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sábado, 3 de novembro de 2012

Algum motivo não refutável para patriotismo?

 Há duas décadas procuro motivos para ser patriota. Já me disseram que para ser patriota, não precisava de motivos. Acho que disseram disseram isso porque também não conseguiram encontrar motivos e devem achar o sentimento de patriotismo divertido, satisfatório no mínimo.
   Almejo ser um policial. No Brasil esta é uma das profissões mais desvalorizadas, complexas, subestimadas, sem insfraestrutura de emprego, rejeitada, desgraçada, mal paga, arriscada e uma centena de adjetivos depreciativos. Perde somente para o Professorado.
   Trabalhar como policial num país onde privilegia-se a bandidagem, o mal caratismo e a falta de disciplina e honra. Onde a Lei acoberta a fuga e o descumprimento dela mesma. Onde as penas são brandas e os assassinos implacáveis. Trabalhar como defensor da lei onde os criadores dessas leis são salafrários, canalhas desprezíveis, assassinos, desonestos, cruéis, mais amantes dos seus interesses do que os da sociedade (característica esta que é uma das principais da democracia.), é no mínimo suicídio. E é isto que se vê ultimamente. No último mês, cinco policiais federais cometeram suicídio por causa da pressão da profissão. Uma coisa que esqueceram de dizer a esses valoroso homens, é que em uma terra onde ser ladrão é lei, o mocinho torna-se vilão. Portanto, tudo o que ele fizer será em vão, servirá apenas para deixá-lo longe de sua família e receber algumas migalhas em troca de sua sanidade física e mental.
   Falando em Polícia Federal, que é a força policial mais bem treinada do Brasil, sendo a melhor da América Latina, é também a que tem o salário mais injusto se comparado suas atribuições, o risco de vida e seu salário baixíssimo. Porque? Porque é a Polícia Federal quem previne e busca os criminosos maiores para trazê-los ao alcance da espada da justiça, que aqui neste país sem escrúpulos, usa no máximo, uma espadinha de plástico. Estes grandes criminosos são exatamente os que controlam o país, escolhidos pelo povo, que em sua maioria vive de "bolsas" dadas por esses criminosos, que veladamente (para mim é descaradamente) controlam as mentes frágeis e sem instrução desses cidadãos, através de esmolas e festas, pão e circo.
   O Sistema de saúde daqui é pior do que sistemas de saúde de países que vivem em constante guerra. Salvar vidas está, na lista de prioridades do governo, em segundo lugar. Em primeiro vem a mudança de sexo.
   Quanto ao sistema educacional, creio que não seria necessário comentar, já que é mais que óbvio que é um dos mais deficientes do mundo. A falta de profissionais qualificados é gritante, sendo necessário importar profissionais competentes de outros países para concluir um trabalho que deveria estar sendo feito por um brasileiro. Os que conseguem algum sucesso no campo do conhecimento são logo exportados, recebendo melhor e tendo mais incentivo e estrutura, tanto física quando psicológica, para suas pesquisas e avanços. Isso ocasiona uma maciça fuga de cérebros, deixando que os nossos brilhantes cientistas saiam daqui para ir para EUA, Reino Unido e Japão, porque o incentivo financeiro dado para o avanço científico-tecnológico é duas vezes menor do que o dado para o carnaval do Rio.
   Estes são apenas três dos milhares de coisas que me fazem ter mais raiva deste país imundo do que sentimento de amor pela pátria. Brasil, apesar de ter o hino mais belo dentre todas as nações, é o que tem a pior face de todas elas. Sendo um país de economia enorme, é o mais pobre, semelhante a um velho avarento e doente, que em vez de dar um pouco de seu dinheiro para que se cure e tenha saúde, prefere guardar todo para si e para as traças, que são seus governantes, que corroem seus fundos financeiros, deixando-o mais pobre e doente do que se gastasse com seu tratamento barato, que se resume, em outras palavras, a melhorar a educação e sistema de leis.
 

