quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

   Pois bem, o raciocínio do Humano é pautado agora na materialidade. É uma inversão dos conceitos, aquele velho papo que todos falam por aí, de que o que é bom é ruim e o que é ruim é bom. É verdade, tudo está ficando exatamente assim, tanto culturalmente quanto espiritualmente.
   Isso é coisa de início de século, renovação de milênio. Parece um fator histórico, por mais que digam que a história nunca se repete. Os fatos podem não se repetir, não em concretude, mas em abstração se repetem, e com certa frequência exata.
   A moda agora é achar que tudo que vem fácil não tem valor. É verdade que tudo que vem fácil vai fácil, mas ir fácil não quer dizer que tenha valor baixo. Não faz sentido. Mas e daí? o Humano é masoquista por natureza e isso, nem com o passar dos milênios e séculos mudou. Pelo contrário, apesar de toda a filosofia religiosa medieval de auto-punições, de indulgências e coisas mais ter acabado, o Humano arrumou um jeito mais eficaz de se martirizar; Iludindo-se.
   Humanos se iludem facilmente com qualquer coisa. Basta aquilo brilhar nos seus olhos que já o faz delirar de amores. Amores esses geralmente falsos. No final, esses amores são veneno. Podem ser mais denominados como paixão. Paixão e Amor podem até parecer, mas não há como confundi-los quando sabe-se bem o que está sentindo.
   Isso não ocorre somente nos relacionamentos de Humanos com Humanos, mas até em relação às coisas os seres humanos gostam de sofrer. Preferem tudo aqui que for mais inútil, mais vago e passageiro. Olham apenas a beleza por mais que esta se destrua com o tempo e os maus tratos, que é o que mais faz o que é belo deixar de ser belo.
   O pior disso tudo é que o Humano tem consciência de sua doença e mesmo assim continua fazendo, pois acha prazeroso ferir e ser ferido sadicamente em suas emoções e em seu corpo. O que se pode fazer para parar com isso? Nada. A Humanidade é assim e assim sempre será até o seu fim. Quem quiser mudar isto não vai conseguir, é do instinto. Então, danem-se.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A carga da Alma.

   Desde os tempos iniciais da Humanidade até hoje, o maior vício do homem é o sucesso. O homem comum vive de procurar sucesso, como se fosse um caçador disso. Além disso, busca enfiar, goela a baixo, de todos os outros homens, o seu conceito de sucesso no mundo objetivo. É para isso que estudamos é para isso que perdemos horas e horas de nossas vidas procurando conhecimentos que seriam, serão ou são inúteis para o que viemos fazer ou para o que desejamos fazer. Não que conhecimento seja inútil, pois não é. Seja ele qual for.
   Excesso de busca de conhecimento e sucesso obscurece a realização da evolução subjetiva, que é o cabo mestre da caminhada na busca do conhecimento ou do tão falado sucesso. Saber manusear o conhecimento não é questão de mais volume de conhecimento e sim de mais volume de inteligência e sabedoria. Alguns homens discordam disso porque já se veem completos e poderosos demais. Esta auto-realização na lhes valerá de nada até o dia em que tiverem diante dos seus olhos, o anjo da morte a lhes chamar, aí então verão que têm tudo mas nada tem e nada levarão. Verão que só levaram o que lhe for pertencente à alma.
   O que pertence a alma é apenas o que se agrega a ela no sucesso subjetivo e no que se faz com o que se conseguiu no sucesso objetivo. Iluminar a alma ou escurecê-la. É tudo o que pode-se fazer e toda a caraga que se pode levar enquanto se está morto. Cada carga com sua consequência.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sonata Arctica - Fullmoon

Até quem não curte um Metalzinho gosta dessa música, pelo menos dessa daí... É aquela história, quem gosta gosta, quem não gosta curte.

Ganhar pela auto-suficiência.

   Ganhar não só no sentido de vencer, por qualquer que seja o motivo. Monetário, emocional, acadêmico. Ganhar nem sempre é algo bom. Lembre-se que por vezes ganhamos tristeza. O que importa na situação, além da experiência adquirida (boa ou má, útil ou não) é a questão da auto-suficiência.
   Entende-se que quem pouco fala encontra atitude certa e não se desespera quando o mundo cai porque sabe que o mundo não cairá por cima deles. A chuva não dura a vida toda. Tudo é inconstante inclusive o Homem e sua vida. Por isto, o que importa é a atitude interna, "adaptar-se em silêncio" a tudo o que vai acontecer ou que aconteceu, enfim.
   Tendemos a nos identificar pelo agir. Portanto, quem age segundo o Uno, tende a se identificar com o Uno e com ele ser um. Quem age segundo seu ego e o verso, tende a se identificar com o verso e por isso, com a inconstância e com o finito. É como o princípio de dar para receber. Dando-se sintonia com o infinito recebe-se do infinito sua sintonia. Tanta confiança recebe cada um, quanta confiança ele der.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Eu sempre estou olhando primeiro!


O ciclo estranho da vida e os movimentos aleatórios dos encontros não desejados.

