segunda-feira, 25 de junho de 2012

A Verdade.

   Porque o que anda reto é desdenhado e desacreditado? Há inúmero motivos, porém, os mais aparentes são a Coragem, a Loucura e o Destaque.
   É incontestavelmente corajoso aquele que anda retamente num mundo de perversões de todos os Sentidos. É o mesmo que desafiar o sistema que lidera, que neste caso é a Maldade. Sendo bom, luta-se contra o Mal e este mal não é adversário a ser subestimado, o que faz do Homem Correto também um Homem Forte.
   São vistos como loucos os que agem e pensam sem desconformidade com as massas. Todo Homem que anda pelo Caminho do Meio, sem exageros, é visto como louco e por isso é temido e pelo temor que têm dele, os outros Homens tentam ofendê-lo, até porque o Humano é agressivo quando tem ódio ou medo e neste caso, tem os dois. Loucos possuem uma dose de Coragem com invulnerabilidade conceitual, conseguindo, assim, quebrar as grossas correntes do Conformismo típico desta Era.
   O que ama a Verdade é certamente destacado; neste mundo por ser visto como único e no próximo por ser visto como digno. Aqueles que tem a Verdade como arma, indubitavelmente serão motivo de desdém, destacados omo um alvo a ser eliminado, do mesmo modo que um Homem que vive cercado de leões famintos.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Inconstância.

   A constância é realmente algo bem raro num Humano. Não é a mais rara das características, nem a mais importante, vale ressaltar, mas é a que dá base para outros adjetivos.
   Ser constante não é questão de ser único ou imutável, como vejo que confundem. Está mais ligado ao controle e a manutenção da palavra.
   Inconstância traz insegurança. Logicamente, trás mais para o próximo do que para si mesmo. O sentimento de insegurança é um dos que trazem um alto potencial de destruição embutidos nele.
   Auto sinceridade ajuda a combater a inconstância, claro, não vai curá-la, mas elo menos irá controlá-la, amenizar um pouco a dureza das inconstância ajuda a ter uma vida um pouco mais feliz.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Coragem e Covardia.

   Ir à guerra de peito aberto não significa ser corajoso, significa ser tolo. Coragem e Covardia não tem a ver com como as Almas dispõe de suas vidas, mas de que modo, com que utilidade e com que astúcia disporão dela.
   Tanto quanto a Coragem, a Covardia também faz parte da Sabedoria, pois ser sábio é também compreender os opostos. Ter momentos de covardia não quer dizer ter momentos de fraqueza, nem humilhação. Todo Guerreiro, para Guerreiro continuar sendo, te que, em algum momento de sua jornada, dar ouvidos ao Medo. Se bem compreendido, o medo dá bons conselhos para a manutenção da vida. Contudo, escutar todos os dias a voz do Medo, deixando que ela se torne imperativa, superior, é um problema, pois este penetra mais profundamente que qualquer projétil.
   O excesso de coragem deixa os Homens cegos, com o falso sentimento de imortalidade. O Ódio e o excesso de Coragem podem matar. Sentir-se imortal ajuda o Guerreiro a encarar a face da morte com o perfeito equilíbrio entre a Coragem e a Covardia, mas quando o Guerreiro achar que realmente é imortal, então a morte o sugará para debaixo de seus braços.

Axxis - Talisman.



Musiquinha pra animar o ambiente obscuro.

Discografia: http://thepiratebay.se/search/Axxis%20discography/0/99/0 (Via Torrent.)

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Filosofia Espiritual X Ateísmo.

