quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O tempo é meu Tempo.

   Não me diga; "Depois você tempo". Sempre que ouvi essa frase, perdi todo o tempo que tinha. Nunca mais encontrei tempo para fazer o que queria, ou mesmo o que deveria e necessitaria fazer. Perdi muita coisa assim. A vida é curta, por isso quero aproveitar todo o tempo que tenho fazendo o que tenho que fazer, o que é certo fazer, o que preciso fazer e simplesmente as coisas que quero fazer e que não prejudicam ninguém.
   Vivo em um sistema complexo de busca de mérito. Todos vivem nisso, apesar de não ser aplicado como realmente importa que seja aplicado na vida de cada cidadão desse mundinho. Fazemos planos. Frustrar os planos por necessidade de outro algo à fazer é menos danoso do que frustrar por algo que tornou-se obrigatório e mesmo ainda é inútil para nós ou para o futuro que almejamos para nós mesmos.
   Nisto o Capitalismo nos assassina. Faz-nos de pequeninas marionetes em suas grandes mãos, ameaçando fechar com força e nos quebrar, se o que ela determina para o mercado não for obedecido por nós. Do mesmo modo, obedecendo ou não, a grande mão se fecha de um jeito que termina por nos sufocar, fazendo a frustração crescente tornar Homens que podiam ser realizados e bons profissionais, pois fazem aquilo que amam, em Homens que pouco ligam para aquilo para que nasceram, somente (e tão somente) porque o dinheiro grita mais alto do que a vocação.
   Portanto, não tenho tempo para fazer o que nasci para fazer, nem o que quero fazer, nem mesmo o que me é necessário para viver. Quando então este tempo der o ar da graça, não me digam que devo investir em tal ou qual área, pois não é dessa área que preciso, é de outra; a área de ver quem me cuida, a área de provar minhas habilidades, a área de de não fazer nada, pois até Deus descansou. Não me digam o que fazer com meu tempo.

sábado, 3 de novembro de 2012

Algum motivo não refutável para patriotismo?

 Há duas décadas procuro motivos para ser patriota. Já me disseram que para ser patriota, não precisava de motivos. Acho que disseram disseram isso porque também não conseguiram encontrar motivos e devem achar o sentimento de patriotismo divertido, satisfatório no mínimo.
   Almejo ser um policial. No Brasil esta é uma das profissões mais desvalorizadas, complexas, subestimadas, sem insfraestrutura de emprego, rejeitada, desgraçada, mal paga, arriscada e uma centena de adjetivos depreciativos. Perde somente para o Professorado.
   Trabalhar como policial num país onde privilegia-se a bandidagem, o mal caratismo e a falta de disciplina e honra. Onde a Lei acoberta a fuga e o descumprimento dela mesma. Onde as penas são brandas e os assassinos implacáveis. Trabalhar como defensor da lei onde os criadores dessas leis são salafrários, canalhas desprezíveis, assassinos, desonestos, cruéis, mais amantes dos seus interesses do que os da sociedade (característica esta que é uma das principais da democracia.), é no mínimo suicídio. E é isto que se vê ultimamente. No último mês, cinco policiais federais cometeram suicídio por causa da pressão da profissão. Uma coisa que esqueceram de dizer a esses valoroso homens, é que em uma terra onde ser ladrão é lei, o mocinho torna-se vilão. Portanto, tudo o que ele fizer será em vão, servirá apenas para deixá-lo longe de sua família e receber algumas migalhas em troca de sua sanidade física e mental.
   Falando em Polícia Federal, que é a força policial mais bem treinada do Brasil, sendo a melhor da América Latina, é também a que tem o salário mais injusto se comparado suas atribuições, o risco de vida e seu salário baixíssimo. Porque? Porque é a Polícia Federal quem previne e busca os criminosos maiores para trazê-los ao alcance da espada da justiça, que aqui neste país sem escrúpulos, usa no máximo, uma espadinha de plástico. Estes grandes criminosos são exatamente os que controlam o país, escolhidos pelo povo, que em sua maioria vive de "bolsas" dadas por esses criminosos, que veladamente (para mim é descaradamente) controlam as mentes frágeis e sem instrução desses cidadãos, através de esmolas e festas, pão e circo.
   O Sistema de saúde daqui é pior do que sistemas de saúde de países que vivem em constante guerra. Salvar vidas está, na lista de prioridades do governo, em segundo lugar. Em primeiro vem a mudança de sexo.
   Quanto ao sistema educacional, creio que não seria necessário comentar, já que é mais que óbvio que é um dos mais deficientes do mundo. A falta de profissionais qualificados é gritante, sendo necessário importar profissionais competentes de outros países para concluir um trabalho que deveria estar sendo feito por um brasileiro. Os que conseguem algum sucesso no campo do conhecimento são logo exportados, recebendo melhor e tendo mais incentivo e estrutura, tanto física quando psicológica, para suas pesquisas e avanços. Isso ocasiona uma maciça fuga de cérebros, deixando que os nossos brilhantes cientistas saiam daqui para ir para EUA, Reino Unido e Japão, porque o incentivo financeiro dado para o avanço científico-tecnológico é duas vezes menor do que o dado para o carnaval do Rio.
   Estes são apenas três dos milhares de coisas que me fazem ter mais raiva deste país imundo do que sentimento de amor pela pátria. Brasil, apesar de ter o hino mais belo dentre todas as nações, é o que tem a pior face de todas elas. Sendo um país de economia enorme, é o mais pobre, semelhante a um velho avarento e doente, que em vez de dar um pouco de seu dinheiro para que se cure e tenha saúde, prefere guardar todo para si e para as traças, que são seus governantes, que corroem seus fundos financeiros, deixando-o mais pobre e doente do que se gastasse com seu tratamento barato, que se resume, em outras palavras, a melhorar a educação e sistema de leis.
 