   O mundo é uma tremenda conspiração. Fatos ocorrem e você nem se dá ao trabalho de observar a consequencia que eles trarão. Pensa exatamente a mesma coisa sempre que eles ocorrem. Um erro brutal. Todos eles trazem consequencias e todas as consequencias que eles trazem tendem a fazer com que sua vida mude de uma forma interessante.
   Esses fatos buscam apenas aquele velho equilíbrio universal. Por causa desse equilíbrio, um montante singelo de coisas se invertem e outras somem, o que faz com que outras apareçam. "E criando ele destrói e destruindo ele cria." Bizarro e belo. Coisa estranha é passar anos e anos dando o melhor para uma pessoa e o pior a outra e no fim das contas, tudo isso se inverter de um modo tão complexo quanto a própria origem dos fatos anteriores.
   Creio que um dia tudo isso venha a se encaixar perfeitamente. Acho que se algo acontece e não tem solução, nem reversão e nem forma de evitar, então este algo era necessário. E problema reside justamente na necessidade dos fatos. São transitáveis e suas necessidades e importâncias são bastante modeláveis, o que faz com que tenham uma liquidez aborrecedora.
   Coisas vem e vão junto com pessoas. Ou nos acostumamos ou nos revoltamos.
   Particularmente escolhi me revoltar (percebe-se) e essa revolta me traz muitas respostas que a passividade e a paciência de algumas pessoas jamais me trariam. elas terão as respostas delas, só que, evidentemente, apenas as que passarem diante dos seus olhos. Gosto de viajar, sempre gostei. Tenho certeza que em uma dessas viagens vou encontrar mais respostas do que quero.
   O ponto ruim de não ficar parado é que sempre encontramos quem nem queremos encontrar. O ponto bom é que isso muda. Um dia encontramos alguém para amar com tudo o que o coração pode dar disso e odiamos outra pessoa do mesmo jeito. No outro dia, odiamos que amávamos tão profundamente quanto o diabo odeia os Homens e amamos aqueles que antes odiávamos. Casos raros, mas possíveis, por isso, só sento nessa cadeira aí, quando for extremamente necessário. Agora é...

Neutralidade é uma técnica eficaz e auto-destrutiva.( Recado dado)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Do visível ao invisível.

 O excesso de luz cega a vista.
  O excesso de som ensurdece o ouvido.
  Condimentos em demasia estragam o gosto.
  O ímpeto das paixões perturba o coração.
  A cobiça do impossível destrói a ética.
  Por isto, o sábio em sua alma
  Determina a medida para cada coisa.

  Todas as coisas visíveis lhe são apenas
  Setas que apontam para o invisível.

Lao-Tsé

 


 O ponto é que o verdadeiro sábio percebe que todas as coisas físicas, terrestres, empírico-mentais não são os objetivos mas os meios para a chegada no ponto objetivado. O Fim superior.
   " O profano conhece apenas os meios e ignora os fins, o místico só conhece os fins e despreza os meios mas o Homem Cósmico alcança os fins através dos meios e este é o Homem integral, o Homem que vive em sintonia com o Uno e o Verso.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Aleatoriedades.

Não tenho mais tempo para nada. Se já não havia antes, agora então nem se fala. Ando cansado e sem esperanças. Talvez o fato de não ter esperança seja melhor, afinal, esse é um dos piores males. Não tenho amores sólidos, não tenho perspectiva disso, não tenho vontade nem de sair de casa, não tenho dinheiro para sair de casa e não tenho motivos ótimos para isso. Decidi fazer o que tenho de fazer se e somente se houver um ótimo motivo para fazê-lo.

Não tenho nada, mas o que tenho acho que é suficiente. O fato de não ter pode também ser visto como o fato de ter, afinal ], as duas coisas são muito semelhantes quando se trata de uma concepção mais metafísica do que se tem ás mãos no momento. Agora eu não tenho nada as mãos, a não ser a vontade de ser mais egoísta ainda, isso protege a gente de qualquer coisa ruim. Infelizmente protege das coisas boas também, mas tudo tem um preço a se pagar, principalmente quando se trata da nossa sociedade consumista, imediatista, promíscua, mercantilista, insensível e superficial.

Não quero mais viver dessa ditadura de felicidade onde só serei feliz se tiver mil mulheres e um carro importado. nunca vi sentido nisso porque para mim basta uma mulher pra vida toda, um violão, um caderno e uma caneta. Um vinho também cairia bem. Decidi escapar dessa atrocidade com o futuro e desaparecer da vista de todos. Não por timidez, vergonha, não, nada do tipo. Seria por ódio, iria me restabelecer para depois voltar, ficar em paz. Preciso voltar a meditar, preciso para de acumular informações e passar a produzi-las novamente. Não tenho tempo pra isso. Acabarei virando um cachorro pavloviano.

Sabe. concordo plenamente com Vanessa Ísis, pratico algumas ideias dela. Adotei uma (reformulada) do meu mundo único. Fazia tempo que não visitava meu próprio mundo, então, essa é a chance de fazê-lo, afinal , ele está um caos porque não tem governante. O governante se foi e demorou anos para voltar.

Ando no modo automático, por tanto se alguém falar comigo e eu não responder, não se preocupe, estou na carcaça robô.

Deu para perceber que pretendo sumir, usar as técnicas do Belchior... "Misantropiar"  um pouco e depois fingir que nunca fui. Manterei contato com 3 pessoas que não sabem disso, e vou me divertir com isso. É maquiavélico mas é necessário.

Enfim, fim.

Au Revoir!

Rammstein - Amour



Die Liebe ist ein wildes Tier
Sie atmet dich, sie sucht nach dir
Nistet auf gebrochenem Herz
Und geht auf Jagd bei Kuss und Kerzen
Saugt sich fest an deinen Lippen
Gräbt sich dinge durch die Rippen
Lässt sich fallen, weiss wie Schnee
Erst wird es Heiss, dann Kalt, am Ende tut es weh


Amour Amour
Alle wollen nur
Dich zähmen
Amour Amour
Am Ende
Gefangen zwischen deinen Zähnen


Die Liebe ist ein wildes Tier
Sie beißt und kratzt und tritt nach mir
Hält mich mit tausend Armen fest
Zerrt mich in ihr Liebesnest

Frisst mich auf mit Haut und Haaren
Und wirbt mich wieder aus nach Tag und Jahr
Lässt sich fallen, weich wie Schnee
Erst wird es Heiss, dann Kalt, am Ende tut es weh

Amour Amour
Alle wollen nur
Dich zähmen
Amour Amour
Am Ende
Gefangen zwischen deinen Zähnen

Amour Amour
Alle wollen nur
Dich zähmen
Amour Amour
Am Ende
Gefangen zwischen deinen Zähnen