    Aí vai um tipo de desabafo: Há 21 anos peço uma simples explicação para as pessoas; "Poque não posso explicitar verdade alguma? Porque me condenar e dizer que imponho minha verdade se você quer me impor a sua?" É o caso dos ateus. Não tenho nada contra ateus. Sinceramente, pouco me dou ao trabalho de discutir com alguém que nem ao menos leu metade do livro que defendo. Ateus falam mais de religiões do que de Deus. São revoltados com as práticas dos líderes RELIGIOSOS, não as de Deus. Por isso, fico muito complicado encontrar um argumento, pois não sigo religiões ou doutrinas, sigo uma linha filosófica de vida e de conceito moral estabelecido em valores sólidos que me permitam viver e ter meus momentos de prazer, sem que tenha que incomodar ao próximo ou desgraçar meu organismo e minha vida.
   Me pergunto também porque eu, como um Ser Humano crente em forças maiores, tenho que ler, ver, ouvir e passar por todo tipo de inquisição acerca da minha crença, e porque tenho que ouvir toda santa semana que Deus não existe ou que é psicótico? Eu não cito a psicose de certos grandes ídolos ateus, nem vivo de todo dia pôr alguma coisa nas redes sociais discriminando ateus, atacando-os de qualquer modo, ou alegando veementemente que são um bando de retardados retrógrados com megalomania intelectual, auto-defensivos e instáveis, como já vi falarem de pessoas que seguem uma linha filosófica "religiosa".
   Meus caros, me poupem de ouvir sempre o mesmo argumento vindo de quem nunca leu nem o Gênesis. Vivem de dizer que um cristão acredita em tudo que lê na Bíblia. Ótimo, acreditamos mesmo, mas vocês, do mesmo modo que nós temos fé na Bíblia, vocês tem fé na ciência. Ciência é sempre mutável, é instável e vive de tentativas e erros. A Filosofia Cristã está estável há alguns mil anos...
   Parem de usar partes da Bíblia, que leram de algum outro ateu, e dizer que aquilo é uma prova de erro. Antes de lançar um argumento desse tipo, por favor, leiam toda a parte, pois tirar um trecho e tirar do contexto é mais fácil do que roubar doce de criança. Querer argumentar cientificamente inteligentemente e genialmente, como se auto-intitulam a grande maioria dos  ateus, significa não somente usar seus argumentos de modo sábio, trata-se também de aceitar que fatos contrários podem ocorrer. Não é isso que vejo. A ciência provou centenas de vezes as veracidades de inúmeros fatos bíblicos. A própria bíblia é fonte histórica. Mas espere? Se pode-se usar a bíblia para provar a veracidade de fatos científicos dito irrefutáveis, porque não posso usar o mesmo livro para provar que estou certo também? Observe que falei "também", ou seja, nunca discordei de vários fatos científicos, sejam esses tirados da Bíblia como fonte ou não.