   Me dizem que o Brasil é um país lindo, está cheio de belas paisagens e seu povo é hospitaleiro e gentil. É o povo mais feliz do mundo, é o país do futebol e de mulheres bonitas.
  Sim, claro, o Brasil tem belas paisagens, como qualquer outro país tem as suas. A diferença é que as belas paisagens brasileiras estão cheias de esgotos, pela sua falta de saneamento básico e sua paisagens florestais estão desaparecendo por causa da fome insaciável de dinheiro que alguns tem, como se já não bastasse explorar do pobres, também tem que explorar da natureza. Nos restam poucas paisagens agora.
   O povo hospitaleiro brasileiro só é hospitaleiro para estrangeiros, que saem de seus países para cagarem o solo e pagar pela prostituição das crianças, para após a temporada maravilhosa na terra sem lei que é o Brasil, voltar ao seu país e espalhar para seus amigos gringos que no Brasil podem fazer o que quiser e todas as mulheres são prostitutas que andam com macacos. Brasileiros não conseguem ser hospitaleiros com os estrangeiros que vem para um turismo correto, que querem saber da cultura e criar amizades aqui. Não, não, com estes os "brasileiros hospitaleiros" enganam, roubam, sequestram e assustam.
   País do futebol... Não sou fã de futebol e o futebol brasileiro não está lá muito bem. Futebol não é motivo de patriotismo.
  Enfim, não consigo conceber a ideia de amar e defender um país que trata seus filhos como fezes num saco plástico. Se algum dia tiver que defendê-lo de algum mal numa guerra, não será pelo país que lutarei, mas pelas pessoas que infelizmente estão nele e que as amo.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O Peregrino da Lua


 A Terra possui imensidões que assustam o homem.  Os desertos, tanto os de gelo quanto os de areia serviram para pôr fim à vida dos Homens que aventuraram-se (ou desventuraram-se) a passar por lá. De todas as tais imensidões, o Espaço e o Mar o atraiam mais.
   O Alto Mar chamava sua atenção pela paz que trazia e pelo perigo que escondia lá. Esconder era exatamente o que Leon queria. Precisava de descanso, necessitava de distância das reclamações e do modo pessimista que as pessoas costumavam se expressar. Ser pessimista era uma coisa, mas fazer de todo fator da vida um ponto péssimo da mesma, além de irritar, atrai aquilo que não se quer. Leon cansou disto; das pequenas reclamações ininterruptas de todos os lugares onde ia. Mesmo dentro de casa não tinha silêncio, pois tudo era motivo para uma alfinetada, inclusive o silêncio.
   Pela noite mais escura, Leon pegou seu pequeno barco e deixou que o vento o levasse até um ponto onde a terra firme já não era mais vista e apenas a luz da Lua e das Estrelas iluminava-o, distinguindo ele e seu barco do resto daquela imensidão ao redor dele. Era mais do que sentir-se vivo, era poder respirar fundo sem tossir e gritar sem ser tolhido, era poder correr e ouvir suas músicas sabendo que ninguém jamais reclamaria, porque ninguém além dele num raio de quilômetros estaria lá para se incomodar.
   Horas passavam e a solidão então veio. Leon sentia-se só. Não tinha com quem divir aquela sensação de liberdade nua e crua. Pensou que seu lar não fosse na terra firme, pensou que fosse em Alto Mar, junto de nada. A luz da Lua então iluminou seu rosto exposto enquanto deitava no convés para observar a outra imensidão que gostava de ver com todos os seus enfeites e luzes.
   Fechou os olhos e sentiu o toque macio e agradavelmente gelado da Lua. Deixou-se arrepiar por este toque e tirou a camisa, para sentir mais daquilo. Olhou firmemente para os olhos da Lua e sentiu como se a cintilação das estrelas que ela trazia com ela, fosse palpável. Desejou tocar nos fios luminosos que saiam dela. Eram longos fios finos de uma luz amarela, agradável aos olhos, que desciam e tocavam em todo seu corpo esparramado pelo convés.
   Leon agora estava tranqüilo e sentia-se quente, aconchegado. Tudo ao redor era nada mais que um borrão da realidade, uma que ele agora percebia diferente. Não era tudo azul, nem tudo preto ou tudo cinza, mas tudo agora era colorido, e as cores vinham diretamente dela, de sua coroa em forma de arco-íris que ela carregava ao redor do rosto e que expunha sempre que fazia a mínima menção de sorriso. Leon amava isso; essa forma discreta de sorrir que a Lua tem.
   Agora, como nunca foi, sentia-se em casa. Não em sua casa onde morava, mas no lar a que pertencia realmente. Sentia que ali era o lugar onde deveria estar; abraçando-a, sentido, sentido seu toque e seus finos cabelos luminosos. Era o mais perfeito lugar, na mais perfeita hora. Podia ficar ali para sempre, mas ela teria que ir.  Na verdade iria ali para voltar logo. Era esse seu conforto. Daquela noite em diante, Leon passou a navegar ao redor, sempre seguindo a noite para estar perto dela, onde era seu lar e seu lar era onde ela estivesse, por isso, não há onda, nem grande, nem enorme, nem pequena. Não há monstro no mar, nem sereias que tentem encantar, pois o amor de Leon pela lua transcende qualquer obstáculo e ninguém pode roubá-lo, pois não há como roubar o que não está mais em poder de quem se tenta tal ato. O Amor de Leon era da Lua, que sempre o abraça e sempre o abraçará até o dia em que tudo o que restar de Leon se tornar pó e para o pó voltar.
    Até que este dia chegasse, ele não tardaria em fazer para Lua aquilo que ela merecesse, por mais que aquilo que a mesma merecesse, foi mais do que ele pudesse dar e assim sempre achava que recebia mais do que dava. Por isso, de si mesmo dava e dava com alegria, não porque recebia, mas porque amava dar-se a Lua.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Ecce Homo.