   Me dizem que o Brasil é um país lindo, está cheio de belas paisagens e seu povo é hospitaleiro e gentil. É o povo mais feliz do mundo, é o país do futebol e de mulheres bonitas.
  Sim, claro, o Brasil tem belas paisagens, como qualquer outro país tem as suas. A diferença é que as belas paisagens brasileiras estão cheias de esgotos, pela sua falta de saneamento básico e sua paisagens florestais estão desaparecendo por causa da fome insaciável de dinheiro que alguns tem, como se já não bastasse explorar do pobres, também tem que explorar da natureza. Nos restam poucas paisagens agora.
   O povo hospitaleiro brasileiro só é hospitaleiro para estrangeiros, que saem de seus países para cagarem o solo e pagar pela prostituição das crianças, para após a temporada maravilhosa na terra sem lei que é o Brasil, voltar ao seu país e espalhar para seus amigos gringos que no Brasil podem fazer o que quiser e todas as mulheres são prostitutas que andam com macacos. Brasileiros não conseguem ser hospitaleiros com os estrangeiros que vem para um turismo correto, que querem saber da cultura e criar amizades aqui. Não, não, com estes os "brasileiros hospitaleiros" enganam, roubam, sequestram e assustam.
   País do futebol... Não sou fã de futebol e o futebol brasileiro não está lá muito bem. Futebol não é motivo de patriotismo.
  Enfim, não consigo conceber a ideia de amar e defender um país que trata seus filhos como fezes num saco plástico. Se algum dia tiver que defendê-lo de algum mal numa guerra, não será pelo país que lutarei, mas pelas pessoas que infelizmente estão nele e que as amo.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

ANONYMOUS e O PLANO

Anonymous and The Plan
Para entender para que O Plano serve, o melhor é primeiro familiarizar-se com Anonymous. A questão não é quem é anônimo, pois somos todos irmãos e irmãs de uma única idéia. A questão é o que é Anonymous. É um coletivo de pessoas em todo o mundo que, apesar de suas diferenças de opinião comum e crenças, estão unidos sob um desejo comum de verdadeira liberdade e um mundo livre de opressão.
Enquanto alguns podem pensar que ser Anonymous requer esconder sua identidade, isso simplesmente não é o caso. Identidade não interessa a um membro do Anonymous. Enquanto alguns que praticam atos ativista online (hacktivismo), certamente o desejo de manter seu segredo a verdadeira identidade para fins de segurança, outros que você encontrará nesta comunidade entenderam que quem elas são não importa tanto quanto o que eles representam. No Anonymous não existem líderes, nem figura-cabeças, nem porta-vozes designados... como cada um de nós são todas estas coisas no nosso próprio direito. Temos tomado a iniciativa de subir para a ocasião e se mantenham firmes contra as forças opressoras e destrutivas que têm assolado o nosso mundo e estuprado nosso modo de vida.
Nesta comunidade você pode testemunhar discordâncias de alguns, talvez o argumento ocasional, afinal somos apenas humanos. Mas uma coisa você vai notar como um objetivo comum e compartilhado: liberdade e um desejo de mudança. Neste praticamos os caminhos de uma colméia-mente. Cada um de nós contribuindo com idéias e informações e as massas de agir sobre ele, tudo em forma simultânea. Como a comunidade cresce, faz assim nossa capacidade de atingir os outros e uma coisa é certa, Anonymous não pode ser interrompido. Somos todos individuos e estamos aqui por direito próprio, a idéia de Anônimo é imparável.
Mais uma vez, Anonymous não é um grupo ou entidade. Não é você, nem a mim ou a qualquer indivíduo. Anonymous é uma idéia. Aqueles que se identificam com o Anonymous compartilha a idéia comum de liberdade e um mundo livre de opressão. Qualquer coisa que se interpõe entre as pessoas e estas liberdades torna-se um alvo a um escrutínio severo e protesto.
Muitos equívocos sobre Anonymous foram alimentados a você pela grande mídia e os governos de todo o mundo. Tenha a certeza, estamos aqui para ajudar. Estamos aqui para levantar-se contra aqueles que violam os seus direitos como humano vivo e pulsante. Liberdade de pensamento, fala, expressão, crenças ... liberdade de escolher como você deseja viver a sua vida.
Anonymous não é um grupo de hackers muito como você tem sido levados a acreditar. Apesar de um coletivo que se associam -se como Anonymous são na verdade hackerativistas, muitos de nós somos simples cidadãos deste mundo que vai levar para as ruas os métodos tradicionais de ativismo. No entanto, o jogo mudou. Opressão e tirania tornaram-se muito comum neste mundo e temos aumentado para atender as ocasião. Anonymous está em toda parte. Nós somos o seu vizinhos, colegas amigos, parentes. Nós somos o seu carteiros, barbeiros, balconistas e advogados. Em um mundo onde a corrupção esconde seu rosto em cada esquina, Anonymous está lá para enfrentá-lo com força.