Die Liebe ist ein wildes Tier
Sie atmet dich, sie sucht nach dir
Nistet auf gebrochenem Herz
Und geht auf Jagd bei Kuss und Kerzen
Frisst mich auf mit Haut und Haaren
Und wirbt mich wieder aus nach Tag und Jahr
Lässt sich fallen, weiss wie Schnee
Erst wird es Heiss, dann Kalt, am Ende tut es weh

Amour Amour
Alle wollen nur
Dich zähmen
Amour Amour
Am Ende
Gefangen zwischen deinen Zähnen

Die Liebe ist ein wildes Tier
In die Falle gehst du ihr
In die Augen starrt sie dir
Verzaubert wenn ihr Blick dich trifft

Die Liebe
Die Liebe ist ein wildes Tier
In die Falle gehst du ihr
In die Augen starrt sie dir
Verzaubert wenn ihr Blick dich trifft

Bitte Bitte, geb' mir Gift
Bitte Bitte, geb' mir Gift
Bitte Bitte, geb' mir Gift
Bitte Bitte, geb' mir Gift


Tradução:



O amor é um animal selvagem
Ele te respira ele te procura
Ele se aninha sob corações partidos
E vai à caça quando há beijos e velas
Ele chupa com força nos seu lábios
E cava túneis entre suas costelas
Ele cai suavemente como neve
Primeiro ele fica quente então frio por fim ele machuca


Amor Amor
Todos só querem
te domar
Amor Amor
no final
Pego entre seus dentes


O amor é um animal selvagem
Ele morde e arranha e caminha em minha direção
Ele me segura com força com mil braços
E me arrasta para dentro de seu ninho de amor


Ele me devora completamente
E tenta me regurgitar depois de muitos anos
Ele cai suavemente como neve
Primeiro ele fica quente então frio por fim ele machuca


Amor Amor
Todos só querem
te domar
Amor Amor
no final
Pego entre seus dentes

Amor Amor
Todos só querem
te domar
Amor Amor
no final
Pego entre seus dentes


O amor é um animal selvagem
Ele te respira ele te procura
Ele se aninha sob corações partidos
E vai à caça quando há beijos e velas
Ele me devora completamente
E tenta me regurgitar depois de muitos anos
Ele cai suavemente como neve
Primeiro ele fica quente então frio por fim ele


Amor Amor
Todos só querem
te domar
Amor Amor
no final
Pego entre seus dentes


O amor é um animal selvagem
Você cai na armadilha dele
Ele te encara nos seus olhos
Fascinado quando a contemplação dele o atinge


O amor
O amor é um animal selvagem
Você cai na armadilha dele
Ele te encara nos seus olhos
Fascinado quando a contemplação dele o atinge


Por favor por favor me dê veneno
Por favor por favor me dê veneno
Por favor por favor me dê veneno
Por favor por favor me dê veneno

quinta-feira, 28 de julho de 2011

ANONYMOUS e O PLANO

Anonymous and The Plan
Para entender para que O Plano serve, o melhor é primeiro familiarizar-se com Anonymous. A questão não é quem é anônimo, pois somos todos irmãos e irmãs de uma única idéia. A questão é o que é Anonymous. É um coletivo de pessoas em todo o mundo que, apesar de suas diferenças de opinião comum e crenças, estão unidos sob um desejo comum de verdadeira liberdade e um mundo livre de opressão.
Enquanto alguns podem pensar que ser Anonymous requer esconder sua identidade, isso simplesmente não é o caso. Identidade não interessa a um membro do Anonymous. Enquanto alguns que praticam atos ativista online (hacktivismo), certamente o desejo de manter seu segredo a verdadeira identidade para fins de segurança, outros que você encontrará nesta comunidade entenderam que quem elas são não importa tanto quanto o que eles representam. No Anonymous não existem líderes, nem figura-cabeças, nem porta-vozes designados... como cada um de nós são todas estas coisas no nosso próprio direito. Temos tomado a iniciativa de subir para a ocasião e se mantenham firmes contra as forças opressoras e destrutivas que têm assolado o nosso mundo e estuprado nosso modo de vida.
Nesta comunidade você pode testemunhar discordâncias de alguns, talvez o argumento ocasional, afinal somos apenas humanos. Mas uma coisa você vai notar como um objetivo comum e compartilhado: liberdade e um desejo de mudança. Neste praticamos os caminhos de uma colméia-mente. Cada um de nós contribuindo com idéias e informações e as massas de agir sobre ele, tudo em forma simultânea. Como a comunidade cresce, faz assim nossa capacidade de atingir os outros e uma coisa é certa, Anonymous não pode ser interrompido. Somos todos individuos e estamos aqui por direito próprio, a idéia de Anônimo é imparável.
Mais uma vez, Anonymous não é um grupo ou entidade. Não é você, nem a mim ou a qualquer indivíduo. Anonymous é uma idéia. Aqueles que se identificam com o Anonymous compartilha a idéia comum de liberdade e um mundo livre de opressão. Qualquer coisa que se interpõe entre as pessoas e estas liberdades torna-se um alvo a um escrutínio severo e protesto.
Muitos equívocos sobre Anonymous foram alimentados a você pela grande mídia e os governos de todo o mundo. Tenha a certeza, estamos aqui para ajudar. Estamos aqui para levantar-se contra aqueles que violam os seus direitos como humano vivo e pulsante. Liberdade de pensamento, fala, expressão, crenças ... liberdade de escolher como você deseja viver a sua vida.
Anonymous não é um grupo de hackers muito como você tem sido levados a acreditar. Apesar de um coletivo que se associam -se como Anonymous são na verdade hackerativistas, muitos de nós somos simples cidadãos deste mundo que vai levar para as ruas os métodos tradicionais de ativismo. No entanto, o jogo mudou. Opressão e tirania tornaram-se muito comum neste mundo e temos aumentado para atender as ocasião. Anonymous está em toda parte. Nós somos o seu vizinhos, colegas amigos, parentes. Nós somos o seu carteiros, barbeiros, balconistas e advogados. Em um mundo onde a corrupção esconde seu rosto em cada esquina, Anonymous está lá para enfrentá-lo com força.