   Eis o Homem. Palavras pronunciadas por Pôncio Pilatos. Com essas mesmas palavras, Nietzsche quis falar de si mesmo nessa sua espécie de autobiografia. Segundo a Psicologia, quando falamos o que achamos ser uma verdade universal, na verdade estamos falando de nós mesmos, do nosso ser que fica nas profundezas da mente irracional. Na verdade, discordo parcialmente dessa teoria da Psicologia, mas, levando em consideração o subjetivismo presente no livro e a vida do autor, dou um ponto a mais para Freud.
   Este superestimado filósofo filhote de Schopenhauer (o qual era imensamente mais genial.) não cumpre as regras que ele mesmo criou, como por exemplo, o embasamento de teorias e fatos subjetivos através de fatos concretos. Ler Ecce Homo faz com que eu me sinta assistindo a um daqueles vlogs onde o vlogueiro não faz ideia do que está falando em termos macroscópicos, citando apenas o micro como se fosse o macro, e crendo que esta é a pura verdade constante universal. Além disso, não aplicam qualquer tipo de argumento a não ser breves momentos de suas lastimáveis vidas. Atacam a tudo e a todos. Sim, Nietszche não agia exatamente assim, mas estava quase lá.
   Ecce Homo é basicamente um livro explicativo e megalomaníaco, escrito para megalomaníacos por um megalomaníaco narcisista. BILHÕES discordarão de mim, me mostraram pequenos trechos de suas poucas obras que realmente foram geniais e me farão de caveira. Isso não fará com que Nietszche tenha um traço de equívocos e exageros na maioria de suas obras. De fato, em todas as obras do mundo existe algum equívoco ou exagero.
   Enfim, ler e tirar suas próprias conclusões é mais sensato do que apenas ler críticas.
   Divirtam-se e aprendam.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Deus como abstração, concretude, absurdo e impossibilidade.

  Antes de qualquer interpretação, observe o real significado de Abstração, Concretude, Absurdo e Impossibilidade. Não há aqui nada contra Deus, sua existência e a plausibilidade da mesma, pelo contrário, adiante há uma explicação que dá mais plausibilidade (pelo menos filosófica e um pouco empírica) da existência do Deus Cristão. Outra importante observação é a seguinte; Cristianismo como Filosofia Espiritual, não como Religião.
   Abstração é algo não concreto (logicamente) porém é tangível, diferente da Impossibilidade, que é abstrata em forma e não concreta em essência, ou seja, é intangível.  A Concretude de algo não depende de seu estado idealmente físico ou fisicamente físico (em primeira vista parece redundante, mas há uma diferença. Sentimentos, por exemplo, são fenômenos espirituais e físicos. Em parte são idealmente físicos, quando se tratam de mudanças mentais, e em parte são fisicamente físicos quando se tratam de suas consequências biológicas.) Absurdo, ao contrário do que se está acostumado a pensar, é aquilo que é abstrato mas não é impossível. O fato de algo ser absurdo não implica no fato de sua impossibilidade, implica apenas no fato de sua intangibilidade limitada ou temporalmente ou espiritualmente, ou mesmo, as duas coisas.
   Um último conceito deve ser esclarecido; O conceito de Religião. Compreenda que Religião não é uma filosofia, mas um estado natural do Homem de ligação com o que ele chama de "inexplicável sobrenatural"
    O primeiro passo para entender a essência de Deus, Tao, Bhrama, Alá ou qualquer outro nome para o Deus supremo é entender que não podemos compreendê-lo pelo fato d'Ele ser infinito. O Homem jamais entenderá o infinito porque ele mesmo não é infinito. O finito é parte do infinito, mas não é sua totalidade. O Ser Humano não tem a consciência infinita, a não ser por ser infinitamente duradoura, mas não infinitamente ciente. Para compreender Deus é preciso ser infinito e para isso é preciso aceitá-lo nesta condição. A presunção típica da nossa raça é um dos fatores, se não o maior deles, que impedem a compreensão disso.
   Enquanto o Homem achar que é Deus por ter apenas o simples poder de criação, estará sempre limitando-se e com isso impossibilitando a si mesmo de se harmonizar e entender a existência de Tao. É preciso também compreender que Deus existe independente da vontade Humana e que não deixará de existir por causa da vontade de que ele não exista. Assim também funciona com o Mal.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

A Verdade.

