quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

   Pois bem, o raciocínio do Humano é pautado agora na materialidade. É uma inversão dos conceitos, aquele velho papo que todos falam por aí, de que o que é bom é ruim e o que é ruim é bom. É verdade, tudo está ficando exatamente assim, tanto culturalmente quanto espiritualmente.
   Isso é coisa de início de século, renovação de milênio. Parece um fator histórico, por mais que digam que a história nunca se repete. Os fatos podem não se repetir, não em concretude, mas em abstração se repetem, e com certa frequência exata.
   A moda agora é achar que tudo que vem fácil não tem valor. É verdade que tudo que vem fácil vai fácil, mas ir fácil não quer dizer que tenha valor baixo. Não faz sentido. Mas e daí? o Humano é masoquista por natureza e isso, nem com o passar dos milênios e séculos mudou. Pelo contrário, apesar de toda a filosofia religiosa medieval de auto-punições, de indulgências e coisas mais ter acabado, o Humano arrumou um jeito mais eficaz de se martirizar; Iludindo-se.
   Humanos se iludem facilmente com qualquer coisa. Basta aquilo brilhar nos seus olhos que já o faz delirar de amores. Amores esses geralmente falsos. No final, esses amores são veneno. Podem ser mais denominados como paixão. Paixão e Amor podem até parecer, mas não há como confundi-los quando sabe-se bem o que está sentindo.
   Isso não ocorre somente nos relacionamentos de Humanos com Humanos, mas até em relação às coisas os seres humanos gostam de sofrer. Preferem tudo aqui que for mais inútil, mais vago e passageiro. Olham apenas a beleza por mais que esta se destrua com o tempo e os maus tratos, que é o que mais faz o que é belo deixar de ser belo.
   O pior disso tudo é que o Humano tem consciência de sua doença e mesmo assim continua fazendo, pois acha prazeroso ferir e ser ferido sadicamente em suas emoções e em seu corpo. O que se pode fazer para parar com isso? Nada. A Humanidade é assim e assim sempre será até o seu fim. Quem quiser mudar isto não vai conseguir, é do instinto. Então, danem-se.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A carga da Alma.

   Desde os tempos iniciais da Humanidade até hoje, o maior vício do homem é o sucesso. O homem comum vive de procurar sucesso, como se fosse um caçador disso. Além disso, busca enfiar, goela a baixo, de todos os outros homens, o seu conceito de sucesso no mundo objetivo. É para isso que estudamos é para isso que perdemos horas e horas de nossas vidas procurando conhecimentos que seriam, serão ou são inúteis para o que viemos fazer ou para o que desejamos fazer. Não que conhecimento seja inútil, pois não é. Seja ele qual for.
   Excesso de busca de conhecimento e sucesso obscurece a realização da evolução subjetiva, que é o cabo mestre da caminhada na busca do conhecimento ou do tão falado sucesso. Saber manusear o conhecimento não é questão de mais volume de conhecimento e sim de mais volume de inteligência e sabedoria. Alguns homens discordam disso porque já se veem completos e poderosos demais. Esta auto-realização na lhes valerá de nada até o dia em que tiverem diante dos seus olhos, o anjo da morte a lhes chamar, aí então verão que têm tudo mas nada tem e nada levarão. Verão que só levaram o que lhe for pertencente à alma.
   O que pertence a alma é apenas o que se agrega a ela no sucesso subjetivo e no que se faz com o que se conseguiu no sucesso objetivo. Iluminar a alma ou escurecê-la. É tudo o que pode-se fazer e toda a caraga que se pode levar enquanto se está morto. Cada carga com sua consequência.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sonata Arctica - Fullmoon

Até quem não curte um Metalzinho gosta dessa música, pelo menos dessa daí... É aquela história, quem gosta gosta, quem não gosta curte.

Ganhar pela auto-suficiência.

   Ganhar não só no sentido de vencer, por qualquer que seja o motivo. Monetário, emocional, acadêmico. Ganhar nem sempre é algo bom. Lembre-se que por vezes ganhamos tristeza. O que importa na situação, além da experiência adquirida (boa ou má, útil ou não) é a questão da auto-suficiência.
   Entende-se que quem pouco fala encontra atitude certa e não se desespera quando o mundo cai porque sabe que o mundo não cairá por cima deles. A chuva não dura a vida toda. Tudo é inconstante inclusive o Homem e sua vida. Por isto, o que importa é a atitude interna, "adaptar-se em silêncio" a tudo o que vai acontecer ou que aconteceu, enfim.
   Tendemos a nos identificar pelo agir. Portanto, quem age segundo o Uno, tende a se identificar com o Uno e com ele ser um. Quem age segundo seu ego e o verso, tende a se identificar com o verso e por isso, com a inconstância e com o finito. É como o princípio de dar para receber. Dando-se sintonia com o infinito recebe-se do infinito sua sintonia. Tanta confiança recebe cada um, quanta confiança ele der.