Postagem Orginal: Fruto do Sistema.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

On The Road

   Livro de Jack Kerouac, principal expoente ( e há quem diga que foi o criador) da Geração Beat estadunidense. Aqui no Brasil um dos maiores foi Chico Science...Foi lançado pela primeira vez em 1957.  Esse movimento influenciou a juventude da década de 60, fazendo o pessoal se mandar pra viajar. Essa é uma das grandes magias desse livro, no decorrer da leitura, além do leitor conseguir se envolver totalmente com o texto e o ambiente, acontece algo sobrenatural que faz com que você tenha o desejo súbito e incontrolável de querer viajar.


   Foi responsável por umas das maiores revoluções do século 20. Mostrava o lado divertido do american way of life através da viagem de Salvatore (Sal) Paradise (com o qual me identifiquei) e Dean Moriarty de costa à costa dos Estados Unidos. Dizem que o personagem principal, Sal, é o próprio Jack K. Além dele, outros personagens que aparecem no livro também são inspirados em pessoas reais, que por sinal são famosas e amigas do autor como o William Burroughs, que seria o personagem Old Bull Lee e o Allen Ginsberg, que seria o personagem Carlo Marx.

  O livro foi tão impactante que também influenciou a música pop, o rock, os hippies e até o movimento Punk.

   Considero este um dos melhores livros que já li, provávelmente por trazer uma sensação de liberdade mesmo que você esteja trancado num quarto, além disso, pra quem tem problemas com a linguagem dos livros, esse é bem simples, é como se fosse um diálogo informal sobre os acontecimentos.


   Depois de ler, pessoal, é só preparar a mochila e meter o pé na estrada!

Rammstein - Rosenrot



Hoje começo a postar músicas aqui. Quase todas terão sentido pra mim e talvez não para vocês, mas quem lê o blog, principalmente a parte dos espasmos e pensares e um pouco dos contos, vai entender algo.
Começo com esta daí, que durante 7 meses foi minha música favorita.


Letra:


Rosenrot

Sah ein Mädchen ein Röslein stehen,
Blühte dort in lichten Höhen,
So Sprach sie ihren Liebsten an,
Ob er es ihr steigen kann,

Sie will es und so ist es fein,
So war es und so wird es immer sein,
Sie will es und so ist es Brauch,
Was sie will bekommt sie auch,

Tiefe Brunnen muß man graben,
Wenn man klares Wasser will,
Rosenrot oh Rosenrot,
Tiefe Wasser sind nicht still,

Der Jüngling steigt den Berg mit Qual,
Die Aussicht ist ihm sehr egal,
Hat das Röslein nur im Sinn,
Bringt es seiner Liebsten hin,

Sie will es und so ist es fein,
So war es und so wird es immer sein,
Sie will es und so ist es Brauch,
Was sie will bekommt sie auch,

Tiefe Brunnen muß man graben,
Wenn man klares Wasser will,
Rosenrot oh Rosenrot,
Tiefe Wasser sind nicht still,

Tiefe Brunnen muß man graben,
Wenn man klares Wasser will,
Rosenrot oh Rosenrot,
Tiefe Wasser sind nicht still,

An seinen Stiefeln bricht ein Stein,
Will nicht mehr am Felsen sein,
Und ein Schrei tut jedem kund,
Beide fallen in den Grund,

Sie will es und so ist es fein,
So war es und so wird es immer sein,
Sie will es und so ist es Brauch,
Was sie will bekommt sie auch,

Tiefe Brunnen muß man graben,
Wenn man klares Wasser will,
Rosenrot oh Rosenrot,
Tiefe Wasser sind nicht still,





Tradução:


Rosa Vermelha


Uma garota viu uma pequena rosa
Ela floresceu lá no cume brilhante
Ela perguntou ao seu amor
Se ele poderia trazê-la para ela

Ela a quer e tudo bem
Assim foi e assim sempre será
Ela a quer e esse é o hábito
Tudo que ela quer ela consegue

Poços profundos precisam ser cavados
Se você quiser água limpa
rosa vermelha, oh rosa vermelha
Águas profundas não são calmas

O menino sobe a montanha com sofrimento
Ele não liga para a vista
Apenas a pequena rosa está em sua mente
Ele a traz para seu amor

Ela a quer e tudo bem
Assim foi e assim sempre será
Ela a quer e esse é o hábito
Tudo que ela quer ela consegue

Poços profundos precisam ser cavados
Se você quiser água limpa
rosa vermelha, oh rosa vermelha
Águas profundas não são calmas

Em suas botas, uma pedra quebra
Não quer mais estar no penhasco
E um grito deixa que todos saibam
Ambos estão caindo em direção ao chão

Ela a quer e tudo bem
Assim foi e assim sempre será
Ela a quer e esse é o hábito
Tudo que ela quer ela consegue

Poços profundos precisam ser cavados
Se você quiser água limpa
rosa vermelha, oh rosa vermelha
Águas profundas não são calmas

domingo, 17 de julho de 2011

Doces sonhos.

   No mundo há alguns tipos de pessoas, e para cada uma delas há um sonho contrário. Há alguns sonhos que te usam e outros que ser usados por você. Imaginei toda espécie de sonhos e imaginei uma horda de loucos e loucuras vindo em direção a minha cabeça. O primeiro instinto é o de por a mão sobre a cabeça e tentar protege-la.

   Alguns deles te usam. Pessoa podem ser sonhos e sonhos podem ser pessoas. É a lobotomia autoimposta, é a defesa contra a sociedade opressiva e ditatorial, é a arma contra a ditadura da felicidade e a falta de liberdade de inexpressão. Sonhos que te usam podem ser bons, podem ser aqueles que te põe de pé quando você está com vários cortes pela carne e está quase sem sangue.

