uma espécie de magia negra na qual temos que reunir os elementos necessários para que a euforia dure pelo menos uma hora. No caso, faltou o elemento "esquecimento" que ele não relacionou com o fator "passado".
A noite e a madrugada foram uma gama surrealista de loucura e dança. A tal da dignidade zero, no bom sentido, claro. Toda aquela noite deu-lhe algo que ele não tinha, mesmo assim, não tinha uso. Imagine, então, que toda a batalha de permissões e negações voltam quando justamente não se tem noção do que se passa ao redor. Então toda a dormência passar a ser uma epifania gloriosa de som, imagens, flashes, vodkas, gins e uma pessoa em especial, uma rosa vermelha.
Talvez a crença de que nada fosse por acaso o tivesse abalado. Toda aquela forma de encontro súbito, a distância, as semelhanças. Semelhanças até demais. Conversas fluem e coisas que não deveriam ser lembradas voltaram na cabeça dele, toda aquela sensação de ser um bastardo inglório no sentido péssimo e não cinematográfico estava o deixando deprimido novamente, e por tabela vinha a hipergrafia tomar conta dele. Tudo o que podia ser feito era falar a verdade, a tão pregada Verdade e sinceridade.
A verdade é que ele sabia o que ia acontecer mas negou a si mesmo o direito de saber a verdade. Sempre acontecia isso; ele dizia que ia acontecer e isso acontecia. É um perigo. A vantagem era que ele não estava só, havia mais dois. Só estavam em corpo, mas mesmo assim estavam.
A pergunta era; "permito-me ou não permito-me?" permitir faria com que nada fosse barreira, nem distância, nem semelhança, nem cobrança, nem absolutamente nada, muito menos passado, dele ou dela. O dilema continua agora e vai continuar até um longo período.
Então ela se despediu e ele deu o seu tchau saudoso de toda noite. Sabe-se lá quando a veria novamente e se a veria pessoalmente. No fundo ele sabe que sim mas ainda há o receio de não querer conhecer 100% por causa do risco de mesmo tentando não se apaixonar ele acabar por fazer isso, justamente o que não quer, não por vontade própria mas dominado pelo medo disso.
Algo mais o incomodava e tudo o que tinha nas mãos era o velho celular. Sem hesitar mandou tudo o que tinha dentro do peito. Tudo não, tudo seria exagero. Mandou o que se permitia mandar por mais que não se permitisse. Isso é um verdadeiro paradoxo. Ele e ela, havia algo mais paradoxal? Ele achava que era impossível e mesmo que não fosse, as probabilidades poderiam ser mínimas pelo fato de sempre; porque ele era "ele", era aquele ser com aquele conjunto de características complexamente distribuídas em vastos níveis de experiências grotescas.
O que vinha na cabeça dele era; "Já passei mito tempo levando a vida a sério, evitando pisar na merda que tem na calçada da vida, se pisava, limpava o sapato. Faço o seguinte agora; vou andando, se pisar, então tá, deixa o sapato do jeito que tá, se não pisar, ótimo."
E agora? o que ele tem que fazer? Se ela ler vai entender. Se ele ler não vai.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Colapsos vermelhos.
Era aquela velha história, é o caso que todos temos daquele conflito mental. Ocorria na cabeça daquele rapaz também, ah, como ocorria. Aqueles dias tinham sido dias de cão, mal dava para deitar na cama e dormir tranquilamente. Era como se a turbulência que os problemas causavam, viessem balançar a cama dele toda santa noite. Ia e voltava como um morto-vivo dentro de uma cela pequena, movimentando-se lentamente em busca de algo para alimentar sua fome de sabe-se-lá-o-quê. Um zumbi de energia pulsante e em constante movimento violento pelo corpo. Apenas andava pelo Recife todo. Não que não tivesse destino mas andava porque queria fazer daquela cidade toda o seu bom lar. É aí que se arranja um problema. Recife é um espelho, reflete você e seu humor. Não adianta ir ao bom e velho Recife Antigo e estar com o humor de um velho à beira da morte. Se for, vai piorar, vai se ver com a cara no chão onde todos aqueles hipsters, góticos, pseudocults, hippies, pagodeiros e reaggeiros pisam, mijam, degradam. Lá não é solo sagrado, lá é barulho e uma conversão de energia enorme para dentro de quem estiver por lá. O rapaz estava lá. Não, acho que não estava, o álcool já estava lhe consumindo as razãoes, contudo, para ele tanto fazia ter ou não ter razão, essa não era a causa principal. Ele era agora era o ponto divergente das energias de lá, tudo porque ele mesmo já estava cheio de energia e precisava dissipá-la. Usou o que tinha a disposição, álcool, música alta, tentou da sedução, mas a maioria era lésbica.