   Porque o que anda reto é desdenhado e desacreditado? Há inúmero motivos, porém, os mais aparentes são a Coragem, a Loucura e o Destaque.
   É incontestavelmente corajoso aquele que anda retamente num mundo de perversões de todos os Sentidos. É o mesmo que desafiar o sistema que lidera, que neste caso é a Maldade. Sendo bom, luta-se contra o Mal e este mal não é adversário a ser subestimado, o que faz do Homem Correto também um Homem Forte.
   São vistos como loucos os que agem e pensam sem desconformidade com as massas. Todo Homem que anda pelo Caminho do Meio, sem exageros, é visto como louco e por isso é temido e pelo temor que têm dele, os outros Homens tentam ofendê-lo, até porque o Humano é agressivo quando tem ódio ou medo e neste caso, tem os dois. Loucos possuem uma dose de Coragem com invulnerabilidade conceitual, conseguindo, assim, quebrar as grossas correntes do Conformismo típico desta Era.
   O que ama a Verdade é certamente destacado; neste mundo por ser visto como único e no próximo por ser visto como digno. Aqueles que tem a Verdade como arma, indubitavelmente serão motivo de desdém, destacados omo um alvo a ser eliminado, do mesmo modo que um Homem que vive cercado de leões famintos.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Inconstância.

   A constância é realmente algo bem raro num Humano. Não é a mais rara das características, nem a mais importante, vale ressaltar, mas é a que dá base para outros adjetivos.
   Ser constante não é questão de ser único ou imutável, como vejo que confundem. Está mais ligado ao controle e a manutenção da palavra.
   Inconstância traz insegurança. Logicamente, trás mais para o próximo do que para si mesmo. O sentimento de insegurança é um dos que trazem um alto potencial de destruição embutidos nele.
   Auto sinceridade ajuda a combater a inconstância, claro, não vai curá-la, mas elo menos irá controlá-la, amenizar um pouco a dureza das inconstância ajuda a ter uma vida um pouco mais feliz.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Coragem e Covardia.

   Ir à guerra de peito aberto não significa ser corajoso, significa ser tolo. Coragem e Covardia não tem a ver com como as Almas dispõe de suas vidas, mas de que modo, com que utilidade e com que astúcia disporão dela.
   Tanto quanto a Coragem, a Covardia também faz parte da Sabedoria, pois ser sábio é também compreender os opostos. Ter momentos de covardia não quer dizer ter momentos de fraqueza, nem humilhação. Todo Guerreiro, para Guerreiro continuar sendo, te que, em algum momento de sua jornada, dar ouvidos ao Medo. Se bem compreendido, o medo dá bons conselhos para a manutenção da vida. Contudo, escutar todos os dias a voz do Medo, deixando que ela se torne imperativa, superior, é um problema, pois este penetra mais profundamente que qualquer projétil.
   O excesso de coragem deixa os Homens cegos, com o falso sentimento de imortalidade. O Ódio e o excesso de Coragem podem matar. Sentir-se imortal ajuda o Guerreiro a encarar a face da morte com o perfeito equilíbrio entre a Coragem e a Covardia, mas quando o Guerreiro achar que realmente é imortal, então a morte o sugará para debaixo de seus braços.

Axxis - Talisman.



Musiquinha pra animar o ambiente obscuro.

Discografia: http://thepiratebay.se/search/Axxis%20discography/0/99/0 (Via Torrent.)

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Filosofia Espiritual X Ateísmo.