Postagem Orginal: Fruto do Sistema.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Anonymous.







O vídeo é auto-explicativo.

O site oficial dos caras está na descrição do vídeo, é o primeiro link. Quem quiser ajudar de alguma maneira, cadastre-se e veja o que pode ser feito. Já estou lá. Lá dentro, saibam qual o plano, a lógica e tudo mais. Só entende quem quer revolucionar.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A Massa da Democracia.

   Democracia ás vezes torna-se um problema, principalmente quando se mora num país chamado Brasil. È verdade que em todo país a democracia pode se tornar um problema.
   Na Democracia, a maioria é que tem o poder de escolha. Um ótimo conceito, o mais justo até agora. O que traz o defeito é que a maioria não tem instrução. No caso, a nivelação de um país, pode ser por baixo. O povo ganha não porque é mais instruido e soube escolher mas porque é a maioria e esta maioria é incrivelmente manipulável. Comprar votos é muito fácil, manipular uma mente que desde cedo vem sofrendo uma descarga de informaçãoes manipuladas com o intuito de conseguir dominar a ideologia da maioria do país para que futuramente seja usada para proveito próprio. Isso tem um nome: Massa de manobra.
   A receita de uma massa dessas é bem fácil. Começa tudo com uma máquina de propagando que custa mais ou menos uns 14,6 bilhões (Para isso o investimento é auto e sempre aumenta, para a saúde, que recebe apenas 12 bi, a desculpa dada para tudo é a da 'reserva do possível'). Para amaciar a massa, retire do currículo escolar as matérias de Filosofia e cidadania, mas deve ser no ponto certo, que é a partir dos 7 anos de idade da criança. Exclua o ensino religioso e adicione muita orgia e consumo de drogas sustentado pelos próprios ocupantes das cadeira mais importantes na coordenação do país. A partir daí é só dar pão e circo a cada 4 anos. Está preparada a lavagem cerebral em massa.
   Ainda tem gente com coragem de reclamar da situação que está, jogando a culpa na má administração do território e das políticas privadas... Foram suas próprias escolhas. Os governantes são o espelho da nação, não é?

domingo, 25 de abril de 2010

Comentário Anti-Rebolation

   Indicações e contra-indicações.:

~>Se você for mais um fã idiota e alienado desta "obra" (note as aspas...) chamada rebolation, com toda a certeza você não irá gostar do comentário.

~>Se você desejar discutir como um adulto sobre este assunto, por favor assista e vídeo e comente.

~>Se voê for mais um mané sem Q.I ou maturidade suficiente para aceitar a realidade, por favor se retire.

~>Se você é o mané da indicação acima e ainda continua aqui pois deseja me xingar, expor algum erro meu e tentar avacalhar o sistema, devo lembrá-lo que lugar de criança é na escola e não absorvendo bosta e falando tolices.

~>Se você ainda continua a achar que isso é música, por favor, estude história da música e veja seu conceito em algum livro decente.

