"Das raras vezes que paro para asssitir televisão, vejo a ênfase no caso da professora que foi demitida por causa de ter dançado em cima do palco. Não era uma dança comum, além de misturar a coreografia simbologicamente mostrando atos sexuais ( como a maioria das danças de swigueiras e do funk ), Jaqueline Carvalho para entrar no clima do refrão: '' Mas essa mina tem um fio só. Todo enfiado, todo enfiado, todo enfiado... '', deixa Mário Brasil, o cantor da então banda '' O Troco '', levantar seu vestido, subir a calcinha dela fazendo-a de fio dental e ela como dançarina, continuar a rebo
lar. Calma, leitores. Antes, ele pediu autorização. A princípio pensei: Ora, o que isso implica na demissão? Ela não estava fazendo na frente de seus alunos, nem dentro do colégio. Estava apenas se divertindo, como todo ser humano. Mas, como toda polêmica, há sempre os dois lados da argumentação e sempre nos remete a outros princípios. A ideia foi amadurecendo enquanto esse caso foi repercutindo. É sempre recomendável saber o motivo da atitude e dar o direito de defesa da acusada, não? Pois bem, Jaqueline Carvalho e Mário Brasil defenderam-se, em um programa de auditório. Ele, como defensor da música baiana afirma que a atitude dela não foi vulgar, que a Bahia é feita dessas músicas e danças e só há sucesso porque há um apelo popular. Se não agradasse ao público, não faria sucesso. Essa citação só reforça o pré conceito que a Bahia divulga ao Brasil: Bahia pode ter o melhor carnaval, na opinião de alguns, mas o estado e a vulgaridade estão intimamente ligados.
Várias perguntas foram feitas. Ao perguntar se ela se arrepende ela se contradiz em questão de minutos. Mas o que mais me chamou a atenção foi a possível hipocrisia quando foi perguntado a ele se caso tivesse uma filha, ele deixaria ela se comportar de tal forma. A resposta veio entre sorrisos: Não tenho. Mas tenho irmã. Se ela quiser pode ir dançar '' Todo Enfiado comigo ''. Vamos considerar que ele ainda não sabe o sentimento de ter um filho e os cuidados com ele. Nesse mesmo âmbito, vamos a Jaqueline. Ela, que tem uma filha de sete anos, gostaria de vê-la rebolando semi nua no palco e ouvir milhares de homens gritando por ela, e pornograficamente? E pedir respeito nesse lugar é, no mínimo, sem lógica. Não! Ela não gostaria. Prova disso é que ela afirmou que se chocou quando viu a menina, ao ver o vídeo, imitando a mãe. Falha tentativa de amolecer o coração da população que a julga por ser irresponsável. Parece que temos aqui questão de ponto de vista, não? Para ela, ao beber dois litros de uísque - dois dias depois, disse que na verdade foram algumas doses - é perfeitamente normal se divertir desse modo. Entre por ou não a culpa no álcool, fica o sentimento de que é do feitio dela, intimamente ou não, dançar '' sensualmente '', termo usado por ela. Não é por inveja - termo usado pela professora, ao ver que os índices de mulheres contra a atitude dela são maiores do que os do homens - ou outros, que as mulheres são mais revoltosas quanto a esse assunto. Elas se põem no lugar. Não fariam o mesmo, por mais bêbadas que estivessem, creio.
E como ficam as crianças? Aquelas que diariamente veem a professora delas ensinarem o que é correto e procuram fazer o reflexo da '' tia ''. Naturalmente, professoras do ensino fundamental precisam ter a postura além do ensino, elas são acima de tudo, pessoas que participam ativamente da educação tanto moral, ética, religiosa e psicológica. Não me admira que os pais, ao verem o vídeo fiquem revoltados. A escola demitiu antes, por melhor profissional que seja, para evitar a confusão entre pais e educadores. Tratando-se disso, o grande vilão foi exclusivamente o vídeo ter se tornado público. Se não, iria ser mais uma mulher que ia subir no palco e dançar. Naquele momento não importa a profissão. Afinal, ninguém foi martirizar e julgar as outras mulheres que estavam com ela. Não ia ser repercussão mundial, mas internamente todos que ali estavam iam saber, de todo modo é exposição.
O vídeo só alertou os modos de diversão que acontecem nesses shows. Se não subir no palco, lá embaixo as danças acontecem da mesma forma. O que a população Brasileira precisa é de Educação. Funk, swigueiras e afins geralmente tem letras que incitam a danças que expõe o corpo de modo vulgar. O problema não é o ritmo. Se talvez, os ritmos acompanhassem letras mais construtivas, a dança naturalmente apresentaria outro aspecto, e mesmo assim não se perderia a diversão que é dançar.