    Aí vai um tipo de desabafo: Há 21 anos peço uma simples explicação para as pessoas; "Poque não posso explicitar verdade alguma? Porque me condenar e dizer que imponho minha verdade se você quer me impor a sua?" É o caso dos ateus. Não tenho nada contra ateus. Sinceramente, pouco me dou ao trabalho de discutir com alguém que nem ao menos leu metade do livro que defendo. Ateus falam mais de religiões do que de Deus. São revoltados com as práticas dos líderes RELIGIOSOS, não as de Deus. Por isso, fico muito complicado encontrar um argumento, pois não sigo religiões ou doutrinas, sigo uma linha filosófica de vida e de conceito moral estabelecido em valores sólidos que me permitam viver e ter meus momentos de prazer, sem que tenha que incomodar ao próximo ou desgraçar meu organismo e minha vida.
   Me pergunto também porque eu, como um Ser Humano crente em forças maiores, tenho que ler, ver, ouvir e passar por todo tipo de inquisição acerca da minha crença, e porque tenho que ouvir toda santa semana que Deus não existe ou que é psicótico? Eu não cito a psicose de certos grandes ídolos ateus, nem vivo de todo dia pôr alguma coisa nas redes sociais discriminando ateus, atacando-os de qualquer modo, ou alegando veementemente que são um bando de retardados retrógrados com megalomania intelectual, auto-defensivos e instáveis, como já vi falarem de pessoas que seguem uma linha filosófica "religiosa".
   Meus caros, me poupem de ouvir sempre o mesmo argumento vindo de quem nunca leu nem o Gênesis. Vivem de dizer que um cristão acredita em tudo que lê na Bíblia. Ótimo, acreditamos mesmo, mas vocês, do mesmo modo que nós temos fé na Bíblia, vocês tem fé na ciência. Ciência é sempre mutável, é instável e vive de tentativas e erros. A Filosofia Cristã está estável há alguns mil anos...
   Parem de usar partes da Bíblia, que leram de algum outro ateu, e dizer que aquilo é uma prova de erro. Antes de lançar um argumento desse tipo, por favor, leiam toda a parte, pois tirar um trecho e tirar do contexto é mais fácil do que roubar doce de criança. Querer argumentar cientificamente inteligentemente e genialmente, como se auto-intitulam a grande maioria dos  ateus, significa não somente usar seus argumentos de modo sábio, trata-se também de aceitar que fatos contrários podem ocorrer. Não é isso que vejo. A ciência provou centenas de vezes as veracidades de inúmeros fatos bíblicos. A própria bíblia é fonte histórica. Mas espere? Se pode-se usar a bíblia para provar a veracidade de fatos científicos dito irrefutáveis, porque não posso usar o mesmo livro para provar que estou certo também? Observe que falei "também", ou seja, nunca discordei de vários fatos científicos, sejam esses tirados da Bíblia como fonte ou não.
   Ateus podem denegrir, segregar, ofender, atacar e desrespeitar a Fé e os Mestres dos que possuem um. Este argumento é irrefutável. Quando praticam atos assim, dizem que é um "brincadeira" ou uma"argumentação racional" (Argumentação digna de um coelho com retardo.) Agora, invertendo a situação, olhando pelo lado dos espiritualistas e outras vertentes, quando praticam qualquer desses atos, mesmo quando por descuido, é como se o mudo acabasse. Ateus não aceitam serem refutados, nem aceitam quando uma de suas provas são mais provas da existência de uma força maior do que para a inexistência desta. Há livros e mais livros com provas científicas irrefutáveis de inúmeros fatos citados na Bíblia, provando sua veracidade, como já havia dito antes. Mas incrivelmente, esses livros não são válidos como argumentos a favor da Filosofia Espiritual, não, não, jamais!
   Observem, meus amigos, que a Ciência deixou de procurar fatos e verdade, parou de procurar novidades para ocupar-se unicamente de desmentir a Bíblia. Boa parte de pesquisas iniciadas, principalmente nas ciências humanas, dedicam-se a tentar provar (Inutilmente, diga-se de passagem) a inexistência de Deus. Todos os dias são lançados livros contra os argumentos cristãos e todos esses livros começam com argumentos refutáveis e terminam com argumentos irracionais ou sem nexo.
   Me pedem para provar a existência de Deus pelo menos uma vez por mês, virou rotina pra mim. Antes de mais nada digo; Pra vocês eu sou um louco, para mim vocês são cegos. Este texto não se trata de buscar argumentos científicos nem nada do tipo, para isso se faz um livro. Aqui pergunto o porque da fragilidade dos ateus? porque o incomodo com um indivíduo que acredita que nada é obra do acaso? Pra que querer, usando metade do tempo de suas vidas, modificar a ideia do seguidor de Filosofias Espirituais? Lembro-me que certa vez deixei uns trechos bíblicos pouco conhecidos, escritos em meu caderno.  Diziam o seguinte: " Quem pode entender os próprios erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos." "Não se inquiete pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã se cuidará por ele mesmo. Basta a cada dia o seu problema." e "Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos." Não coloquei a referência de nenhum desses trechos. Todos os que liam, inclusive os ateus, achavam os trechos grandes verdades, copiavam e toda aquela coisa... Para alguns nunca falei de onde tirei o trecho, para outros falei e não obtive resposta. Foi aí que resolvi pôr as referências; respectivamente: Salmos: 19, 12. Mateus 6, 34 e Romanos 15, 1. Agora a reação era bem diferente. Quando viam a referência não se davam ao trabalho nem de ler um palavra do texto!
  O que posso inferir disso? Que o problema não é a palavra da Bíblia, é a mente de quem lê. É o incomodo que causa o nome de Deus, de Bhrama, Tao, Alá. Este incomodo também é bíblico.
  Antes do monte de críticas que devo receber ( e olhe que nem comentários recebo.) Observem que não falei das religiões e observe também que generalizei o ateísmo, assim como os ateus generalizam o cristianismo através da igreja católica e dos pastores bandidos. Lembrem-se que gente ruim tem em todo canto. Stálin era ateu e Hitler simpatizava com o catolicismo. Todos os dois mataram pessoas e fizeram guerras.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Melhor ser Intensivo que Extensivo.

   Porque a Perfeição das coisas não está na quantidade e sim na qualidade. Coisas muitos boas são raras, desde sempre foram poucas. A abundância traz desvalorização, e percebe-se isto na Vida, no Direito, e mais ainda na Economia. Como diria Gracián; "Até mesmo entre os homens, geralmente os gigantes são os verdadeiros anões."
   Dar valor mais a quantidade do que a qualidade, seria como elogiar um prato pela quantidade que vem, ou em palavras já ditas, como elogiar um livro pela sua extensão, como se fosse feito para exercitar os braços e não a cabeça. O que se quer dizer é que a extensão por si só nunca nos leva além da mediocridade, e de medíocres o mundo já está abarrotado. Já a "intensidade leva à excelência, e em assuntos de importância é heróica."
  Lembrando que o Inferno quer quantidade, o Céu quer qualidade.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Diálogo com a Lua.

