quinta-feira, 28 de julho de 2011

ANONYMOUS e O PLANO

Anonymous and The Plan
Para entender para que O Plano serve, o melhor é primeiro familiarizar-se com Anonymous. A questão não é quem é anônimo, pois somos todos irmãos e irmãs de uma única idéia. A questão é o que é Anonymous. É um coletivo de pessoas em todo o mundo que, apesar de suas diferenças de opinião comum e crenças, estão unidos sob um desejo comum de verdadeira liberdade e um mundo livre de opressão.
Enquanto alguns podem pensar que ser Anonymous requer esconder sua identidade, isso simplesmente não é o caso. Identidade não interessa a um membro do Anonymous. Enquanto alguns que praticam atos ativista online (hacktivismo), certamente o desejo de manter seu segredo a verdadeira identidade para fins de segurança, outros que você encontrará nesta comunidade entenderam que quem elas são não importa tanto quanto o que eles representam. No Anonymous não existem líderes, nem figura-cabeças, nem porta-vozes designados... como cada um de nós são todas estas coisas no nosso próprio direito. Temos tomado a iniciativa de subir para a ocasião e se mantenham firmes contra as forças opressoras e destrutivas que têm assolado o nosso mundo e estuprado nosso modo de vida.
Nesta comunidade você pode testemunhar discordâncias de alguns, talvez o argumento ocasional, afinal somos apenas humanos. Mas uma coisa você vai notar como um objetivo comum e compartilhado: liberdade e um desejo de mudança. Neste praticamos os caminhos de uma colméia-mente. Cada um de nós contribuindo com idéias e informações e as massas de agir sobre ele, tudo em forma simultânea. Como a comunidade cresce, faz assim nossa capacidade de atingir os outros e uma coisa é certa, Anonymous não pode ser interrompido. Somos todos individuos e estamos aqui por direito próprio, a idéia de Anônimo é imparável.
Mais uma vez, Anonymous não é um grupo ou entidade. Não é você, nem a mim ou a qualquer indivíduo. Anonymous é uma idéia. Aqueles que se identificam com o Anonymous compartilha a idéia comum de liberdade e um mundo livre de opressão. Qualquer coisa que se interpõe entre as pessoas e estas liberdades torna-se um alvo a um escrutínio severo e protesto.
Muitos equívocos sobre Anonymous foram alimentados a você pela grande mídia e os governos de todo o mundo. Tenha a certeza, estamos aqui para ajudar. Estamos aqui para levantar-se contra aqueles que violam os seus direitos como humano vivo e pulsante. Liberdade de pensamento, fala, expressão, crenças ... liberdade de escolher como você deseja viver a sua vida.
Anonymous não é um grupo de hackers muito como você tem sido levados a acreditar. Apesar de um coletivo que se associam -se como Anonymous são na verdade hackerativistas, muitos de nós somos simples cidadãos deste mundo que vai levar para as ruas os métodos tradicionais de ativismo. No entanto, o jogo mudou. Opressão e tirania tornaram-se muito comum neste mundo e temos aumentado para atender as ocasião. Anonymous está em toda parte. Nós somos o seu vizinhos, colegas amigos, parentes. Nós somos o seu carteiros, barbeiros, balconistas e advogados. Em um mundo onde a corrupção esconde seu rosto em cada esquina, Anonymous está lá para enfrentá-lo com força.


Postagem Orginal: Fruto do Sistema.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

On The Road

   Livro de Jack Kerouac, principal expoente ( e há quem diga que foi o criador) da Geração Beat estadunidense. Aqui no Brasil um dos maiores foi Chico Science...Foi lançado pela primeira vez em 1957.  Esse movimento influenciou a juventude da década de 60, fazendo o pessoal se mandar pra viajar. Essa é uma das grandes magias desse livro, no decorrer da leitura, além do leitor conseguir se envolver totalmente com o texto e o ambiente, acontece algo sobrenatural que faz com que você tenha o desejo súbito e incontrolável de querer viajar.


