segunda-feira, 28 de março de 2011

Fogo no rabo.


Literalidade em homenagem á Manu, amiga adicta em literalidades Belmontistas.

A Urgência, o Próximo e o Distante.

   Tenho estado bastante ocupado ultimamente. É a questão da ocupação mental, tenho precisado ocupar minha cabeça o máximo possível para não voltar a pensar em coisas outras que sei que vão acabar com algo em mim. Embora eu não esteja falando de drogas, isso que tento evitar também é bastante viciante.
   De tanto tentar ocupar a mente acabei me cansando. Simplesmente fiquei exausto como qualquer ser humano ficaria com 24 horas de trabalho mental sem intervalos. Foi bom e foi ruim. Bom porque percebi o caráter da urgência no mundo novo e ruim porque estou parecendo um morto vivo.
    Pois é, a urgência deixou de ser uma forma excepcional de tempo para ser a forma padrão dele. Isso me perturba. Me pergunto qual será a medida que substiruirá a urgência... essa velocidade de vida já causa dano o bastante em vários setores da vida. Nada mais é feito á longo prazo, nem mesmo os Estados agem dessa maneira, agora o agir é circunstancial.
   Conhecer um humano fica complicado. Tudo o que nos era p´roximo agora é distante e tudo o que nos era distante agora está próximo. Em teroria isso é bom, mas, no interior da questão é algo mais sério. Antes o que era próximo estava de veras próximo, tinha uma ligação íntima conosco e o que estava distante era distante mesmo, mas nada impedia de se ornar próximo. Agora a situação é diferente, o próximo íntimo está distante e o distante quase intocável está próximo. O problema é que este distante agora próximo não está intimamente ligado a nós porque o tempo que temos para conhecê-lo é pouco, consequentemente não temos intensidade de sentimentos, conhecemos apenas superficialmente. Na maioria das vezes, virtualmente.O próximo ficou distante e quase inatingível, principalmente agora que não temos mais tempo para buscá-lo mais profundamente.

domingo, 20 de março de 2011

2011 Inaugurado.

Meus caros ( e ainda poucos) leitores ( em menor número ainda...) 2011 foi inaugurado, com 3 meses de atraso mas foi. Coisa daqueles antigos problemas que você não sabem. Enfim, inspiração está me faltando e parece que não vai vir assim tão cedo, quem tiver algo que queira saber ou até postar aqui é só dizer. Se não quiser também pode dizer, assim todo mundo fala.

Linearidades.

   Achei (e sempre achei assim) que quando uma pessoa dizia "eu te amo" ela definitivamente não iria embora, não por vontade própria... Tenho 20 anos e vi que não é assim. Demorei para aprender que geralmente ( e põe geralmente nisso) quem (ou o que) mais amamos vai embora e em boa parte das vezes não volta.
  Confesso que sou cabeça-dura e que mesmo sabendo disso insisto em acreditar no contrário. Talvez seja porque a ficha não caiu ou porque esse seja eu, para ser mais específico, a minha parte problemática. É por isso que quando digo por mim "Eu Te Amo", é sinal de que não vou partir, a não ser que morra e mesmo assim ainda vai ser difícil de me tirar de perto da pessoa a quem disse isso.
   O que dá para tirar daqui é que Seres Humanos não são lineares. Os cães são, os gatos são. O Homem não. Gosto de não ser linear mas sem exageros, é uma das melhores formas de se estar ciente de que está vivo. Porém, como nada é uma verdade absoluta, tem coisas que devem ser lineares ( de um jeito que não sei explicar) como as amizades, como alguns conceitos bem básicos, como a lealdade, a fidelidade, enfim, coisas vitais.
   Manter a palavra é uma linearidade que deve ser seguida. É assim ou ter que ver pessoas decepcionadas e feridas e o que é pior, essas vão ser justamente as pessoas as quais você ama.
   Seguir uma só linha é muito bom, seguir várias é ótimo mas o melhor mesmo, o extraordinário é seguir suas linhas junto com as milhares de outras e ainda conseguir não machucar ninguém.