  - Não há lágrima que a noite não seque. Escute, minha senhora, eu sei que sou tolo. Sou seu tolo, seu bobo. Mas creia, não nasci para ser abusado, nasci para resistir. Não tive experiências boas o suficiente para acreditar nesse tal de amor instantâneo que vocês tanto falam, mas o que posso fazer? Meu coração foi capturado novamente e eu não posso escolher entre viver assim ou morrer assim. Apesar de parecer que evito, na verdade, aceito. É que preciso de um lugar para deitar minha cabeça, preciso de alguém que cuide de mim enquanto eu, em minha nova vida em breve, cuido de todos. Sei que é um complexo e irritante monólogo, mas é como se alguém tivesse roubado algo que tenho, e que esse algo era o melhor. O termo é exatamente esse; "Roubado". Não tenho tantas confissões a fazer, mas ainda não desisti de não tê-las. Fui roubado, sim, e ainda não fui restituído, mas sinto que em breve, serei restituído e bem cuidado.
   O vento bate em meus cabelos e meu peito, e o som das ondas ainda me agrada bastante, mas prefiro a paciência dos campos. Sou bom em esperar. Passei minha vida esperando por isso, por aquilo e por aquilo mais. Dizem que pontualidade é a virtude dos entediados. Queria que esse tempo bastante entendiado, assim, poderia chegar mais rápido a hora de cruzar os olhares. Ver aqueles olhos escuros e aquele sorriso tímido, que só um único Ser Humano na faze dessa Terra engraçada, pode reproduzir. Imagino que ouvir a voz me fará pensar se aquilo é real. E se for, como já disse antes, se vai durar pra sempre. Dizem que a eternidade é mãe do tédio. Pode ser, mas o carne é finita, por isso, preocupa-se com o que fazer e como ocupar seu pouco tempo, buscando formas de esquecer que é finita. Sinceramente, não me importo em passar a eternidade aqui. Seria mais que maravilhoso. O tédio é uma escolha. Os mortais que escolheram ele e agora que se virem. Os mortais se acham mortais demais, é isso que os faz morrer, morrer uma morte definitiva.
   São tempos como esse que volto a viver de novo, e com esses mesmo tempos dou-me novamente e aprendo a amar mais do que antes. É como a luz deste poste enterrado na areia, que me faz pensar que estou no meio de um palco onde toda a pronúncia desse monólogo entendia os mortais mortais demais e deixa loucos os que não sabem do que se trata perder um pedaço seu para outra pessoa. É sim, é impressionante como hoje em dia quase ninguém teve a coragem de se repartir com alguém. O egoísmo chegou a este ponto; de só dividir com quem tem o que nos dar. É uma boa parte dividir com quem tem o que dividir conosco, mas este caso só serve quando chagamos ao ponto de pensar várias vezes ao dia nos olhos, no sorriso, em como as frases ditas nos fazem bem e em como será abraçar e sentir o cheiro e levar esse cheiro na camisa.
   Encontrei ombros para descansar minha cabeça, mas sempre sofri retaliações e ás vezes até, os ombros em que confiei deixaram de súbito e minha cabeça bateu no chão, fazendo-a sangrar e esse sangue fazendo com que eu enxergasse mal, porque simplesmente me melou os olhos e se misturou com as lágrimas do impacto inesperado. Na areia da praia eu teria apenas enxergado mal. Sei que desta vez não será assim. Pode e haverá vezes em que este ombro se afastará, mas sei que se minha cabeça cair, as mão segurarão antes que bata no chão. Não sei, não posso prever o futuro. Maldita seja essa ansiosidade, essa vontade de cercar com os braços e de proteger com todas as armas possíveis. Quem bom que é assim... Quem bom que foi assim, por causa disso achei mais do que procurei.
   Diante de tudo isso, lembre-se de nunca me esquecer. Sinto que sou como os deuses americanos, que sobrevivem por serem lembrados. Passe meia vida sem me dirigir a palavra mas pelo menos mostre que ainda se lembra e que nunca se esquece de sempre lembrar, pois é assim que é comigo. Nunca esqueço de sempre lembrar. Assim fico vivo e assim posso proteger.

sexta-feira, 2 de março de 2012

A Estrela predileta.