   Foi responsável por umas das maiores revoluções do século 20. Mostrava o lado divertido do american way of life através da viagem de Salvatore (Sal) Paradise (com o qual me identifiquei) e Dean Moriarty de costa à costa dos Estados Unidos. Dizem que o personagem principal, Sal, é o próprio Jack K. Além dele, outros personagens que aparecem no livro também são inspirados em pessoas reais, que por sinal são famosas e amigas do autor como o William Burroughs, que seria o personagem Old Bull Lee e o Allen Ginsberg, que seria o personagem Carlo Marx.

  O livro foi tão impactante que também influenciou a música pop, o rock, os hippies e até o movimento Punk.

   Considero este um dos melhores livros que já li, provávelmente por trazer uma sensação de liberdade mesmo que você esteja trancado num quarto, além disso, pra quem tem problemas com a linguagem dos livros, esse é bem simples, é como se fosse um diálogo informal sobre os acontecimentos.


   Depois de ler, pessoal, é só preparar a mochila e meter o pé na estrada!

Rammstein - Rosenrot



Hoje começo a postar músicas aqui. Quase todas terão sentido pra mim e talvez não para vocês, mas quem lê o blog, principalmente a parte dos espasmos e pensares e um pouco dos contos, vai entender algo.
Começo com esta daí, que durante 7 meses foi minha música favorita.


Letra:


Rosenrot

Sah ein Mädchen ein Röslein stehen,
Blühte dort in lichten Höhen,
So Sprach sie ihren Liebsten an,
Ob er es ihr steigen kann,

Sie will es und so ist es fein,
So war es und so wird es immer sein,
Sie will es und so ist es Brauch,
Was sie will bekommt sie auch,

Tiefe Brunnen muß man graben,
Wenn man klares Wasser will,
Rosenrot oh Rosenrot,
Tiefe Wasser sind nicht still,

Der Jüngling steigt den Berg mit Qual,
Die Aussicht ist ihm sehr egal,
Hat das Röslein nur im Sinn,
Bringt es seiner Liebsten hin,

Sie will es und so ist es fein,
So war es und so wird es immer sein,
Sie will es und so ist es Brauch,
Was sie will bekommt sie auch,

Tiefe Brunnen muß man graben,
Wenn man klares Wasser will,
Rosenrot oh Rosenrot,
Tiefe Wasser sind nicht still,

Tiefe Brunnen muß man graben,
Wenn man klares Wasser will,
Rosenrot oh Rosenrot,
Tiefe Wasser sind nicht still,

An seinen Stiefeln bricht ein Stein,
Will nicht mehr am Felsen sein,
Und ein Schrei tut jedem kund,
Beide fallen in den Grund,

Sie will es und so ist es fein,
So war es und so wird es immer sein,
Sie will es und so ist es Brauch,
Was sie will bekommt sie auch,

Tiefe Brunnen muß man graben,
Wenn man klares Wasser will,
Rosenrot oh Rosenrot,
Tiefe Wasser sind nicht still,





Tradução:


Rosa Vermelha


Uma garota viu uma pequena rosa
Ela floresceu lá no cume brilhante
Ela perguntou ao seu amor
Se ele poderia trazê-la para ela

Ela a quer e tudo bem
Assim foi e assim sempre será
Ela a quer e esse é o hábito
Tudo que ela quer ela consegue

Poços profundos precisam ser cavados
Se você quiser água limpa
rosa vermelha, oh rosa vermelha
Águas profundas não são calmas

O menino sobe a montanha com sofrimento
Ele não liga para a vista
Apenas a pequena rosa está em sua mente
Ele a traz para seu amor

Ela a quer e tudo bem
Assim foi e assim sempre será
Ela a quer e esse é o hábito
Tudo que ela quer ela consegue

Poços profundos precisam ser cavados
Se você quiser água limpa
rosa vermelha, oh rosa vermelha
Águas profundas não são calmas

Em suas botas, uma pedra quebra
Não quer mais estar no penhasco
E um grito deixa que todos saibam
Ambos estão caindo em direção ao chão

Ela a quer e tudo bem
Assim foi e assim sempre será
Ela a quer e esse é o hábito
Tudo que ela quer ela consegue

Poços profundos precisam ser cavados
Se você quiser água limpa
rosa vermelha, oh rosa vermelha
Águas profundas não são calmas

domingo, 17 de julho de 2011

Doces sonhos.