Volta pra casa escoltado ás 3 da madrugada, faz com que seu pequeno porém leal e marcante grupo pare em algum supermercado para lhe comprar algum suprimento. Chega em casa e não entra, simplesmente senta-se e reflete se é ele mesmo ou o alterego desvairado, agressivamente defensor e defensivo. Olhou para a tatuagem no antebraço e ela lhe fez mais sentido ainda. Era só buscar a verdade. Graças a Deus que não era. Mesmo assim, ele continuava sendo problemático.
3 dias depois e a energia ainda estava mantida no seu peito. E daí? não tinha muita coisa perder, a não a sua completa sanidade. Sanidade que provinha de conhecimentos obscuros não convencionais e um pouco da Thelema. Sentia agora que tinha que fazer o Kerouac fez, morria de vontade disso mas, por enquanto, não tinha como fazê-lo. Sabia distinguigr todo sentimento que lhe vinha. Sempre foi assim. Dessa vez o que vinha era a mistura macabra entre agonia, saudade e vontade de pular pela janela de um carro em movimento só para ver se o mundo dá uma girada a mais e tudo volta a ser como era antes.
Ele gostava daquela vida, daquela falta de rotina responsável ( não que não tivesse responsabilidade, pelo contrário, a havia responsabilidades mas não havia rotina para elas) o ruim era não ter com quem dividir. Mas também não estava nem aí, jamais ligara para nada disso, mas quando passou a ligar, em 2 míseros anos se deu bastante bem e logo em seguida bastante mal. Era aquela velha coisa que já o havia atingido antes, o ódio da ditadura da felicidade, das ironias do Sr. Destino. Sr Destino é um palhaço bastante soturno e irônico em demasia. Por isso, tudo o que vinha à sua mente era a cor do cabelo, os olhos diferentes e a substituição. Era como se tudo tivesse sido uma mentira, um passatempo. Burrice dele cair pois ele sabia que quando se dá 60 por cento é bem certo de que isso aconteça e que depois não vão dar a mínima. Colhemos o que plantamos.
Agora ele está lá, com um caderninho na mão pensando no escrever naquele livo que ele ainda pensa em publicar mas a responsabilidade o impede de escrever mais que duas páginas por semana. Música que toca é "La jeune fille aux cheveux blancs". Ele nem sabe falar francês. Compreende alemão, compreende um pouco de finlandês, holandês, italiano e fala inglês. Mas não sabe nada de francês. Francês nunca lhe fez tanto sentido na vida. Foi aquela iluminação bizarra que se parecem epifanias mas são só notas musicais bem distribuidas. Isso era tudo. Música era a droga alternativa, escrever era uma droga alternativa. Passaram-se horas e ele não desgrudava do caderno.
Tudo o que estava escrito até agora era; "Então, possivelmente tornou-se dois, um era ele e outro sua própria alma fora do corpo." Rosenrot, era o que tocava. A rosa vermelha que ele outrora teve resolveu sumir. Sempre foi assim. O pior é que duas rosas lhe apareceram, uma longe e uma perto. Perto mas longe. Três interessantíssimas e belas rosas. No fundo ele era louco, não estava raciocinando, só estava liberando todos aqueles milhões de megatons de dentro do corpo e da mente. Pensava em 4 coisas ao mesmo tempo a cada 5 segundos.