   Hoje acordei em um lugar estranho. Não era minha casa e as quatro paredes que me cercavam não eram as do meu quarto. Senti o calor no colchão, mas era aquele calor que o corpo deixa quando vai embora. Foi nesta hora que senti que tinha partido, não eu, claro. Cerquei aquele calor com meu braço, como se pudesse mantê-lo lá apenas com esse gesto.
   Resolvi fechar os olhos, era, talvez, a melhor coisa a se fazer. Ignorar a ida ou chegada nunca chegada me parecia um bom plano. Era como se eu reservasse aquele lugar para alguém em especial, uma pessoa a qual eu pudesse cercar com meus braços sem segundas intenções, sem um objetivo final, a não ser viver uma vida plena em algum  lugar em que os dois gostassem.
   Senti o suor escorrer pelo meu corpo. Não cheirava como suor. Tinham o cheiro de lágrimas. Era a hora em que meu corpo chorava. Não havia sentido chorar por algo que nunca veio ou por algo que não quis ficar, nem por algo que ficou falsamente. Era isso que eu tinha posto em minha cabeça. Os arredores eram puro breu, daqueles que me embebedavam. Parece que vivi mais tempo na escuridão macilenta do que propriamente na penumbra ou na luz. Senti que meus olhos se adaptavam bem ao ambiente embora o ambiente não existisse.
   Era aí que estava a chave; Adapto-me bem ao que nunca existiu, sinto falta do que ainda não vi. Percebi que nenhum músculo do meu corpo estava afim de se mexer, não sei porque, mas acho que viciei em toda essa sensação de solidão e pseudo-auto-suficiência. Não era vício, era costume. Não me lembrava de nenhum ano em que pelo menos duas semanas dele se passassem longe dessa escuridão. Tinha me habituado a enxergar melhor no escuro e a me incomodar com o excesso de luz, por isso, achei incomodo uma pequena luz que brilhava de repente no nada, ao lado de onde eu estava flutuando na massa negra que me envolvia.
   Aquela luz parecia perto, como quando olhamos para luz e imaginamos que se subirmos em uma escada, então conseguiremos alcançá-la. Não passa de uma ilusão. Observei-a brilhar, até o incomodo que o efeito dela me causava tornar-se tão bom quanto a paz que a escuridão me trazia. Resolvi então alcançá-la, assim como se faz com a Lua. Saí de meu lugar aconchegante e fui andando com leves passos em direção aquela bela Estrela que agora tanto me atraia. Meus passos estavam leves e eu podia sentir a maciez do chão escuro. Caminhei por vários dias até poder chegar perto da estrela. A caminhada foi longa e eu vinha descobrindo o que aquela estrela tinha em comum comigo e como o brilho dela era tão diferente de todas as outras estrelas que um dia vi.
   Não se pode tocar uma Estrela como aquela, eu sabia disso, mas no fundo, não estava nem aí. Era um privilégio raro e uma felicidade incomum. Não é em todo céu que se encontram estrelas que mais parecem anjos. Estive perto dela por algum tempo e percebi que o interior dela era tão melancólico quanto o meu. Era algo familiar para mim, além de ser confortavelmente calmo. Minha visão ia apenas em direção dela e então percebi, depois de me desipnotizar, que outras estrelas caminhavam ao ao redor. Não liguei, até porque estas estrelas eram tão comuns quanto qualquer outra em qualquer céu.
   Determinei-me a não persegui-la, me impus a não tocá-la, pois sabia que ela iria escapar e que possivelmente eu não aguentaria mais e mais dias de caminhada para achá-la novamente. O pensamento que me vinha era o de encontrar forças. Sentei-me ao lado da Estrela, sem nunca tocá-la mas sempre mantendo-a sã e salva como era possível. Os dias passavam e eu me preocupava com a intensidade do seu brilho e se ela estava feliz com o que havia ao redor. Vê-la brilhar feliz me trazia muita satisfação. Reunir as forças levou tanto tempo que nem me lembro quanto.
   Então não pude mais suportar. Eu tinha esperança de que ela não fugisse, mas nem sempre a esperança fala a verdade. Eu sabia mais da verdade e sabia como seria. Então levantei-me e toquei-a. Foi justamente como eu previa mas de uma modo diferente. A estrela desviou de minha mão e recuou um bom pedaço. FOi aí que olhei para trás e vi meu refúgio, ainda desarrumado da última vez que fui para lá. Fiz um reverência para a estrela, afinal, era uma estrela digna de honras e reverências e me pus a caminha de volta ao meu antigo lugar. "De lá" pensei "Pelo menos poderei observá-la sem que ela vá mais longe e então poderei me admirar com o seu brilho e a alegria que me trás este brilho e o melhor de tudo, é que ela vai continuar brilhando. Foi com o que pude me contentar e era melhor para esta Estrela, apesar de acreditar que eu também poderia ser uma estrela e então a Estrela e eu poderíamos ser uma só Grande Estrela.
  Enrolei-me nas cobertas e dormi à luz da mais bela Estrela que o céu possui.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A Verdade dói, mesmo quando esperamos por ela.

   Creio que nenhum Homem esteja preparado o suficiente para uma resposta de Verdade, mesmo quando esta é sempre esperada. Supus, em engano, que a única coisa que fazia com que o Homem temesse a verdade porque esta lhe despia e o deixava nu em pelo frente aos seus semelhantes, que , mesmo sendo tão vulneráveis ás verdades, tratariam do caso como se fossem invulneráveis a qualquer efeito.
   Pode-se saber qualquer resultado, saber que a catástrofe dentro será inimaginável e pensar que por saber que a tormenta vem, então sairemos o mais rápido possível, evitando assim, a violência e a impetuosidade desta tempestade de verdades. É aí que reside o perigo, pois é o onde a Esperança mora e deixa ovos. Isto nunca morre, mas é o que faz com que o Homem morra ou viva. Poucas vezes o vi viver por causa dela. Não há como controlar algo tão poderoso como a Esperança, a não ser que o Pessimismo e o Fatalismo tenham tomado conta.
   Compreender o Pessimismo como Realismo é complexo aos olhos de quem não sabe como agir de tal forma. Tudo sobre isso já é implícito, bastando que se dê ouvidos, mas apenas o bastante para não sair de Pessimista para Depressivo.Com o Pessimismo pode-se controlar a Esperança até certo ponto, partindo daí, a Verdade vai doer menos. Isso não quer dizer que a dor não seja grande e que não deixe marcas, quer dizer apenas que vai doer  menos.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