   No mundo há alguns tipos de pessoas, e para cada uma delas há um sonho contrário. Há alguns sonhos que te usam e outros que ser usados por você. Imaginei toda espécie de sonhos e imaginei uma horda de loucos e loucuras vindo em direção a minha cabeça. O primeiro instinto é o de por a mão sobre a cabeça e tentar protege-la.

   Alguns deles te usam. Pessoa podem ser sonhos e sonhos podem ser pessoas. É a lobotomia autoimposta, é a defesa contra a sociedade opressiva e ditatorial, é a arma contra a ditadura da felicidade e a falta de liberdade de inexpressão. Sonhos que te usam podem ser bons, podem ser aqueles que te põe de pé quando você está com vários cortes pela carne e está quase sem sangue.

   Alguns deles te usam... Mas aí os que usam podem se sentir super poderosos, podem querer te puxar pra o surreal e quebrar cada osso e ideia de sua cabeça e além disso, te fazer perder a materialidade sã dos passos no chão e da chuva no rosto, dos cabelos molhados e das músicas instigantes, essas coisas que só lembramos que existem porque elas sumiram e deixaram o fundo do nosso peito ressacado, parecendo uma folha morta e seca. Pessoas que são sonhos podem ser tudo de mais estranho. Podem ser tão perfeitamente malignas que usando-nos, fazem parecer que nós as usamos. As vezes eles se traduzem na forma do perfeito amor. Depois de tudo nos perdoam de algo que fizemos porque tínhamos que fazer ou porque éramos fracos demais para aguentar fazer tudo certo. São esses sonhos que nos fazem esquecer que somos humanos e cheios de mazelas incuráveis. É como ; " A culpa é minha e eu jogo em quem eu quiser" e é essa culpa que cai em nós e somos convencidos com tanta profundidade que pensamos que esta culpa é nossa e mais de ninguém.

Certas coisas acontecem e certas pessoa aparecem do nada. Não por coincidência, afinal tudo isso faz sentido. É como se fosse um sonho, ma não, é como se a semelhança fosse um sonho, mas não é, é como se a reviravolta fosse premeditada, e é.  Por nos mesmos, ma especificamente por nós que usamos os sonhos que nos usam.

Imagine um novelo de lã, depois imagine um gato enlinhando todo o novelo com outro novelo da mesma cor, e imagine agora vários gatos enlinhando os novelos e os espalhando por todo o chão junto com pedaços de novelo da mesma cor dos outros dois novelos. Pois bem, isso é a mente de qualquer ser humano e os gatos são os sonhos, as pessoas sonhos, as pessoas pessoas, os sonhos sonhos e os sonhos pessoas junto com você mesma e um universo inteiro de linhas de vidas.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Recantos escuros.


    Enquanto a capa da noite ia caindo, naquela velha brisa da madrugada. Gelada porém reenergizante. Sempre tive mais disposição na escuridão, a luz do sol me incomoda, acho que por mostrar minha face para mim mesmo. Enquanto corujas cantavam perto da janela e as almas estavam em pleno repouso, me peguei pensando nela. Pensei um belo "Puta merda...". Mas só pensei, e vi que agora eu estava desaprendendo a falar também. Desaprendia a falar, desaprendi a viver em grupos, desaprendi a soltar o que há dentro de mim, desaprendi a confiar e a ser solto por mim mesmo.


    Era madrugada e eu desci as escadas do prédio, o vento frio batia junto com gotas finas de chuva, era o clima perfeito para ter uma poética morte. Eu não pensava em morrer, apenas escrevia sobre isso. A tal da Morte... Quem sabe pode falar, perder alguém assim não é fácil, mas também há perdas bem semelhantes a ela. Subi as escadas escuras, ótima sensação. Cheguei em casa e pus minhas coisas na bancada do meu quarto. Evitei ligar a luz, a sensação estava ótima, uma mistura de invisibilidade, disposição total e poder. Infelizmente duraria pouco. Tomei um banho muito, muito gelado e percebi que meu corpo é estranhamente mais quente do que eu imaginei. Até onde eu sabia eu não era lobisomem e não pretendia ser, esses seres já estão com a reputação muito ruim...