~>Se você é dançarino, diz que isso serve apenas para "Pegar mulher", afirmo uma coisa: Na minha opinião, isso é mais gay do que ser gay, rebolar o traseiro nessa espécie de dança do acasalamento baiana, pra mim, não passa de uma tentativa frustrada de sedução física, já que a inteligência se foi antes mesmo de você se dar como gente. Balançam a bunda suada para substituir o pênis, que já foi extinto por causa do uso excessivo de bombas e hormônios.

~> Se não tem nada para falar, concorda e não quer falar mais nada, não concorda e não quer falar, então, que bom.




Comentário:

Anti-Rebolation

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

1968 " A revolução inesperada".

“Havia um ar estranho: a revolução inesperada arrastara o adversário, tudo era permitido, a felicidade coletiva era desenfreada.” - Antonio Negri


  1968 foi o ano louco e enigmático do nosso século. Ninguém o previu e muito poucos os que dele participaram entenderam afinal o que ocorreu. Deu-se uma espécie de furacão humano, uma generalizada e estridente insatisfação juvenil, que varreu o mundo em todas as direções. Seu único antepassado foi 1848 quando também uma maré revolucionária - a “ Primavera dos Povos” -, iniciada em Paris em fevereiro, espalhou-se por quase todas as capitais e grandes cidades da Europa, chegando até o Recife no Brasil.
  O próprio filósofo Jean-Paul Sartre, presente nos acontecimentos de maio de 1968 em Paris, confessou, dois anos depois, que “ainda estava pensando no que havia acontecido e que não tinha compreendido muito bem: não pude entender o que aqueles jovens queriam...então acompanhei como pude...fui conversar com eles na Sorbone, mas isso não queria dizer nada” (Situations X).
  A dificuldade de interpretrar os acontecimentos daquele ano deve-se não só à “multipla potencialidade do movimento”como a ambiguidade do seu resultado final. A mistura de festa saturnal romana com combates de rua entre estudantes, operários e policiais, fez com que alguns, como C.Castoriaditis, o vissem como “uma revolta comunitária” enquanto que para Gilles Lipovetsky e outros era “a reinvidicação de um novo individualismo.”
   Tornou-se um ano mítico porque “1968” foi o ponto de partida para uma série de transformações políticas, éticas, sexuais e comportamentais, que afetaram as sociedades da época de uma maneira irreversível. Seria o marco para os movimentos ecologistas, feministas, das organizações não-governamentais (ONGs) e dos defensores das minorias e dos direitos humanos. Frustrou muita gente também. A não realização dos seus sonhos, “da imaginação chegando ao poder”, fez com que parte da juventude militante daquela época se refugiasse no consumo das drogas ou escolhesse a estrada da violência, da guerrilha e do terrorismo urbano.
  1968 foi também uma reação extremada, juvenil, às pressões de mais de vinte anos de Guerra Fria. Uma rejeição aos processos de manipulação da opinião pública por meio dos mass-midia que atuavam como “aparelhos ideológicos” incutindo os valores do capitalismo, e, simultaneamente, um repúdio “ao socialismo real”, ao marxismo oficial, ortodoxo, vigente no leste Europeu, e entre os PCs europeus ocidentais, vistos como ultrapassados.
  Assemelhou-se aquele ano aloucado a um calidoscópio, para qualquer lado que se girasse novas formas e novas expressões vinha a luz. Foi uma espécie de fissão nuclear espontânea que abalou as instituições e regimes. Uma revolução que não se socorreu de tiros e bombas, mas da pichação, das pedradas, das reuniões de massa, do autofalante e de muita irreverência. Tudo o que parecia sólido desmanchou-se no ar.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

"Por que não fazemos revoluções? E se fazem porque se originam na massa intelectual? ''



É uma questão que, a primeira vista, parece fácil porém, dá margens a milhares de interpretações, desde religiosas até socio-filosóficas. No caso, agora, ficaremos com a segunda opção.