   Ateus podem denegrir, segregar, ofender, atacar e desrespeitar a Fé e os Mestres dos que possuem um. Este argumento é irrefutável. Quando praticam atos assim, dizem que é um "brincadeira" ou uma"argumentação racional" (Argumentação digna de um coelho com retardo.) Agora, invertendo a situação, olhando pelo lado dos espiritualistas e outras vertentes, quando praticam qualquer desses atos, mesmo quando por descuido, é como se o mudo acabasse. Ateus não aceitam serem refutados, nem aceitam quando uma de suas provas são mais provas da existência de uma força maior do que para a inexistência desta. Há livros e mais livros com provas científicas irrefutáveis de inúmeros fatos citados na Bíblia, provando sua veracidade, como já havia dito antes. Mas incrivelmente, esses livros não são válidos como argumentos a favor da Filosofia Espiritual, não, não, jamais!
   Observem, meus amigos, que a Ciência deixou de procurar fatos e verdade, parou de procurar novidades para ocupar-se unicamente de desmentir a Bíblia. Boa parte de pesquisas iniciadas, principalmente nas ciências humanas, dedicam-se a tentar provar (Inutilmente, diga-se de passagem) a inexistência de Deus. Todos os dias são lançados livros contra os argumentos cristãos e todos esses livros começam com argumentos refutáveis e terminam com argumentos irracionais ou sem nexo.
   Me pedem para provar a existência de Deus pelo menos uma vez por mês, virou rotina pra mim. Antes de mais nada digo; Pra vocês eu sou um louco, para mim vocês são cegos. Este texto não se trata de buscar argumentos científicos nem nada do tipo, para isso se faz um livro. Aqui pergunto o porque da fragilidade dos ateus? porque o incomodo com um indivíduo que acredita que nada é obra do acaso? Pra que querer, usando metade do tempo de suas vidas, modificar a ideia do seguidor de Filosofias Espirituais? Lembro-me que certa vez deixei uns trechos bíblicos pouco conhecidos, escritos em meu caderno.  Diziam o seguinte: " Quem pode entender os próprios erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos." "Não se inquiete pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã se cuidará por ele mesmo. Basta a cada dia o seu problema." e "Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos." Não coloquei a referência de nenhum desses trechos. Todos os que liam, inclusive os ateus, achavam os trechos grandes verdades, copiavam e toda aquela coisa... Para alguns nunca falei de onde tirei o trecho, para outros falei e não obtive resposta. Foi aí que resolvi pôr as referências; respectivamente: Salmos: 19, 12. Mateus 6, 34 e Romanos 15, 1. Agora a reação era bem diferente. Quando viam a referência não se davam ao trabalho nem de ler um palavra do texto!
  O que posso inferir disso? Que o problema não é a palavra da Bíblia, é a mente de quem lê. É o incomodo que causa o nome de Deus, de Bhrama, Tao, Alá. Este incomodo também é bíblico.
  Antes do monte de críticas que devo receber ( e olhe que nem comentários recebo.) Observem que não falei das religiões e observe também que generalizei o ateísmo, assim como os ateus generalizam o cristianismo através da igreja católica e dos pastores bandidos. Lembrem-se que gente ruim tem em todo canto. Stálin era ateu e Hitler simpatizava com o catolicismo. Todos os dois mataram pessoas e fizeram guerras.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Melhor ser Intensivo que Extensivo.