   Alguns deles te usam... Mas aí os que usam podem se sentir super poderosos, podem querer te puxar pra o surreal e quebrar cada osso e ideia de sua cabeça e além disso, te fazer perder a materialidade sã dos passos no chão e da chuva no rosto, dos cabelos molhados e das músicas instigantes, essas coisas que só lembramos que existem porque elas sumiram e deixaram o fundo do nosso peito ressacado, parecendo uma folha morta e seca. Pessoas que são sonhos podem ser tudo de mais estranho. Podem ser tão perfeitamente malignas que usando-nos, fazem parecer que nós as usamos. As vezes eles se traduzem na forma do perfeito amor. Depois de tudo nos perdoam de algo que fizemos porque tínhamos que fazer ou porque éramos fracos demais para aguentar fazer tudo certo. São esses sonhos que nos fazem esquecer que somos humanos e cheios de mazelas incuráveis. É como ; " A culpa é minha e eu jogo em quem eu quiser" e é essa culpa que cai em nós e somos convencidos com tanta profundidade que pensamos que esta culpa é nossa e mais de ninguém.

Certas coisas acontecem e certas pessoa aparecem do nada. Não por coincidência, afinal tudo isso faz sentido. É como se fosse um sonho, ma não, é como se a semelhança fosse um sonho, mas não é, é como se a reviravolta fosse premeditada, e é.  Por nos mesmos, ma especificamente por nós que usamos os sonhos que nos usam.

Imagine um novelo de lã, depois imagine um gato enlinhando todo o novelo com outro novelo da mesma cor, e imagine agora vários gatos enlinhando os novelos e os espalhando por todo o chão junto com pedaços de novelo da mesma cor dos outros dois novelos. Pois bem, isso é a mente de qualquer ser humano e os gatos são os sonhos, as pessoas sonhos, as pessoas pessoas, os sonhos sonhos e os sonhos pessoas junto com você mesma e um universo inteiro de linhas de vidas.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Recantos escuros.


    Enquanto a capa da noite ia caindo, naquela velha brisa da madrugada. Gelada porém reenergizante. Sempre tive mais disposição na escuridão, a luz do sol me incomoda, acho que por mostrar minha face para mim mesmo. Enquanto corujas cantavam perto da janela e as almas estavam em pleno repouso, me peguei pensando nela. Pensei um belo "Puta merda...". Mas só pensei, e vi que agora eu estava desaprendendo a falar também. Desaprendia a falar, desaprendi a viver em grupos, desaprendi a soltar o que há dentro de mim, desaprendi a confiar e a ser solto por mim mesmo.


    Era madrugada e eu desci as escadas do prédio, o vento frio batia junto com gotas finas de chuva, era o clima perfeito para ter uma poética morte. Eu não pensava em morrer, apenas escrevia sobre isso. A tal da Morte... Quem sabe pode falar, perder alguém assim não é fácil, mas também há perdas bem semelhantes a ela. Subi as escadas escuras, ótima sensação. Cheguei em casa e pus minhas coisas na bancada do meu quarto. Evitei ligar a luz, a sensação estava ótima, uma mistura de invisibilidade, disposição total e poder. Infelizmente duraria pouco. Tomei um banho muito, muito gelado e percebi que meu corpo é estranhamente mais quente do que eu imaginei. Até onde eu sabia eu não era lobisomem e não pretendia ser, esses seres já estão com a reputação muito ruim...

    Continuei vagando pela casa no escuro, esperando que a fonte do "Puta merda..." tivesse ido embora, mas não foi. Andar por ali era o mesmo que pedir para lembrar da existência, da condição e da minha ligação. Pensei que saberia passar por isso, afinal, já passei e já fiz passar por isso algumas outras vezes.  Aquela maldita intuição; o aviso de que tudo no próximo raiar do sol será uma tremenda e inevitável catástrofe.
Depois de muito caminhar pelos corredores da casa como uma alma perdida ( coisa que me fez rir, pois de fato me sentia assim.)  decidi deitar minha atribulada cabeça num travesseiro e fechar os olhos. A escuridão era tanta que não fazia diferença entre olhos fechados ou olhos abertos.

    Assim que fechei meus olhos, vi todos aqueles seres. Um sentado na cadeira da bancada, um sentado aos pés da cama e outro em pé, em frente ao guarda roupa. Olhei todos eles atentamente, falei educadamente com cada um e tornei a deitar, mas não dormi, conversei com cada um. Eram simpáticos, principalmente o que estava em pé em frente ao guarda-roupa. Este eu reconheci de algum modo. Era aquela que toda noite vinha e me deixava sem palavras e com as mãos dela ao redor do meu pescoço, eu fechava os olhos e dormia tranquilamente. Ela era meu pensamento nela mesma. Queria que ela não morresse antes de mim. Eu sabia quem ela era, sabia que ela existia e aquele toque dela me parecia muito distante mas aquele Amor eu não podia perder.

    O que estava aos pés da minha cama não era de falar, exatamente como eu, porque ele era eu. Conversamos metalinguisticamente enquanto tomávamos apenas um copo de guaraná. Depois ele sumiu bem em frente aos meus olhos como fumaça em um tornado. Aquele era eu. Eu e meu passado que sumiu e o que sumi. Ainda era bom nisso Sumo com facilidade e apareço quando quero. Péssimo para relacionamentos e ótimo para isolamentos. Já está provado, mas sou teimoso. Coloquei os copos em cima da bancada e acidentalmente derrubei um no chão. Esperei para ver se alguma alma da minha casa apareceria para ver o que houve. Felizmente só pude ouvir meu pensamento.