    Continuei vagando pela casa no escuro, esperando que a fonte do "Puta merda..." tivesse ido embora, mas não foi. Andar por ali era o mesmo que pedir para lembrar da existência, da condição e da minha ligação. Pensei que saberia passar por isso, afinal, já passei e já fiz passar por isso algumas outras vezes.  Aquela maldita intuição; o aviso de que tudo no próximo raiar do sol será uma tremenda e inevitável catástrofe.
Depois de muito caminhar pelos corredores da casa como uma alma perdida ( coisa que me fez rir, pois de fato me sentia assim.)  decidi deitar minha atribulada cabeça num travesseiro e fechar os olhos. A escuridão era tanta que não fazia diferença entre olhos fechados ou olhos abertos.

    Assim que fechei meus olhos, vi todos aqueles seres. Um sentado na cadeira da bancada, um sentado aos pés da cama e outro em pé, em frente ao guarda roupa. Olhei todos eles atentamente, falei educadamente com cada um e tornei a deitar, mas não dormi, conversei com cada um. Eram simpáticos, principalmente o que estava em pé em frente ao guarda-roupa. Este eu reconheci de algum modo. Era aquela que toda noite vinha e me deixava sem palavras e com as mãos dela ao redor do meu pescoço, eu fechava os olhos e dormia tranquilamente. Ela era meu pensamento nela mesma. Queria que ela não morresse antes de mim. Eu sabia quem ela era, sabia que ela existia e aquele toque dela me parecia muito distante mas aquele Amor eu não podia perder.

    O que estava aos pés da minha cama não era de falar, exatamente como eu, porque ele era eu. Conversamos metalinguisticamente enquanto tomávamos apenas um copo de guaraná. Depois ele sumiu bem em frente aos meus olhos como fumaça em um tornado. Aquele era eu. Eu e meu passado que sumiu e o que sumi. Ainda era bom nisso Sumo com facilidade e apareço quando quero. Péssimo para relacionamentos e ótimo para isolamentos. Já está provado, mas sou teimoso. Coloquei os copos em cima da bancada e acidentalmente derrubei um no chão. Esperei para ver se alguma alma da minha casa apareceria para ver o que houve. Felizmente só pude ouvir meu pensamento.

    Me abaixei e peguei os cacos e como num filme clássico me cortei e coloquei o dedo ensanguentado na boca. O ser da cadeira veio até mim, puxou minha mão e mostrou-me o sangue que caia daquele corte pequeno. Olhei fixamente as gotas e vi para os o "quês e quens" aquelas gotas tinham sido dedicadas. Poucas delas foram para mim mesmo, a maioria delas era pra quem não estava mais lá e para o que não existe. Felizmente o que havia de guerra nelas tinha sido recompensado com muita paz e lealdade. Olhei fixamente nos olhos dele e ele, para variar, também era eu. Era o eu conspirador e leal a quem fosse a ele. Ele, ou eu, não sei mais, me sorriu, me deu um abraço e mostrou-me que eu tinha faltado com lealdade a mim mesmo.

    Depois de ter me mostrado o que eu vinha fazendo, me olhou nos olhos de modo que eu não me aguentei e ri, mas ri de medo, de nervosismo, vi que teria que me tornar uma pedra de gelo novamente. Odiava essa ideia, era difícil e inútil mas agora tinha tornado-se necessária, diria que até seria questão de vida ou morte.