   Porque a Perfeição das coisas não está na quantidade e sim na qualidade. Coisas muitos boas são raras, desde sempre foram poucas. A abundância traz desvalorização, e percebe-se isto na Vida, no Direito, e mais ainda na Economia. Como diria Gracián; "Até mesmo entre os homens, geralmente os gigantes são os verdadeiros anões."
   Dar valor mais a quantidade do que a qualidade, seria como elogiar um prato pela quantidade que vem, ou em palavras já ditas, como elogiar um livro pela sua extensão, como se fosse feito para exercitar os braços e não a cabeça. O que se quer dizer é que a extensão por si só nunca nos leva além da mediocridade, e de medíocres o mundo já está abarrotado. Já a "intensidade leva à excelência, e em assuntos de importância é heróica."
  Lembrando que o Inferno quer quantidade, o Céu quer qualidade.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Diálogo com a Lua.

  - Não há lágrima que a noite não seque. Escute, minha senhora, eu sei que sou tolo. Sou seu tolo, seu bobo. Mas creia, não nasci para ser abusado, nasci para resistir. Não tive experiências boas o suficiente para acreditar nesse tal de amor instantâneo que vocês tanto falam, mas o que posso fazer? Meu coração foi capturado novamente e eu não posso escolher entre viver assim ou morrer assim. Apesar de parecer que evito, na verdade, aceito. É que preciso de um lugar para deitar minha cabeça, preciso de alguém que cuide de mim enquanto eu, em minha nova vida em breve, cuido de todos. Sei que é um complexo e irritante monólogo, mas é como se alguém tivesse roubado algo que tenho, e que esse algo era o melhor. O termo é exatamente esse; "Roubado". Não tenho tantas confissões a fazer, mas ainda não desisti de não tê-las. Fui roubado, sim, e ainda não fui restituído, mas sinto que em breve, serei restituído e bem cuidado.
   O vento bate em meus cabelos e meu peito, e o som das ondas ainda me agrada bastante, mas prefiro a paciência dos campos. Sou bom em esperar. Passei minha vida esperando por isso, por aquilo e por aquilo mais. Dizem que pontualidade é a virtude dos entediados. Queria que esse tempo bastante entendiado, assim, poderia chegar mais rápido a hora de cruzar os olhares. Ver aqueles olhos escuros e aquele sorriso tímido, que só um único Ser Humano na faze dessa Terra engraçada, pode reproduzir. Imagino que ouvir a voz me fará pensar se aquilo é real. E se for, como já disse antes, se vai durar pra sempre. Dizem que a eternidade é mãe do tédio. Pode ser, mas o carne é finita, por isso, preocupa-se com o que fazer e como ocupar seu pouco tempo, buscando formas de esquecer que é finita. Sinceramente, não me importo em passar a eternidade aqui. Seria mais que maravilhoso. O tédio é uma escolha. Os mortais que escolheram ele e agora que se virem. Os mortais se acham mortais demais, é isso que os faz morrer, morrer uma morte definitiva.
   São tempos como esse que volto a viver de novo, e com esses mesmo tempos dou-me novamente e aprendo a amar mais do que antes. É como a luz deste poste enterrado na areia, que me faz pensar que estou no meio de um palco onde toda a pronúncia desse monólogo entendia os mortais mortais demais e deixa loucos os que não sabem do que se trata perder um pedaço seu para outra pessoa. É sim, é impressionante como hoje em dia quase ninguém teve a coragem de se repartir com alguém. O egoísmo chegou a este ponto; de só dividir com quem tem o que nos dar. É uma boa parte dividir com quem tem o que dividir conosco, mas este caso só serve quando chagamos ao ponto de pensar várias vezes ao dia nos olhos, no sorriso, em como as frases ditas nos fazem bem e em como será abraçar e sentir o cheiro e levar esse cheiro na camisa.
   Encontrei ombros para descansar minha cabeça, mas sempre sofri retaliações e ás vezes até, os ombros em que confiei deixaram de súbito e minha cabeça bateu no chão, fazendo-a sangrar e esse sangue fazendo com que eu enxergasse mal, porque simplesmente me melou os olhos e se misturou com as lágrimas do impacto inesperado. Na areia da praia eu teria apenas enxergado mal. Sei que desta vez não será assim. Pode e haverá vezes em que este ombro se afastará, mas sei que se minha cabeça cair, as mão segurarão antes que bata no chão. Não sei, não posso prever o futuro. Maldita seja essa ansiosidade, essa vontade de cercar com os braços e de proteger com todas as armas possíveis. Quem bom que é assim... Quem bom que foi assim, por causa disso achei mais do que procurei.
   Diante de tudo isso, lembre-se de nunca me esquecer. Sinto que sou como os deuses americanos, que sobrevivem por serem lembrados. Passe meia vida sem me dirigir a palavra mas pelo menos mostre que ainda se lembra e que nunca se esquece de sempre lembrar, pois é assim que é comigo. Nunca esqueço de sempre lembrar. Assim fico vivo e assim posso proteger.

sexta-feira, 2 de março de 2012

A Estrela predileta.


