sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Ecce Homo.

   Eis o Homem. Palavras pronunciadas por Pôncio Pilatos. Com essas mesmas palavras, Nietzsche quis falar de si mesmo nessa sua espécie de autobiografia. Segundo a Psicologia, quando falamos o que achamos ser uma verdade universal, na verdade estamos falando de nós mesmos, do nosso ser que fica nas profundezas da mente irracional. Na verdade, discordo parcialmente dessa teoria da Psicologia, mas, levando em consideração o subjetivismo presente no livro e a vida do autor, dou um ponto a mais para Freud.
   Este superestimado filósofo filhote de Schopenhauer (o qual era imensamente mais genial.) não cumpre as regras que ele mesmo criou, como por exemplo, o embasamento de teorias e fatos subjetivos através de fatos concretos. Ler Ecce Homo faz com que eu me sinta assistindo a um daqueles vlogs onde o vlogueiro não faz ideia do que está falando em termos macroscópicos, citando apenas o micro como se fosse o macro, e crendo que esta é a pura verdade constante universal. Além disso, não aplicam qualquer tipo de argumento a não ser breves momentos de suas lastimáveis vidas. Atacam a tudo e a todos. Sim, Nietszche não agia exatamente assim, mas estava quase lá.
   Ecce Homo é basicamente um livro explicativo e megalomaníaco, escrito para megalomaníacos por um megalomaníaco narcisista. BILHÕES discordarão de mim, me mostraram pequenos trechos de suas poucas obras que realmente foram geniais e me farão de caveira. Isso não fará com que Nietszche tenha um traço de equívocos e exageros na maioria de suas obras. De fato, em todas as obras do mundo existe algum equívoco ou exagero.
   Enfim, ler e tirar suas próprias conclusões é mais sensato do que apenas ler críticas.
   Divirtam-se e aprendam.

Nenhum comentário:

Postar um comentário