    Depois que entendi tudo, os três me mostraram as rosas vermelhas (Como se eu não as conhecesse). Me mostraram uma em particular, uma que eu sabia que não era para mim as cores das pétalas mas a semelhança comigo era ridiculamente grande. Deitei no chão do quarto, cruzei os braços atrás da cabeça e deixei uma única porém enorme lágrima cair. Me mostraram uma outra rosa, essa era praticamente invisível mas era belíssima de observar. E a outra rosa, a mais cruel e com mais espinhos. Para mim era belíssima, lembrei-me de quando a colhi, de quando ela quis sair de perto de mim e depois foi para outro vaso.

    Fiquei com a rosa igual a mim na cabeça e não fazia ideia do porque. Só sabia que tínhamos alguma ligação mas eu não sabia qual. Não queria amá-la pois ela não permitiria e eu também não. Assim os espinhos iriam entrar profundamente em minhas mãos e eu acabaria por fazê-la murchar.
Enfim fechei os olhos. Um segundo depois eu os abri e já era tarde, muito tarde. O sol batia no meu rosto e me incomodava. Apenas sentei ao pé da cama, tomei um copo d`água, levantei-me, me estiquei em frente a porta do guarda-roupa e sentei na cadeira da bancada e pensei.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

The hope, the starts, the broken hearts. Is real the pain you feel?

   O dia todo passou num piscar de olhos. Parecia que toda aquela tensão e aquela guerra interior da permissão e da negação parecia ter dado trégua. Mas achava ainda que o destino conspira com planos milimétricos contra a vontade dele. Aquelas velha energias e o álcool, o maldito álcool. Álcool dever ser uma espécie de magia negra na qual  temos que reunir os elementos necessários para que a euforia dure pelo menos uma hora. No caso, faltou o elemento "esquecimento" que ele não relacionou com o fator "passado". 
  A noite e a madrugada foram uma gama surrealista de loucura e dança. A tal da dignidade zero, no bom sentido, claro. Toda aquela noite deu-lhe algo que ele não tinha, mesmo assim, não tinha uso. Imagine, então, que toda a batalha de permissões e negações voltam quando justamente não se tem noção do que se passa ao redor. Então toda a dormência passar a ser uma epifania gloriosa de som, imagens, flashes, vodkas, gins e uma pessoa em especial, uma rosa vermelha.
   Talvez a crença de que nada fosse por acaso o tivesse abalado. Toda aquela forma de encontro súbito, a distância, as semelhanças. Semelhanças até demais. Conversas fluem e coisas que não deveriam ser lembradas voltaram na cabeça dele, toda aquela sensação de ser um bastardo inglório no sentido péssimo e não cinematográfico estava o deixando deprimido novamente, e por tabela vinha a hipergrafia tomar conta dele. Tudo o que podia ser feito era falar a verdade, a tão pregada Verdade e sinceridade.
   A verdade é que ele sabia o que ia acontecer mas negou a si mesmo o direito de saber a verdade. Sempre acontecia isso; ele dizia que ia acontecer e isso acontecia. É um perigo. A vantagem era que ele não estava só, havia mais dois. Só estavam em corpo, mas mesmo assim estavam.
  A pergunta era; "permito-me ou não permito-me?" permitir faria com que nada fosse barreira, nem distância, nem semelhança, nem cobrança, nem absolutamente nada, muito menos passado, dele ou dela. O dilema continua agora e vai continuar até um longo período.
   Então ela se despediu e ele deu o seu tchau saudoso de toda noite. Sabe-se lá quando a veria novamente e se a veria pessoalmente. No fundo ele sabe que sim mas ainda há o receio de não querer conhecer 100% por causa do risco de mesmo tentando não se apaixonar ele acabar por fazer isso, justamente o que não quer, não por vontade própria mas dominado pelo medo disso.
  Algo mais o incomodava e tudo o que tinha nas mãos era o velho celular. Sem hesitar mandou tudo o que tinha dentro do peito. Tudo não, tudo seria exagero. Mandou o que se permitia mandar por mais que não se permitisse. Isso é um verdadeiro paradoxo. Ele e ela, havia algo mais paradoxal? Ele achava que era impossível e mesmo que não fosse, as probabilidades poderiam ser mínimas pelo fato de sempre; porque ele era "ele", era aquele ser com aquele conjunto de características complexamente distribuídas em vastos níveis de experiências grotescas.
  O que vinha na cabeça dele era; "Já passei mito tempo levando a vida a sério, evitando pisar na merda que tem na calçada da vida, se pisava, limpava o sapato. Faço o seguinte agora; vou andando, se pisar, então tá, deixa o sapato do jeito que tá, se não pisar, ótimo."
  E agora? o que ele tem que fazer? Se ela ler vai entender. Se ele ler não vai.