   Honestamente, não sei por onde começar. Não sou um bom racionalista. Uso o cérebro para poucas coisas, até porque, quando teimo em usar a Razão, sempre acabo quebrado na emenda. Não tenho prática com nenhum tipo de Razão. Talvez tenha sim, mas só o necessário para poder continuar vivo no mundo irracional dos Humanos.
   Sempre vi a Certeza andar colada com a Razão, mas à medida que fui vivendo (não crescendo, mas iluminando-me) vi que Certeza está mais vinculada à Constância, que não tem muito o que falar da Razão. Nem sempre, para sermos constantes, necessitamos de estarmos Certos. Olhando bem, nem sempre toda revolução vem para o bem, assim como nem toda a certeza também vem.
   Todos querem sempre estar com a Certeza nas mãos, mas essa é uma donzela que jamais se deixar ser tocada durante muito tempo, nada de relacionamentos duradouros com ela, apenas flertes e rolos. Graças ao bom Deus que assim o é. Dá até para dizer que tenho certeza de que ninguém suportaria um Humano com o domínio da Certeza.
   Mais fácil é ser constante, para isso não necessitamos de Certeza, apenas de força-de-vontade e um pouco de convicção em algo. Também não é necessário ser um mártir do tédio para saber que Constância demais em alguns assuntos pode ser fatal.
   É por isso que são irmãs, uma não necessita da outra, mas ao se encontrarem constroem algo similar a uma família, algo que traz segurança, tanto para quem está com elas, quanto para quem depende delas para continuar. Trata-se mais de Sentimentos, na minha opinião, do que de Razão em si, afinal de contas, os Homens são racionais na medida de seus instintos. Instintivamente seguimos aquilo que vimos como certeza, por mais absurdo que pareça à Razão. Por mexer com tudo o que há dentro de nós, é que respeitamos a Certeza das coisas e que desejamos a Constâncias dos bons fatos e das palavras ditas.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O Fantasma da Ópera.

   É um romance do francês Gaston Leroux, publicado pela primeira vez em 1910, inspirado ( não baseado, inspirado.) no livro Trilby, de George du Maurier. Foi adaptada várias e várias vezes desde sua primeira publicação, além disso, bateu o recorde de permanência na Broadway, superando o musical 'Cats'.

   Um livro que prende a atenção do leitor, revesando capítulos de ação e informação, com os capítulos mais lentos com diálogos e intervenções do autor. Não falta muito para este livro ser uma obra completa. Tem romance, tem ação, tem terror e ficção. O enredo é interessante e abre espaço para julgamentos pela parte do leitor, por ter personagens mais 'flexíveis', coisa que não se vê por aí sempre. Melhor ainda é o espaço que se dá para julgar as atitudes do Fantasma da Ópera, vendo ao final, se deve-se tê-lo como bom ou mal. Por mim ainda não sei se o colocaria na lista de meus vilões ou heróis favoritos, mas com certeza ele estaria em uma lista privilegiada.

Errare Humanum Est.

   Errar é a pior ação que toma um Humano em relação à outro. Nesta categoria de erro, o erro com o próximo, não há perdão, por mais inocente que tenha sido seu erro.
   Todo Ser Humano tem um limite de paciência e um limiar de erros. Infelizmente é falho, pois nem todos os erros são propositais e nem todos são previsíveis. É comum errar e errar novamente. É comum, mas não é normal. Certos erros vem para consertar o que há de errado numa espécie de paradoxo maldito, afinal, mesmo que o erro conserte o que há de errado, ainda assim é um erro e será reprovado.
   Os conceitos de certo e errado ajudam bastante a nos fazerem errar, apesar de servirem para nortear as ações, de modo que as mesmas não venham a afetar o próximo a nenhum prazo. Acredite ou não, buscar o certo sempre levará primeiramente ao errado. É mais fácil errar, geralmente é até mais divertido cometer erros. Divertem-se com erros aqueles que não pensaram ou não pensam à longo prazo.
   Em minha humilde opinião, o pior dos erros é aquele cometido por puro reflexo, não por mal, mas por inocência. Desses erros, as consequências são impiedosas e sempre imediatas. Quem comete este tipo de erro costuma não querer errar e quase nunca sabe das consequências, justamente porque não faz ideia de que a ação a qual acabou de cometer, seja um erro tão grave quanto tirar a vida de alguém. Pior ainda é que a única solução para estes erros é o pedido de perdão, se este falhar, então não há muito o que fazer depois, apenas esperar para ver o que vai sobrar para o Humano que errou e o que fará o Humano que foi atingido pelo erro.
   Mas aí vai uma palavra de encorajamento para você que acabou de errar ao ler todo este comentário; Pode ser esse o maior propósito da sua vida: Servir de modelo para outras pessoas, de como não ser e não agir.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Feliz Ano Novo, povo escroto!
Depois de muito tempo sem postar, tenho uma boa notícia;

Ainda não faço ideia do que postar. Ainda estou bastante engajado no meu livro e lendo outras coisas enquanto a faculdade não me força a ler as coisas lógicas demais ou chatas demais que ela teima em passar.
No mais, aguentando um pouco mais, tenho coisas a mais pra colocar aqui, umas besteirinhas, coisas que aprendi em 2011.

2011 realmente foi o ano em que voltei para o lado negro da força.