   Hoje acordei em um lugar estranho. Não era minha casa e as quatro paredes que me cercavam não eram as do meu quarto. Senti o calor no colchão, mas era aquele calor que o corpo deixa quando vai embora. Foi nesta hora que senti que tinha partido, não eu, claro. Cerquei aquele calor com meu braço, como se pudesse mantê-lo lá apenas com esse gesto.
   Resolvi fechar os olhos, era, talvez, a melhor coisa a se fazer. Ignorar a ida ou chegada nunca chegada me parecia um bom plano. Era como se eu reservasse aquele lugar para alguém em especial, uma pessoa a qual eu pudesse cercar com meus braços sem segundas intenções, sem um objetivo final, a não ser viver uma vida plena em algum  lugar em que os dois gostassem.
   Senti o suor escorrer pelo meu corpo. Não cheirava como suor. Tinham o cheiro de lágrimas. Era a hora em que meu corpo chorava. Não havia sentido chorar por algo que nunca veio ou por algo que não quis ficar, nem por algo que ficou falsamente. Era isso que eu tinha posto em minha cabeça. Os arredores eram puro breu, daqueles que me embebedavam. Parece que vivi mais tempo na escuridão macilenta do que propriamente na penumbra ou na luz. Senti que meus olhos se adaptavam bem ao ambiente embora o ambiente não existisse.
   Era aí que estava a chave; Adapto-me bem ao que nunca existiu, sinto falta do que ainda não vi. Percebi que nenhum músculo do meu corpo estava afim de se mexer, não sei porque, mas acho que viciei em toda essa sensação de solidão e pseudo-auto-suficiência. Não era vício, era costume. Não me lembrava de nenhum ano em que pelo menos duas semanas dele se passassem longe dessa escuridão. Tinha me habituado a enxergar melhor no escuro e a me incomodar com o excesso de luz, por isso, achei incomodo uma pequena luz que brilhava de repente no nada, ao lado de onde eu estava flutuando na massa negra que me envolvia.
   Aquela luz parecia perto, como quando olhamos para luz e imaginamos que se subirmos em uma escada, então conseguiremos alcançá-la. Não passa de uma ilusão. Observei-a brilhar, até o incomodo que o efeito dela me causava tornar-se tão bom quanto a paz que a escuridão me trazia. Resolvi então alcançá-la, assim como se faz com a Lua. Saí de meu lugar aconchegante e fui andando com leves passos em direção aquela bela Estrela que agora tanto me atraia. Meus passos estavam leves e eu podia sentir a maciez do chão escuro. Caminhei por vários dias até poder chegar perto da estrela. A caminhada foi longa e eu vinha descobrindo o que aquela estrela tinha em comum comigo e como o brilho dela era tão diferente de todas as outras estrelas que um dia vi.
   Não se pode tocar uma Estrela como aquela, eu sabia disso, mas no fundo, não estava nem aí. Era um privilégio raro e uma felicidade incomum. Não é em todo céu que se encontram estrelas que mais parecem anjos. Estive perto dela por algum tempo e percebi que o interior dela era tão melancólico quanto o meu. Era algo familiar para mim, além de ser confortavelmente calmo. Minha visão ia apenas em direção dela e então percebi, depois de me desipnotizar, que outras estrelas caminhavam ao ao redor. Não liguei, até porque estas estrelas eram tão comuns quanto qualquer outra em qualquer céu.
   Determinei-me a não persegui-la, me impus a não tocá-la, pois sabia que ela iria escapar e que possivelmente eu não aguentaria mais e mais dias de caminhada para achá-la novamente. O pensamento que me vinha era o de encontrar forças. Sentei-me ao lado da Estrela, sem nunca tocá-la mas sempre mantendo-a sã e salva como era possível. Os dias passavam e eu me preocupava com a intensidade do seu brilho e se ela estava feliz com o que havia ao redor. Vê-la brilhar feliz me trazia muita satisfação. Reunir as forças levou tanto tempo que nem me lembro quanto.
   Então não pude mais suportar. Eu tinha esperança de que ela não fugisse, mas nem sempre a esperança fala a verdade. Eu sabia mais da verdade e sabia como seria. Então levantei-me e toquei-a. Foi justamente como eu previa mas de uma modo diferente. A estrela desviou de minha mão e recuou um bom pedaço. FOi aí que olhei para trás e vi meu refúgio, ainda desarrumado da última vez que fui para lá. Fiz um reverência para a estrela, afinal, era uma estrela digna de honras e reverências e me pus a caminha de volta ao meu antigo lugar. "De lá" pensei "Pelo menos poderei observá-la sem que ela vá mais longe e então poderei me admirar com o seu brilho e a alegria que me trás este brilho e o melhor de tudo, é que ela vai continuar brilhando. Foi com o que pude me contentar e era melhor para esta Estrela, apesar de acreditar que eu também poderia ser uma estrela e então a Estrela e eu poderíamos ser uma só Grande Estrela.
  Enrolei-me nas cobertas e dormi à luz da mais bela Estrela que o céu possui.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A Verdade dói, mesmo quando esperamos por ela.