Desliguei a televisão, em meio a esses pensamentos e com uma certa revolta ao ver que ela já estava sentindo o sucesso e os privilégios, levando o debate de forma divertida. As lágrimas deram lugar ao sorriso, a preocupação de perder o emprego deu lugar a uma nova oportunidade de dançar profissionalmente em outra banda - vale ressaltar que ela exige que a dança da futura banda não seja uma coreografia que venha denegrir sua imagem - e o modo 'estrela popular' que ela estava sendo tratada, nomeando-a como a '' Mulher mais famosa de Salvador '' ( ÃHN? )
Apresentador - Hoje, você faria a mesma coisa?
Jaqueline Carvalho - Não desse jeito.
Apresentador - Que jeito? Mostrando a calcinha?
Jaqueline Carvalho - Mostrar a calcinha eu até posso.
Esperem: '' Playboy - A baiana mostra que é uma professora de primeira ''( Pensando bem, o vídeo até que foi bastante lucrativo. )"
Por: Camilla Linson.
Bom, em parte concordo com boa parte do que a autora do texto comentou (Partes bem observadas) acima. Discordo primeiramente de que ela seria acusada ou não independente de ser professora. Pelo menos ao meu ver, iria sim, se ela não fosse professora, com toda a certeza, não haveira peso algum sobre ela e a polêmica "Toda enfiada" nas nossas cabeças simplesmente não existira. Professorar é uma coisa bem complicada, passar uma imagem de total integridade para crianças é complicado, se não fosse, teríamos vários professores por aqui... Na verdade, o problema não é o que ela vai passar para as crianças, mas sim, o que os pais vão pensar em relação a esse tipo de atitude de uma professora, "Se uma professora age assim, imagine o resto dos funcionários do colégio?". Mesmo se o vídeo tivesse sido lançado na internet e a "vítima" não fosse uma professora, não iria dar em lugar nenhum. O ponto é simples; "Porque uma professora, profissional que educa, fez isso? atos libidinosos desse jeito?". Meu ponto de vista em relação a isso é outro, no caso, o que ela fez realmente não diz respeito a postura que ela deveria ter em SALA de aula. Da vida pessoal dela, é ela quem sabe, não se pode impedi-la de gozar do seu direito de lazer, por mais ridículo e imoral que seja. Enfim, o caso é que, sendo professora "o bicho pegou" pra o lado dela. Vemos todos os dias políticos acabando com o que chamamos de ética e honestidade e não damos a mínima, se damos, não falamos o que achamos ou não nos movemos como deveria ser. Professores são espelhos da educação, assim como os políticos são o espelho da populaçao ou seja, se a população age como corruptos e desonestos, assim serão nossos políticos. Quem nunca ouviu alguém dizer "Ah, se eu estivesse lá também ia roubar um pouco". Isso resume muito da situação atual do país. Mas o foco não é esse. O que pensam é; "Se até professores estão nessa onda de pornografia e imoralidade, o que será do futuro de nosso país?" É o que pesa, brincar com a esperança de uma nação é perigoso. Acho que isso não passa de mais um factóide.
lar. Calma, leitores. Antes, ele pediu autorização. A princípio pensei: Ora, o que isso implica na demissão? Ela não estava fazendo na frente de seus alunos, nem dentro do colégio. Estava apenas se divertindo, como todo ser humano. Mas, como toda polêmica, há sempre os dois lados da argumentação e sempre nos remete a outros princípios. A ideia foi amadurecendo enquanto esse caso foi repercutindo. É sempre recomendável saber o motivo da atitude e dar o direito de defesa da acusada, não? Pois bem, Jaqueline Carvalho e Mário Brasil defenderam-se, em um programa de auditório. Ele, como defensor da música baiana afirma que a atitude dela não foi vulgar, que a Bahia é feita dessas músicas e danças e só há sucesso porque há um apelo popular. Se não agradasse ao público, não faria sucesso. Essa citação só reforça o pré conceito que a Bahia divulga ao Brasil: Bahia pode ter o melhor carnaval, na opinião de alguns, mas o estado e a vulgaridade estão intimamente ligados.Várias perguntas foram feitas. Ao perguntar se ela se arrepende ela se contradiz em questão de minutos. Mas o que mais me chamou a atenção foi a possível hipocrisia quando foi perguntado a ele se caso tivesse uma filha, ele deixaria ela se comportar de tal forma. A resposta veio entre sorrisos: Não tenho. Mas tenho irmã. Se ela quiser pode ir dançar '' Todo Enfiado comigo ''. Vamos considerar que ele ainda não sabe o sentimento de ter um filho e os cuidados com ele. Nesse mesmo âmbito, vamos a Jaqueline. Ela, que tem uma filha de sete anos, gostaria de vê-la rebolando semi nua no palco e ouvir milhares de homens gritando por ela, e pornograficamente? E pedir respeito nesse lugar é, no mínimo, sem lógica. Não! Ela não gostaria. Prova disso é que ela afirmou que se chocou quando viu a menina, ao ver o vídeo, imitando a mãe. Falha tentativa de amolecer o coração da população que a julga por ser irresponsável. Parece que temos aqui questão de ponto de vista, não? Para ela, ao beber dois litros de uísque - dois dias depois, disse que na verdade foram algumas doses - é perfeitamente normal se divertir desse modo. Entre por ou não a culpa no álcool, fica o sentimento de que é do feitio dela, intimamente ou não, dançar '' sensualmente '', termo usado por ela. Não é por inveja - termo usado pela professora, ao ver que os índices de mulheres contra a atitude dela são maiores do que os do homens - ou outros, que as mulheres são mais revoltosas quanto a esse assunto. Elas se põem no lugar. Não fariam o mesmo, por mais bêbadas que estivessem, creio.