Eternos são os Céus,a Terra e o Amor

   Porque não são auto-existentes. Radicam em algo além deles mesmos. Assim como o universo, o Verso ( a existência) não nasce dele mesmo mas do Uno da essência. Assim também é o Homem, nele o ego não pode se perpetuar pelo Ego (existência) mas pelo Eu (essência).
   Assim faz o Homem imortal, como Deus fez e ensinou. A partir do momento em que se aprende a Amar então a Essência passa a ser vivente e vivida. Ao amar, o que é Essência se multiplica em mais de uma Essência, como se fossem gêmeas e passam a suprir a Existência. Assim Deus o fez quando enviou seu filho Jesus, assim também o fez Buda quando pregou o Amor... Amando, a Essência duplicada passa a fazer viver em dois Egos e faz de outra Essência um par para que então se possa criar uma Essência diferente.
   Toda forma de Amor é válida desde que sob vontade, o Amor Ágape, Eros, Fraterno, Materno...

 "Quando se aprende a Amar o mundo passa a ser seu."

Porém, como todas as coisas no Universo, o Amor tem seu lado oposto e este não é o ódio mas sim a paixão. Contudo, tudo é neutro e mesmo paixão pode ser revertida em Amor, como geralmente acontece quando o Ego suprime o Eu.

American Gods

   American Gods é um livro de ficção do autor e roteirista Neil Gaiman ( De Sandman, Neverwhere, Stardust....)
   O livro mistura o ambiente das mitologias nórdica e européia com o ambiente moderno dos Estados Unidos. O centro da novela é o personagem Shadow, que é um ex-presidiário que logo após sair da cadeia tem uma série de desventuras e termina por encontrar um homem que se auto denomina "Quinta-feira".
   A trama baseia-se na interessante ótica de que os deuses só existem porque os seres humanos acreditam neles. Os migrantes que foram para os EUA levaram com eles os gnomos, duendes, fadas, leprechauns e outros espíritos que tem perdido suas forças e vidas porque cada dia mais menos pessoas continuam a acreditar neles. Esses deuses e espíritos vivem entre nós, trabalham, comem, fazem sexo, e tudo o que um ser humano faz. O detalhe é que fazem porque querem pois não precisam de nada disso.
  Vários locais reais aparecem no livro como a House on the Rock e o maior carrossel do mundo.

Donnie Darko

Filme norte-americano de 2001 com Jake Gyllenhaal ( o mesmo de príncipe da pérsia e soldado anônimo). É ambientado numa atmosfera tensa no final da década de 80 em uma cidadezinha divida entre liberais e conservadores.
   Donnie Darko é um jovem considerado problemático na cidade e que tem traços de esquizofrenia, segundo sua psiquiatra. Em uma parte da da história um ser estranho vestido de coelho aparece para Donnie e o faz sair da cama. Fazendo isso, o coelho salva a vida de Donnie, pois uma turbina gigante cai exatamente em cima da cama dele. Depois disso, o coelho profetiza que o mundo irá acabar, mas especificamente aquele mundo, que Donnie interpretou sendo o dele.
   Agora Donnie se vê dividido entre a realidade e suas alucinações, e daí vem os questionamentos sobre a vida, e a morte. Cada um desses questionamentos tem um personagem secundário que lhe representa de forma bastante sutil. Para dar um gostinho mais real ao filme, o roteiro aborda temas da física teórica de Stephen Hawkins.

  Este foi um dos melhores filmes que vi. Para percebe-lo bem, antes de tudo, esvazie sua mente e leve em consideração que você não está só no universo.