Bom... Ao meu humilde ponto de vista acho que não fazemos mais revoluções pelo fato de termos nos acomodado com o que acontece ultimamente. Não é uma acomodação normal e nem todos estão tão acomodados assim, mas é forte a ponto de manter uma nação todinha aos pés de um aparelho de televisão. Certo que a geração passada foi ás ruas e protestou dando sangue a té a prórpia vida, sem esse sangue não teriamos tanta liberdade quanto temos hoje.


Indo direto ao ponto, não há falta de muita coisa pra se fazer uma revolução, pelo menos não neste nosso período. Temos jovens idealistas, temos pessoas suficientes para mudar alguns mundos, mas falta coragem, falta vontade de dar a vida (talvez em todos os sentidos) á uma causa incerta no momento e quem sabe, até nos momentos vindouros.

Para instigar nossa geração a ir ás ruas, pegar em armas ou abster-se de algo, será preciso mais do que o sofrimento do próximo para mover tantos. Será necessário atingir egos inflados e mentes condicionadas a viver no mar da ignorância e do modismo consumista anticonstrutivo intelectual, moral e espiritual.

Não é difícil... Mas também não é tão simples quanto parece.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Alguma coisa está fora de ordem






O escritor Ariano Suassuna, em uma matéria publicada num jornal sobre o chamado forró estilizado, que está lotando casas de show e praças públicas, principalmente nas cidades interioranas do Nordeste, ficou escandalizado ao ouvir algumas das músicas de várias bandas que seguem essa linha grotesca, do achincalhe e da desmoralização à mulher. As suas considerações renderam críticas e durante uma das suas aulas-espetáculo, ano passado, ele foi bastante criticado, por ter 'malhado' uma música da banda Calipso, apontada de mau gosto. Quando mostraram a Ariano algumas letras das bandas desse tipo de 'forró', ele exclamou: 'Eita, que é pior do que eu pensava'.




Do que ele pensava e do que muito mais gente jamais imaginou. Para conhecer algumas letras e as respectivas bandas, Ariano foi na fonte e lá se deparou com 'Calcinha no chão' (Banda Caviar com Rapadura), 'Zé Priquito' (Cantor Duquinha), 'Fiel à putaria' (Banda de Felipão Forró Moral), 'Chefe do puteiro' (Banda Aviões do forró), 'Mulher roleira' (Banda Saia Rodada), 'Mulher roleira a resposta'(Banda Forró Real). Encontrou também 'Chico Rola' (Banda Bonde do Forró), 'Banho de língua' (Banda Solteirões do Forró), 'Vou dá-lhe de cano de ferro' (Banda Forró Chacal), 'Dinheiro na mão, calcinha no chão' (Banda Saia Rodada), 'Sou viciado em putaria' (Banda Ferro na Boneca), 'Abre as pernas e dê uma sentadinha' (Banda Gaviões do forró), 'Tapa na cara, puxão no cabelo' (Banda Swing do forró) entre tantas 'pérolas' desta artilharia que anda povoando a mentes de quem, parece não pensa,
desconhece a boa música brasileira.




Diante de todas essas possibilidades, Ariano Suassuna disse que toda essa esculhambação tem uma origem. Veja o que ele: 'Esta 'esculhambação' não é culpa exatamente das bandas ou dos
empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores,músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. ' Faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país
estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas do turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde.




Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos Alternativos de Belgrado, Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo. Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável emerecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de
autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é 'E vou dá-lhe
de cano de ferro/e toma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente.




Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos... não precisa dizer mais nada...'

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O que é que a Bahia tem?

