quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O tempo é meu Tempo.

   Não me diga; "Depois você tempo". Sempre que ouvi essa frase, perdi todo o tempo que tinha. Nunca mais encontrei tempo para fazer o que queria, ou mesmo o que deveria e necessitaria fazer. Perdi muita coisa assim. A vida é curta, por isso quero aproveitar todo o tempo que tenho fazendo o que tenho que fazer, o que é certo fazer, o que preciso fazer e simplesmente as coisas que quero fazer e que não prejudicam ninguém.
   Vivo em um sistema complexo de busca de mérito. Todos vivem nisso, apesar de não ser aplicado como realmente importa que seja aplicado na vida de cada cidadão desse mundinho. Fazemos planos. Frustrar os planos por necessidade de outro algo à fazer é menos danoso do que frustrar por algo que tornou-se obrigatório e mesmo ainda é inútil para nós ou para o futuro que almejamos para nós mesmos.
   Nisto o Capitalismo nos assassina. Faz-nos de pequeninas marionetes em suas grandes mãos, ameaçando fechar com força e nos quebrar, se o que ela determina para o mercado não for obedecido por nós. Do mesmo modo, obedecendo ou não, a grande mão se fecha de um jeito que termina por nos sufocar, fazendo a frustração crescente tornar Homens que podiam ser realizados e bons profissionais, pois fazem aquilo que amam, em Homens que pouco ligam para aquilo para que nasceram, somente (e tão somente) porque o dinheiro grita mais alto do que a vocação.
   Portanto, não tenho tempo para fazer o que nasci para fazer, nem o que quero fazer, nem mesmo o que me é necessário para viver. Quando então este tempo der o ar da graça, não me digam que devo investir em tal ou qual área, pois não é dessa área que preciso, é de outra; a área de ver quem me cuida, a área de provar minhas habilidades, a área de de não fazer nada, pois até Deus descansou. Não me digam o que fazer com meu tempo.

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