   Creio que nenhum Homem esteja preparado o suficiente para uma resposta de Verdade, mesmo quando esta é sempre esperada. Supus, em engano, que a única coisa que fazia com que o Homem temesse a verdade porque esta lhe despia e o deixava nu em pelo frente aos seus semelhantes, que , mesmo sendo tão vulneráveis ás verdades, tratariam do caso como se fossem invulneráveis a qualquer efeito.
   Pode-se saber qualquer resultado, saber que a catástrofe dentro será inimaginável e pensar que por saber que a tormenta vem, então sairemos o mais rápido possível, evitando assim, a violência e a impetuosidade desta tempestade de verdades. É aí que reside o perigo, pois é o onde a Esperança mora e deixa ovos. Isto nunca morre, mas é o que faz com que o Homem morra ou viva. Poucas vezes o vi viver por causa dela. Não há como controlar algo tão poderoso como a Esperança, a não ser que o Pessimismo e o Fatalismo tenham tomado conta.
   Compreender o Pessimismo como Realismo é complexo aos olhos de quem não sabe como agir de tal forma. Tudo sobre isso já é implícito, bastando que se dê ouvidos, mas apenas o bastante para não sair de Pessimista para Depressivo.Com o Pessimismo pode-se controlar a Esperança até certo ponto, partindo daí, a Verdade vai doer menos. Isso não quer dizer que a dor não seja grande e que não deixe marcas, quer dizer apenas que vai doer  menos.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

   Honestamente, não sei por onde começar. Não sou um bom racionalista. Uso o cérebro para poucas coisas, até porque, quando teimo em usar a Razão, sempre acabo quebrado na emenda. Não tenho prática com nenhum tipo de Razão. Talvez tenha sim, mas só o necessário para poder continuar vivo no mundo irracional dos Humanos.
   Sempre vi a Certeza andar colada com a Razão, mas à medida que fui vivendo (não crescendo, mas iluminando-me) vi que Certeza está mais vinculada à Constância, que não tem muito o que falar da Razão. Nem sempre, para sermos constantes, necessitamos de estarmos Certos. Olhando bem, nem sempre toda revolução vem para o bem, assim como nem toda a certeza também vem.
   Todos querem sempre estar com a Certeza nas mãos, mas essa é uma donzela que jamais se deixar ser tocada durante muito tempo, nada de relacionamentos duradouros com ela, apenas flertes e rolos. Graças ao bom Deus que assim o é. Dá até para dizer que tenho certeza de que ninguém suportaria um Humano com o domínio da Certeza.
   Mais fácil é ser constante, para isso não necessitamos de Certeza, apenas de força-de-vontade e um pouco de convicção em algo. Também não é necessário ser um mártir do tédio para saber que Constância demais em alguns assuntos pode ser fatal.
   É por isso que são irmãs, uma não necessita da outra, mas ao se encontrarem constroem algo similar a uma família, algo que traz segurança, tanto para quem está com elas, quanto para quem depende delas para continuar. Trata-se mais de Sentimentos, na minha opinião, do que de Razão em si, afinal de contas, os Homens são racionais na medida de seus instintos. Instintivamente seguimos aquilo que vimos como certeza, por mais absurdo que pareça à Razão. Por mexer com tudo o que há dentro de nós, é que respeitamos a Certeza das coisas e que desejamos a Constâncias dos bons fatos e das palavras ditas.