Estava cansado e taquicardico, o coração batia na mesmo velocidade que a de um coração de um beija-flor. Ele queria beijar as rosas, mas beijar respeitosamente, sem paixão lasciva. Queria protegê-las e ajudá-las no que fosse possível, queria dar-lhes o carinho, o calor e todos os nutrientes necessários para que elas tornassem-se ainda mais belas do que já são. Queria isso de todas as três, mas era impossível e isso o consumia. Uma das rosas tinha sua preferência, era sua rosa eterna. Ele nunca disse qual era, mas estava bem na cara. Agora era rei sem rainha. Um Herói! A noite vai acabar e ele não vai chegar à conclusão alguma, vai ficar bem louco, vai bater com ódio no saco de pancada, vai terminar com os dedos queimados do atrito, o corpo brilhando de suor e aquele velho olhar do qual quem não o conhece tem medo, o simples olhar de quem protege quem está ao seu redor com unhas, dentes e punhos se for preciso. Vai tomar banho e tentar deitar na cama, mas as rosas, a energia, a velocidade, o constitucionalismo, a porcaria do cartão de crédito e do baixo vão passar pela cabeça. Vai dormir, sonhar e vai se dar de que não achou resposta para nada porque a resposta era essa mesma; não ter resposta para nada. Isso deixa-o feliz e mais leve. Agora tem resposta pra tudo.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Rebeldes sem causa. 4º Parte
Acabados, derrotados pela dor e surpresos com a tragédia os familiares do dois fizeram um enterro simbólico com as cinzas que restaram, no mesmo cemitério, quase na mesma cova. Equanto jogava as cinzas do filho, o pai de Dex olhou para o enterro ao lado e viu a mulher que não vira há anos, a mulher com quem tivera Dexton. Ela o olhava, surpresa, principalmente pelo fato de estarem enterrando no mesmo dia seus filhos que morreram tragicamente.
O Sr. Floram perguntou para a mulher, quem era que ela estava enterrando e ela responde em prantos:
- Ah Yuri! Aaah Yuri! É a filha a qual tive depois que nos separamos!
- Pensei que você tivesse morrido no parto! - Diz Yuri mais surpreso do que nunca - Por isso me mudei para esta cidade, junto com nosso filho o Dexton!
Ela, emocionada e assustada com o engano que durou vinte anos responde:
- Mas como? pensei que tivesse me abandonado! Minha finada mãe disse-me que você tinha fugido na noite anterior ao parto, então, magoada e conformada com o acontecido decidi prosseguir minha vida sem tentar encontrar você novamente.
Ele, igualmente surpreso responde:
- Mas foi ela quem me falou, com lágrimas nos olhos, que você tinha sido internada e que ficou lá por muito tempo e terminou morrendo junto com a criança, dois dias após o parto!
Os dois, sem reação alguma, se olhavam e olhavam para os potes onde estavam as cinzas dos filhos, na mão de cada um, então se deram conta, depois de lagum tempo que tinham perdido os filhos, os quais nunca se conheceram.
- Qual era o nome dela, Delina? -Pergunta Yuri em um tom de curiosidade e dor aos mesmo tempo.
- Era Arven... Um belo nome. não acha
- Acho sim... Acho também que eles deveriam ter se conhecido, afinal, eram irmãos.
Então, sem mais palavras, jogram as cinzas, juntos, em um único túmulo.
Dois anos depois Yuri e Delina se casaram novamente e as cinzas misturadas de Dexton e Arven já havim sido absorvidas pela terra..
O Sr. Floram perguntou para a mulher, quem era que ela estava enterrando e ela responde em prantos:
- Ah Yuri! Aaah Yuri! É a filha a qual tive depois que nos separamos!
- Pensei que você tivesse morrido no parto! - Diz Yuri mais surpreso do que nunca - Por isso me mudei para esta cidade, junto com nosso filho o Dexton!