"Das raras vezes que paro para asssitir televisão, vejo a ênfase no caso da professora que foi demitida por causa de ter dançado em cima do palco. Não era uma dança comum, além de misturar a coreografia simbologicamente mostrando atos sexuais ( como a maioria das danças de swigueiras e do funk ), Jaqueline Carvalho para entrar no clima do refrão: '' Mas essa mina tem um fio só. Todo enfiado, todo enfiado, todo enfiado... '', deixa Mário Brasil, o cantor da então banda '' O Troco '', levantar seu vestido, subir a calcinha dela fazendo-a de fio dental e ela como dançarina, continuar a rebolar. Calma, leitores. Antes, ele pediu autorização. A princípio pensei: Ora, o que isso implica na demissão? Ela não estava fazendo na frente de seus alunos, nem dentro do colégio. Estava apenas se divertindo, como todo ser humano. Mas, como toda polêmica, há sempre os dois lados da argumentação e sempre nos remete a outros princípios. A ideia foi amadurecendo enquanto esse caso foi repercutindo. É sempre recomendável saber o motivo da atitude e dar o direito de defesa da acusada, não? Pois bem, Jaqueline Carvalho e Mário Brasil defenderam-se, em um programa de auditório. Ele, como defensor da música baiana afirma que a atitude dela não foi vulgar, que a Bahia é feita dessas músicas e danças e só há sucesso porque há um apelo popular. Se não agradasse ao público, não faria sucesso. Essa citação só reforça o pré conceito que a Bahia divulga ao Brasil: Bahia pode ter o melhor carnaval, na opinião de alguns, mas o estado e a vulgaridade estão intimamente ligados.


Várias perguntas foram feitas. Ao perguntar se ela se arrepende ela se contradiz em questão de minutos. Mas o que mais me chamou a atenção foi a possível hipocrisia quando foi perguntado a ele se caso tivesse uma filha, ele deixaria ela se comportar de tal forma. A resposta veio entre sorrisos: Não tenho. Mas tenho irmã. Se ela quiser pode ir dançar '' Todo Enfiado comigo ''. Vamos considerar que ele ainda não sabe o sentimento de ter um filho e os cuidados com ele. Nesse mesmo âmbito, vamos a Jaqueline. Ela, que tem uma filha de sete anos, gostaria de vê-la rebolando semi nua no palco e ouvir milhares de homens gritando por ela, e pornograficamente? E pedir respeito nesse lugar é, no mínimo, sem lógica. Não! Ela não gostaria. Prova disso é que ela afirmou que se chocou quando viu a menina, ao ver o vídeo, imitando a mãe. Falha tentativa de amolecer o coração da população que a julga por ser irresponsável. Parece que temos aqui questão de ponto de vista, não? Para ela, ao beber dois litros de uísque - dois dias depois, disse que na verdade foram algumas doses - é perfeitamente normal se divertir desse modo. Entre por ou não a culpa no álcool, fica o sentimento de que é do feitio dela, intimamente ou não, dançar '' sensualmente '', termo usado por ela. Não é por inveja - termo usado pela professora, ao ver que os índices de mulheres contra a atitude dela são maiores do que os do homens - ou outros, que as mulheres são mais revoltosas quanto a esse assunto. Elas se põem no lugar. Não fariam o mesmo, por mais bêbadas que estivessem, creio.


E como ficam as crianças? Aquelas que diariamente veem a professora delas ensinarem o que é correto e procuram fazer o reflexo da '' tia ''. Naturalmente, professoras do ensino fundamental precisam ter a postura além do ensino, elas são acima de tudo, pessoas que participam ativamente da educação tanto moral, ética, religiosa e psicológica. Não me admira que os pais, ao verem o vídeo fiquem revoltados. A escola demitiu antes, por melhor profissional que seja, para evitar a confusão entre pais e educadores. Tratando-se disso, o grande vilão foi exclusivamente o vídeo ter se tornado público. Se não, iria ser mais uma mulher que ia subir no palco e dançar. Naquele momento não importa a profissão. Afinal, ninguém foi martirizar e julgar as outras mulheres que estavam com ela. Não ia ser repercussão mundial, mas internamente todos que ali estavam iam saber, de todo modo é exposição.