    Me abaixei e peguei os cacos e como num filme clássico me cortei e coloquei o dedo ensanguentado na boca. O ser da cadeira veio até mim, puxou minha mão e mostrou-me o sangue que caia daquele corte pequeno. Olhei fixamente as gotas e vi para os o "quês e quens" aquelas gotas tinham sido dedicadas. Poucas delas foram para mim mesmo, a maioria delas era pra quem não estava mais lá e para o que não existe. Felizmente o que havia de guerra nelas tinha sido recompensado com muita paz e lealdade. Olhei fixamente nos olhos dele e ele, para variar, também era eu. Era o eu conspirador e leal a quem fosse a ele. Ele, ou eu, não sei mais, me sorriu, me deu um abraço e mostrou-me que eu tinha faltado com lealdade a mim mesmo.

    Depois de ter me mostrado o que eu vinha fazendo, me olhou nos olhos de modo que eu não me aguentei e ri, mas ri de medo, de nervosismo, vi que teria que me tornar uma pedra de gelo novamente. Odiava essa ideia, era difícil e inútil mas agora tinha tornado-se necessária, diria que até seria questão de vida ou morte.

    Depois que entendi tudo, os três me mostraram as rosas vermelhas (Como se eu não as conhecesse). Me mostraram uma em particular, uma que eu sabia que não era para mim as cores das pétalas mas a semelhança comigo era ridiculamente grande. Deitei no chão do quarto, cruzei os braços atrás da cabeça e deixei uma única porém enorme lágrima cair. Me mostraram uma outra rosa, essa era praticamente invisível mas era belíssima de observar. E a outra rosa, a mais cruel e com mais espinhos. Para mim era belíssima, lembrei-me de quando a colhi, de quando ela quis sair de perto de mim e depois foi para outro vaso.

    Fiquei com a rosa igual a mim na cabeça e não fazia ideia do porque. Só sabia que tínhamos alguma ligação mas eu não sabia qual. Não queria amá-la pois ela não permitiria e eu também não. Assim os espinhos iriam entrar profundamente em minhas mãos e eu acabaria por fazê-la murchar.
Enfim fechei os olhos. Um segundo depois eu os abri e já era tarde, muito tarde. O sol batia no meu rosto e me incomodava. Apenas sentei ao pé da cama, tomei um copo d`água, levantei-me, me estiquei em frente a porta do guarda-roupa e sentei na cadeira da bancada e pensei.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

The hope, the starts, the broken hearts. Is real the pain you feel?

   O dia todo passou num piscar de olhos. Parecia que toda aquela tensão e aquela guerra interior da permissão e da negação parecia ter dado trégua. Mas achava ainda que o destino conspira com planos milimétricos contra a vontade dele. Aquelas velha energias e o álcool, o maldito álcool. Álcool dever ser uma espécie de magia negra na qual  temos que reunir os elementos necessários para que a euforia dure pelo menos uma hora. No caso, faltou o elemento "esquecimento" que ele não relacionou com o fator "passado". 
  A noite e a madrugada foram uma gama surrealista de loucura e dança. A tal da dignidade zero, no bom sentido, claro. Toda aquela noite deu-lhe algo que ele não tinha, mesmo assim, não tinha uso. Imagine, então, que toda a batalha de permissões e negações voltam quando justamente não se tem noção do que se passa ao redor. Então toda a dormência passar a ser uma epifania gloriosa de som, imagens, flashes, vodkas, gins e uma pessoa em especial, uma rosa vermelha.
   Talvez a crença de que nada fosse por acaso o tivesse abalado. Toda aquela forma de encontro súbito, a distância, as semelhanças. Semelhanças até demais. Conversas fluem e coisas que não deveriam ser lembradas voltaram na cabeça dele, toda aquela sensação de ser um bastardo inglório no sentido péssimo e não cinematográfico estava o deixando deprimido novamente, e por tabela vinha a hipergrafia tomar conta dele. Tudo o que podia ser feito era falar a verdade, a tão pregada Verdade e sinceridade.
   A verdade é que ele sabia o que ia acontecer mas negou a si mesmo o direito de saber a verdade. Sempre acontecia isso; ele dizia que ia acontecer e isso acontecia. É um perigo. A vantagem era que ele não estava só, havia mais dois. Só estavam em corpo, mas mesmo assim estavam.
  A pergunta era; "permito-me ou não permito-me?" permitir faria com que nada fosse barreira, nem distância, nem semelhança, nem cobrança, nem absolutamente nada, muito menos passado, dele ou dela. O dilema continua agora e vai continuar até um longo período.
   Então ela se despediu e ele deu o seu tchau saudoso de toda noite. Sabe-se lá quando a veria novamente e se a veria pessoalmente. No fundo ele sabe que sim mas ainda há o receio de não querer conhecer 100% por causa do risco de mesmo tentando não se apaixonar ele acabar por fazer isso, justamente o que não quer, não por vontade própria mas dominado pelo medo disso.
  Algo mais o incomodava e tudo o que tinha nas mãos era o velho celular. Sem hesitar mandou tudo o que tinha dentro do peito. Tudo não, tudo seria exagero. Mandou o que se permitia mandar por mais que não se permitisse. Isso é um verdadeiro paradoxo. Ele e ela, havia algo mais paradoxal? Ele achava que era impossível e mesmo que não fosse, as probabilidades poderiam ser mínimas pelo fato de sempre; porque ele era "ele", era aquele ser com aquele conjunto de características complexamente distribuídas em vastos níveis de experiências grotescas.
  O que vinha na cabeça dele era; "Já passei mito tempo levando a vida a sério, evitando pisar na merda que tem na calçada da vida, se pisava, limpava o sapato. Faço o seguinte agora; vou andando, se pisar, então tá, deixa o sapato do jeito que tá, se não pisar, ótimo."
  E agora? o que ele tem que fazer? Se ela ler vai entender. Se ele ler não vai.