Ela, emocionada e assustada com o engano que durou vinte anos responde:
- Mas como? pensei que tivesse me abandonado! Minha finada mãe disse-me que você tinha fugido na noite anterior ao parto, então, magoada e conformada com o acontecido decidi prosseguir minha vida sem tentar encontrar você novamente.
Ele, igualmente surpreso responde:
- Mas foi ela quem me falou, com lágrimas nos olhos, que você tinha sido internada e que ficou lá por muito tempo e terminou morrendo junto com a criança, dois dias após o parto!
Os dois, sem reação alguma, se olhavam e olhavam para os potes onde estavam as cinzas dos filhos, na mão de cada um, então se deram conta, depois de lagum tempo que tinham perdido os filhos, os quais nunca se conheceram.
- Qual era o nome dela, Delina? -Pergunta Yuri em um tom de curiosidade e dor aos mesmo tempo.
- Era Arven... Um belo nome. não acha
- Acho sim... Acho também que eles deveriam ter se conhecido, afinal, eram irmãos.
Então, sem mais palavras, jogram as cinzas, juntos, em um único túmulo.
Dois anos depois Yuri e Delina se casaram novamente e as cinzas misturadas de Dexton e Arven já havim sido absorvidas pela terra..
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Rebeldes sem causa. 3º Parte
Um ano se passou e os dois ainda sonhavam com aquela noite, até que, cansado desses pensamentos nostalgicos, Dex saiu do apartamento e decidiu tomar umas e todas no Plauta's, junto com seus novos, loucos e irresponsáveis amigos.
Arven, também cansada dos pensamentos e saudades, resolveu ir ao templo budista onde meditava, para ver se conseguia esvaziar a mente. Chegando no templo, acendeu vários incensos e pôs-se a meditar.
Quanto mais Dex bebia, mais lembrava-se de Arven. Quanto mais fazia sexo com outras garotas e garotos, mais lembrava-se de como tinha sido expetacular aquela noite ocorrida há exatamente um ano. Quanto mais meditava, mais Arven enchia a mente com lembranças da noite estupenda, quanto mais respirava fundo e inalava a fumaça dos incensos, mais se sentia excitada, cada vez mais tinha vontade de fazer sexo com Dex novamente. Não aguentando mais toda a pressão, Dex pega o carro e, altamente embriagado e cheio de vontades, pisa fundo no acelerador e pela estrada escura, fazia zig-zag com o carro. Até que, com os reflexos totalmente debilitados, não consegue desviar do caminhão que vinha com tudo em sua direção e bate frontalmente. Com o impacto, Dex morre instantaneamente e o carro pega fogo, carbonizando Dex.
Arven, já tendo inalado muita fumaça, estava sufocada e acabou morrendo com tanta fumaça nos pulmões. Os incensos continuaram a queimar até que as pequenas brasas encostaram nas cortinas e o fogo tomou conta do ambiente e dentro dessa fornalha estava o corpo inerte de uma garota sedutora porém resignada. Do corpo não sobrou muita coisa, só o que dava para fazer um pouco de cinzas para um enterro simbólico.terça-feira, 1 de junho de 2010
Rebeldes sem causa 2º Parte
Não demora muito e os dois saem aos amassos, quentes,intensos ,com toques em tudo que é parte do corpo. Aos tropeços os dois saem lentamente enquanto esbarravam nas mesas e cadeiras do bar enfumaçado pela maconha. Chegaram até o apartamento minúsculo de Dex onde, já da porta, começaram a despir um ao outro.
- Está precisando de sexo, tio.. está muito enferrujado!- Falou Arven como se já tivesse vasta experiência no ramo.
Com mais vontade ainda, Dex joga a garota na cama e os dois começam a fazer tudo o que queriam para aquela noite.
- Está precisando de sexo, tio.. está muito enferrujado!- Falou Arven como se já tivesse vasta experiência no ramo.