O vídeo só alertou os modos de diversão que acontecem nesses shows. Se não subir no palco, lá embaixo as danças acontecem da mesma forma. O que a população Brasileira precisa é de Educação. Funk, swigueiras e afins geralmente tem letras que incitam a danças que expõe o corpo de modo vulgar. O problema não é o ritmo. Se talvez, os ritmos acompanhassem letras mais construtivas, a dança naturalmente apresentaria outro aspecto, e mesmo assim não se perderia a diversão que é dançar.
Desliguei a televisão, em meio a esses pensamentos e com uma certa revolta ao ver que ela já estava sentindo o sucesso e os privilégios, levando o debate de forma divertida. As lágrimas deram lugar ao sorriso, a preocupação de perder o emprego deu lugar a uma nova oportunidade de dançar profissionalmente em outra banda - vale ressaltar que ela exige que a dança da futura banda não seja uma coreografia que venha denegrir sua imagem - e o modo 'estrela popular' que ela estava sendo tratada, nomeando-a como a '' Mulher mais famosa de Salvador '' ( ÃHN? )

Apresentador - Hoje, você faria a mesma coisa?
Jaqueline Carvalho - Não desse jeito.
Apresentador - Que jeito? Mostrando a calcinha?
Jaqueline Carvalho - Mostrar a calcinha eu até posso.
Esperem: '' Playboy - A baiana mostra que é uma professora de primeira ''( Pensando bem, o vídeo até que foi bastante lucrativo. )"

Por: Camilla Linson.

Bom, em parte concordo com boa parte do que a autora do texto comentou (Partes bem observadas) acima. Discordo primeiramente de que ela seria acusada ou não independente de ser professora. Pelo menos ao meu ver, iria sim, se ela não fosse professora, com toda a certeza, não haveira peso algum sobre ela e a polêmica "Toda enfiada" nas nossas cabeças simplesmente não existira. Professorar é uma coisa bem complicada, passar uma imagem de total integridade para crianças é complicado, se não fosse, teríamos vários professores por aqui... Na verdade, o problema não é o que ela vai passar para as crianças, mas sim, o que os pais vão pensar em relação a esse tipo de atitude de uma professora, "Se uma professora age assim, imagine o resto dos funcionários do colégio?". Mesmo se o vídeo tivesse sido lançado na internet e a "vítima" não fosse uma professora, não iria dar em lugar nenhum. O ponto é simples; "Porque uma professora, profissional que educa, fez isso? atos libidinosos desse jeito?". Meu ponto de vista em relação a isso é outro, no caso, o que ela fez realmente não diz respeito a postura que ela deveria ter em SALA de aula. Da vida pessoal dela, é ela quem sabe, não se pode impedi-la de gozar do seu direito de lazer, por mais ridículo e imoral que seja. Enfim, o caso é que, sendo professora "o bicho pegou" pra o lado dela. Vemos todos os dias políticos acabando com o que chamamos de ética e honestidade e não damos a mínima, se damos, não falamos o que achamos ou não nos movemos como deveria ser. Professores são espelhos da educação, assim como os políticos são o espelho da populaçao ou seja, se a população age como corruptos e desonestos, assim serão nossos políticos. Quem nunca ouviu alguém dizer "Ah, se eu estivesse lá também ia roubar um pouco". Isso resume muito da situação atual do país. Mas o foco não é esse. O que pensam é; "Se até professores estão nessa onda de pornografia e imoralidade, o que será do futuro de nosso país?" É o que pesa, brincar com a esperança de uma nação é perigoso. Acho que isso não passa de mais um factóide.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Nas formas sociais.