Eternos são os Céus,a Terra e o Amor

   Porque não são auto-existentes. Radicam em algo além deles mesmos. Assim como o universo, o Verso ( a existência) não nasce dele mesmo mas do Uno da essência. Assim também é o Homem, nele o ego não pode se perpetuar pelo Ego (existência) mas pelo Eu (essência).
   Assim faz o Homem imortal, como Deus fez e ensinou. A partir do momento em que se aprende a Amar então a Essência passa a ser vivente e vivida. Ao amar, o que é Essência se multiplica em mais de uma Essência, como se fossem gêmeas e passam a suprir a Existência. Assim Deus o fez quando enviou seu filho Jesus, assim também o fez Buda quando pregou o Amor... Amando, a Essência duplicada passa a fazer viver em dois Egos e faz de outra Essência um par para que então se possa criar uma Essência diferente.
   Toda forma de Amor é válida desde que sob vontade, o Amor Ágape, Eros, Fraterno, Materno...

 "Quando se aprende a Amar o mundo passa a ser seu."

Porém, como todas as coisas no Universo, o Amor tem seu lado oposto e este não é o ódio mas sim a paixão. Contudo, tudo é neutro e mesmo paixão pode ser revertida em Amor, como geralmente acontece quando o Ego suprime o Eu.

American Gods

   American Gods é um livro de ficção do autor e roteirista Neil Gaiman ( De Sandman, Neverwhere, Stardust....)
   O livro mistura o ambiente das mitologias nórdica e européia com o ambiente moderno dos Estados Unidos. O centro da novela é o personagem Shadow, que é um ex-presidiário que logo após sair da cadeia tem uma série de desventuras e termina por encontrar um homem que se auto denomina "Quinta-feira".
   A trama baseia-se na interessante ótica de que os deuses só existem porque os seres humanos acreditam neles. Os migrantes que foram para os EUA levaram com eles os gnomos, duendes, fadas, leprechauns e outros espíritos que tem perdido suas forças e vidas porque cada dia mais menos pessoas continuam a acreditar neles. Esses deuses e espíritos vivem entre nós, trabalham, comem, fazem sexo, e tudo o que um ser humano faz. O detalhe é que fazem porque querem pois não precisam de nada disso.
  Vários locais reais aparecem no livro como a House on the Rock e o maior carrossel do mundo.

Donnie Darko

Filme norte-americano de 2001 com Jake Gyllenhaal ( o mesmo de príncipe da pérsia e soldado anônimo). É ambientado numa atmosfera tensa no final da década de 80 em uma cidadezinha divida entre liberais e conservadores.
   Donnie Darko é um jovem considerado problemático na cidade e que tem traços de esquizofrenia, segundo sua psiquiatra. Em uma parte da da história um ser estranho vestido de coelho aparece para Donnie e o faz sair da cama. Fazendo isso, o coelho salva a vida de Donnie, pois uma turbina gigante cai exatamente em cima da cama dele. Depois disso, o coelho profetiza que o mundo irá acabar, mas especificamente aquele mundo, que Donnie interpretou sendo o dele.
   Agora Donnie se vê dividido entre a realidade e suas alucinações, e daí vem os questionamentos sobre a vida, e a morte. Cada um desses questionamentos tem um personagem secundário que lhe representa de forma bastante sutil. Para dar um gostinho mais real ao filme, o roteiro aborda temas da física teórica de Stephen Hawkins.

  Este foi um dos melhores filmes que vi. Para percebe-lo bem, antes de tudo, esvazie sua mente e leve em consideração que você não está só no universo.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Anonymous.







O vídeo é auto-explicativo.

O site oficial dos caras está na descrição do vídeo, é o primeiro link. Quem quiser ajudar de alguma maneira, cadastre-se e veja o que pode ser feito. Já estou lá. Lá dentro, saibam qual o plano, a lógica e tudo mais. Só entende quem quer revolucionar.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Colapsos vermelhos.

   Era aquela velha história, é o caso que todos temos daquele conflito mental. Ocorria na cabeça daquele rapaz também, ah, como ocorria. Aqueles dias tinham sido dias de cão, mal dava para deitar na cama e dormir tranquilamente. Era como se a turbulência que os problemas causavam, viessem balançar a cama dele toda santa noite. Ia e voltava como um morto-vivo dentro de uma cela pequena, movimentando-se lentamente em busca de algo para alimentar sua fome de sabe-se-lá-o-quê. Um zumbi de energia pulsante e em constante movimento violento pelo corpo. Apenas andava pelo Recife todo. Não que não tivesse destino mas andava porque queria fazer daquela cidade toda o seu bom lar.


   É aí que se arranja um problema. Recife é um espelho, reflete você e seu humor. Não adianta ir ao bom e velho Recife Antigo e estar com o humor de um velho à beira da morte. Se for, vai piorar, vai se ver com a cara no chão onde todos aqueles hipsters, góticos, pseudocults, hippies, pagodeiros e reaggeiros pisam, mijam, degradam. Lá não é solo sagrado, lá é barulho e uma conversão de energia enorme para dentro de quem estiver por lá. O rapaz estava lá. Não, acho que não estava, o álcool já estava lhe consumindo as razãoes, contudo, para ele tanto fazia ter ou não ter razão, essa não era a causa principal. Ele era agora era o ponto divergente das energias de lá, tudo porque ele mesmo já estava cheio de energia e precisava dissipá-la. Usou o que tinha a disposição, álcool, música alta, tentou da sedução, mas a maioria era lésbica.


   Volta pra casa escoltado ás 3 da madrugada, faz com que seu pequeno porém leal e marcante grupo pare em algum supermercado para lhe comprar algum suprimento. Chega em casa e não entra, simplesmente senta-se e reflete se é ele mesmo ou o alterego desvairado, agressivamente defensor e defensivo. Olhou para a tatuagem no antebraço e ela lhe fez mais sentido ainda. Era só buscar a verdade. Graças a Deus que não era. Mesmo assim, ele continuava sendo problemático.