Com mais vontade ainda, Dex joga a garota na cama e os dois começam a fazer tudo o que queriam para aquela noite. A noite foi longa e prazeroza. Foi a melhor das transas para Dex e a mágica primeira vez inesquecível e inigualável para Arven. Depois daquele dia nunca mais os dois se viram e nem eles mesmo sabiam o porque, só sabiam que queriam se ver. Dex a procurava todos os dias no Plauta's mas nunca a encontrava, Arven o procurava em toda a vizinhança, mas também não obtinha tanto sucesso.
De tanto se frustrar e se envolver com o ambiente, Dex virou um festeiro garanhão, quase uma máquina de sexo movida a álcool. Arven virou budista e passou a trabalhar assim que parou de frequentar o Plauta's e a vizinhança. Os meses passavam e as angustias de ambos aumentavam exponencialmente. O que não entendiam era porque se gostavam tanto já que só se viram por apenas uma noite e foi tudo tão carnal. No fundo se achavam animais selvagens, assim como fora seu sexo.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Rebeldes sem causa. 1º Parte
Uma das primeiras crônicas da série fixa "Colisão e Colapso".
O bar Plauta's ficava lotado de jovens ás sextas feiras á noite. O barulho era alto e as orgias eram uma prática banal no recinto, quase uma regra comportamental. O bar ficava no meio de uma vizinhança onde a maioria repudiava esse tipo de coisa, muitos trabalhavam e ao final do dia queriam apenas a paz e o conforto de um travesseiro e alguns lençois. Esse era o caso de Dex, um jovem responsável e trabalhador.
Dentro do bar acontecia de tudo, desde de pirotecnia até sexo explícito á três ou mais, as bebidas pareciam inesgotáveis e os fígados de quem as bebia, em quantidade absurda, parecia ser indestrutível. Arven era uma moça que adorava esse tipo de coisa. Numa noite singular, onde sua chama sexual ardia mais do que nunca e sua sede por álcool era insaciável, ela resolveu dar um pulo no Plauta's para estabilizar seus hormônios do melhor modo que encontrou; sexo e álcool. Arven era virgem, embora gostasse do ambiente devasso, queria sexo com um bom rapaz.
Era tarde e o barulho era insuportável. Dex estava destruído e mal conseguia pregar os olhos. O barulho era tão intenso que fazia tremer as janelas de seus quarto. Com os tímpanos em frangalhos e o corpo pior ainda, Dex desceu de seu apartamento e foi até o bar. Chegando na porta avistou um grupo de jovens que estava chegando. Porcurando quem era o líder da horda, avistou uma jovem com cabelos longos e coloridos apenas em um lado da cabeça, piercing no rosto, calça preta muito apertada e seios quase exposto, esmagados pelo sutiã muito apertado, pensou: "Ela é a líder!". Se aproximou e disse:
- Querem por favor parar com esse barulho? ou será que terei que chamar a polícia para acabar com suas orgias?
Ao que a jovem loira cheia de piercings respondeu:
- Calma tio!, tá estressado? vem curtir ué? se não pode com eles, junte-se a eles!
Indignado mais com o termo "tio" do que com a resposta em si, Dex entrou a toda no bar, enquanto a jovem, com medo de que o rapaz conseguisse acabar com festa, correu atrás dele. Encontrando-o e segurando-o pelo braço ela perguntou
- Calma! qual é seu nome, cara? -e ele respondeu:
- É Dexton e não me chama de tio! sua porta alfinetes, tenho quase sua idade!, 19 anos!
- Ih! porta alfinetes, é, velhote? quem desdenha quer comprar! bem que você queria um porta alfinete desses em sua casa, mas acho que você não tem "taco" nem "potência" pra isso... se é que você me entende...- Respondeu a jovem com um pouco de surpresa e audácia.
Com raiva e com os nervos mais a flor da pele do que já estavam, ele pergunta para a jovem:
- É mesmo? e qual é seu nome, senhora tesão?
- É Arvem, tio - Ela responde com desdém e frizando bem o termo "tio".
Com muita rapidez ele a puxa pelo pescoço e a beija intensamente.
Autor: Hugo Belmonte
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