E como ficam as crianças? Aquelas que diariamente veem a professora delas ensinarem o que é correto e procuram fazer o reflexo da '' tia ''. Naturalmente, professoras do ensino fundamental precisam ter a postura além do ensino, elas são acima de tudo, pessoas que participam ativamente da educação tanto moral, ética, religiosa e psicológica. Não me admira que os pais, ao verem o vídeo fiquem revoltados. A escola demitiu antes, por melhor profissional que seja, para evitar a confusão entre pais e educadores. Tratando-se disso, o grande vilão foi exclusivamente o vídeo ter se tornado público. Se não, iria ser mais uma mulher que ia subir no palco e dançar. Naquele momento não importa a profissão. Afinal, ninguém foi martirizar e julgar as outras mulheres que estavam com ela. Não ia ser repercussão mundial, mas internamente todos que ali estavam iam saber, de todo modo é exposição.
O vídeo só alertou os modos de diversão que acontecem nesses shows. Se não subir no palco, lá embaixo as danças acontecem da mesma forma. O que a população Brasileira precisa é de Educação. Funk, swigueiras e afins geralmente tem letras que incitam a danças que expõe o corpo de modo vulgar. O problema não é o ritmo. Se talvez, os ritmos acompanhassem letras mais construtivas, a dança naturalmente apresentaria outro aspecto, e mesmo assim não se perderia a diversão que é dançar.
Desliguei a televisão, em meio a esses pensamentos e com uma certa revolta ao ver que ela já estava sentindo o sucesso e os privilégios, levando o debate de forma divertida. As lágrimas deram lugar ao sorriso, a preocupação de perder o emprego deu lugar a uma nova oportunidade de dançar profissionalmente em outra banda - vale ressaltar que ela exige que a dança da futura banda não seja uma coreografia que venha denegrir sua imagem - e o modo 'estrela popular' que ela estava sendo tratada, nomeando-a como a '' Mulher mais famosa de Salvador '' ( ÃHN? )
Apresentador - Hoje, você faria a mesma coisa?
Jaqueline Carvalho - Não desse jeito.
Apresentador - Que jeito? Mostrando a calcinha?
Jaqueline Carvalho - Mostrar a calcinha eu até posso.
Esperem: '' Playboy - A baiana mostra que é uma professora de primeira ''( Pensando bem, o vídeo até que foi bastante lucrativo. )"
Por: Camilla Linson.
Bom, em parte concordo com boa parte do que a autora do texto comentou (Partes bem observadas) acima. Discordo primeiramente de que ela seria acusada ou não independente de ser professora. Pelo menos ao meu ver, iria sim, se ela não fosse professora, com toda a certeza, não haveira peso algum sobre ela e a polêmica "Toda enfiada" nas nossas cabeças simplesmente não existira. Professorar é uma coisa bem complicada, passar uma imagem de total integridade para crianças é complicado, se não fosse, teríamos vários professores por aqui... Na verdade, o problema não é o que ela vai passar para as crianças, mas sim, o que os pais vão pensar em relação a esse tipo de atitude de uma professora, "Se uma professora age assim, imagine o resto dos funcionários do colégio?". Mesmo se o vídeo tivesse sido lançado na internet e a "vítima" não fosse uma professora, não iria dar em lugar nenhum. O ponto é simples; "Porque uma professora, profissional que educa, fez isso? atos libidinosos desse jeito?". Meu ponto de vista em relação a isso é outro, no caso, o que ela fez realmente não diz respeito a postura que ela deveria ter em SALA de aula. Da vida pessoal dela, é ela quem sabe, não se pode impedi-la de gozar do seu direito de lazer, por mais ridículo e imoral que seja. Enfim, o caso é que, sendo professora "o bicho pegou" pra o lado dela. Vemos todos os dias políticos acabando com o que chamamos de ética e honestidade e não damos a mínima, se damos, não falamos o que achamos ou não nos movemos como deveria ser. Professores são espelhos da educação, assim como os políticos são o espelho da populaçao ou seja, se a população age como corruptos e desonestos, assim serão nossos políticos. Quem nunca ouviu alguém dizer "Ah, se eu estivesse lá também ia roubar um pouco". Isso resume muito da situação atual do país. Mas o foco não é esse. O que pensam é; "Se até professores estão nessa onda de pornografia e imoralidade, o que será do futuro de nosso país?" É o que pesa, brincar com a esperança de uma nação é perigoso. Acho que isso não passa de mais um factóide.






