segunda-feira, 13 de julho de 2009

Saber apreciar.


Não existe ninguém que não possa ser mestre de alguém em alguma coisa. Até porque não existe superioridade porque sempre haverá alguém melhor do que o melhor, o que provoca um ciclo interminavel, não há quem exceda o que excede. Saber valer-se das habilidades do próximo é uma arte muito restrita, é útil dominá-la. Pra isso, saber apreciar é fundamental. Apreciar exige treino para aguçar esse sentido, assim como aprender a apreciar um bom vinho.
Age com mais sabedoria aquele que consegue reconhecer o que há de melhor nos outros e sabe como custa faze-lo bem feito. Age com mais ignorância aquele que despreza os outros (porque a ignorância o consome) porque não sabe olhar com olhos analíticos, quase sempre prefere o pior.
É claro que há exceções no que diz respeito a qualidade ao apreciar. em todo lugar há algo, como por exemplo alguns ritmos tipicamente brasileiros, que nem exprimem cultura, nem esmero estrutural algum, não vou citar nomes, as características já dizem tudo. è preciso ponderar entre; o que polui, o que aliena, o que não transmite, o que transmite o que é ruim e o que transmite o que é bom. Não é uma tarefa fácil, é preciso de sabedoria para escolher entre todas as alternativas, que estão ligadas e camufladas entre si, a que melhor constrói.
As vezes o bom se torna enfadonho, difícil de apreciar. è aí onde o que é ruim torna-se tentador, é nessa tentação que muitos sucubem frente a tolice das massas desestruturadas. Apreciar requer saber, saber requer sacrifícios.

Um comentário:

  1. Além do que você disse, apreciar deriva da cultura que é recebida. Daí porque a miscigenação cultural é tão importante, pois promove a fusão de valores, que muitas vezes aparecem incompletos postos a só. No entanto, é preciso atentar que o efeito das influências pode ser devastador. Afinal, a mente humana é perversa.

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