Humanos podem ser comparados a pães de forma, todos iguais, hoje em dia é quase imposto serem assim porque é assim que o meio ordena, todos tem que estar no mesmo molde, senão, estarão fadados ao descarte por mais eficientes que forem. Além disso, todos tendem a seguir modismos (são impostos mesmo...), por isso, são tão iguais que parecem ter a mesma essência ( um bom exemplo são os caras da swingueira.. todos iguais inclusive fisicamente, box boys...), se tornam tão iguais que aparentam ser vazios. As pessoas estão acostumadas a dar o futuro que elas imaginam aos outros. Se um indivíduo é enfermeiro logo vira um motivo de chacota; "Fala sério! você queria mesmo era ser médico, você é frustrado" falam como se não houvesse preferências, como se não houvesse paixão por outras profissões que não as tradicionais, acontece assim também em outros setores da vida social. Pode-se até caracterizar esse fenômeno como uma forma de tolher a liberdade. Tem que seguir a corrente, gostando ou não, se não segui-la é condenado a ser jogado de lado, considerado louco ou tolo. Onde está o direito á liberdade nisso? Logo nos tempos onde se prega tanto a liberdade de expressão!, todos são obrigados a seguir imposições de outros que as vezes mal sabem se sabem pensar ou não. Nesta época em que se valoriza tanto a originalidade é justamente a época em que se encontra mais indivíduos iguais, músicas iguais, velhos conceitos fracos que todos seguem sem nem ao menos saber explicar o porque os seguem. Todos falam de seguir o próprio "eu", pregando o egocentrismo, aumento a ignorância através do interior próprio, mas quem não é egocentrico no sitema capitalista? pelo mínimo que seja, ainda existe o instinto animal de ser guiado pelas paixões, ímpetos incontroláveis. Esses que falam em seguir o "eu" ao invés do coração são os que mais são guiados pela cabeça cibernética dos controladores de mente da mídia, dominadores sagazes de opiniões. Uma era de hipocrisia, de moldes mentais pré-fabricados. Onde a hipocrisia reina a ignorância faz principado. Este é um inimigo forte a se combater, ás vezes até o intelecto se rende a ele, é preciso espírito forte para conseguir vencê-lo sem "sair ferido", para isso é muito útil usar também o intelecto como reforço, não como arma principal.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Big Brother Brasil , a grande bosta brasileira.


Se há algum outro programa tão mais alienante , destruidor de bons modos e usurpador de inteligência , fundador de opiniões frágeis, idéias vãs e modas vulgares do que as novelas brasileiras, esse programa é o Big brother Brasil. Gostando ou não, asistindo televisão ou não, todos os brasileiros conhecem, e muito bem, esse programa. O Brasil foi o único país onde tiveram 8 (ou 9) edições do BB. è uma"boa" se perguntar o porque de tantas edições de um programa tão vazio, fútil. O fato é que o povo brasileiro é muito facilmente manipulado, talvez até mais do que os famosos "american idiots".Esse é um bom exemplo de programa deturpador de moldes e valores, nele o homosexualismo , o estímulo á prostituição, estímulo á malandragem, ao adultério e,ás vezes, ao preconceito religioso, são a grande essência do pragrama. Outra boa pergunta para se fazer é; Qual o entretenimento neste programa? , que diversão ele traz? Não há diversão nele porque não interatividade, apenas conteúdo mastigado, lavagem cerebral e imposição de modismos. Outro motivo, esse praticamente psicológico, é que o povo brasileirto tem uma carência muito grande de atenção, alguns vêem os confinados na mansão como um espelho, talvez por falta de perspectiva de vida mesmo ou mesmo pela própria carência afetiva. O povo gosta de fofocas, gosta de controlar, saber da vida dos outros, esse é quase um traço cultural do Brasil, vem desde a colonização, com os portugueses. Tem-se também que o Brasil não divulga seus heróis, deixando assim uma lacuna de admiração de ídolos de verdade no país, culturais , militares ou civis, dar-se mais valor á Lampião , que foi estuprador, covarde, frouxo, mentiroso e assassino do que aos movimentos anti-ditadura, como por exemplo a tropicália. Por isso, a população se espelha em ídolos pré-fabricados de programas ridículos mal escritos e mal dirigidos (dá para notar o tamanho da farça daquilo) que estimam mais o lado fútil de tudo do que o lado espiritual e intelectual do indivíduo, transformando-o em um mero boneco controlado pelos "globais".