  3 dias depois e a energia ainda estava mantida no seu peito. E daí? não tinha muita coisa perder, a não a sua completa sanidade. Sanidade que provinha de conhecimentos obscuros não convencionais e um pouco da Thelema. Sentia agora que tinha que fazer o Kerouac fez, morria de vontade disso mas, por enquanto, não tinha como fazê-lo. Sabia distinguigr todo sentimento que lhe vinha. Sempre foi assim. Dessa vez o que vinha era a mistura macabra entre agonia, saudade e vontade de pular pela janela de um carro em movimento só para ver se o mundo dá uma girada a mais e tudo volta a ser como era antes.


   Ele gostava daquela vida, daquela falta de rotina responsável ( não que não tivesse responsabilidade, pelo contrário, a havia responsabilidades mas não havia rotina para elas) o ruim era não ter com quem dividir. Mas também não estava nem aí, jamais ligara para nada disso, mas quando passou a ligar, em 2 míseros anos se deu bastante bem e logo em seguida bastante mal. Era aquela velha coisa que já o havia atingido antes, o ódio da ditadura da felicidade, das ironias do Sr. Destino. Sr Destino é um palhaço bastante soturno e irônico em demasia. Por isso, tudo o que vinha à sua mente era a cor do cabelo, os olhos diferentes e a substituição. Era como se tudo tivesse sido uma mentira, um passatempo. Burrice dele cair pois ele sabia que quando se dá 60 por cento é bem certo de que isso aconteça e que depois não vão dar a mínima. Colhemos o que plantamos.


   Agora ele está lá, com um caderninho na mão pensando no escrever naquele livo que ele ainda pensa em publicar mas a responsabilidade o impede de escrever mais que duas páginas por semana.  Música que toca é "La jeune fille aux cheveux blancs". Ele nem sabe falar francês. Compreende alemão, compreende um pouco de finlandês, holandês, italiano e fala inglês. Mas não sabe nada de francês. Francês nunca lhe fez tanto sentido na vida. Foi aquela iluminação bizarra que se parecem epifanias mas são só notas musicais bem distribuidas. Isso era tudo. Música era a droga alternativa, escrever era uma droga alternativa. Passaram-se horas e ele não desgrudava do caderno.


   Tudo o que estava escrito até agora era; "Então, possivelmente tornou-se dois, um era ele e outro sua própria alma fora do corpo." Rosenrot, era o que tocava. A rosa vermelha que ele outrora teve resolveu sumir. Sempre foi assim. O pior é que duas rosas lhe apareceram, uma longe e uma perto. Perto mas longe. Três interessantíssimas e belas rosas. No fundo ele era louco, não estava raciocinando, só estava liberando todos aqueles milhões de megatons de dentro do corpo e da mente. Pensava em 4 coisas ao mesmo tempo a cada 5 segundos.


   Estava cansado e taquicardico, o coração batia na mesmo velocidade que a de um coração de um beija-flor. Ele queria beijar as rosas, mas beijar respeitosamente, sem paixão lasciva. Queria protegê-las e ajudá-las no que fosse possível, queria dar-lhes o carinho, o calor e todos os nutrientes necessários para que elas tornassem-se ainda mais belas do que já são. Queria isso de todas as três, mas era impossível e isso o consumia. Uma das rosas tinha sua preferência, era sua rosa eterna. Ele nunca disse qual era, mas estava bem na cara. Agora era rei sem rainha. Um Herói!


   A noite vai acabar e ele não vai chegar à conclusão alguma, vai ficar bem louco, vai bater com ódio no saco de pancada, vai terminar com os dedos queimados do atrito, o corpo brilhando de suor e aquele velho olhar do qual quem não o conhece tem medo, o simples olhar de quem protege quem está ao seu redor com unhas, dentes e punhos se for preciso. Vai tomar banho e tentar deitar na cama, mas as rosas, a energia, a velocidade, o constitucionalismo, a porcaria do cartão de crédito e do baixo vão passar pela cabeça. Vai dormir, sonhar e vai se dar de que não achou resposta para nada porque a resposta era essa mesma; não ter resposta para nada. Isso deixa-o feliz e mais leve. Agora tem resposta pra tudo.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Literalidades






Pensei um pouco diferente.

Constitucional, ficção e falta de tempo.

Blog sem atualização não tem graça... Pelo visto, apesar de estar de férias, não vou conseguir atualizar nem tão cedo. Tenho me empenhado na conclusão de um dos meus livros (isso ainda vai demorar) e me empenhado o dobro no que diz respeito à faculade. Em todo curso há sempre uma cátedra "do satanás", para o meu curso,  meu carma chama-se Direito Constitucional, portanto, ainda vou demorar mais 2 ampulhetas semanais para poder postar algo aqui.

Vivemos no caráter de Urgência....


Quem quiser dar alguma dica, por favor diga logo ou cale-se para sempre!

Há braços.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Requiem For a Dream

   Um filme de Darren Aronofsky, lançado no ano 2000. O filme se desenvolve em três estações do ano dos vidas dos personagens. Começando pelo verão com a história de uma viúva que passa a maior parte do tempo assistindo televisão. Outros 3 personagens, como o filho da viúva, seu amigo e sua namorada, que são viciados em heroína e traficam.

    O roteiro do filme gira basicamente em torno dos sonhos, privações e posteriores delírios dos personagens. Revela-se aí, da forma mais perturbadora possível, como o homem pode destruir seu próprio sonho e que só ele mesmo o pode fazer. Usando em excesso suas drogas, os personagens entram em uma espécie de queda livre, que é interrompida a partir do momento que terão de privar-se disso, fazendo-os entrar em uma violenta crise de abstinência.



   Os últimos 25 minutos do filme foram considerados um dos mais perturbadores da história do cinema. As cenas intensas do filme são alternadas rapidamente, e acompanhadas por uma trilha sonora que cresce em intensidade. Após o clímax, há uma breve serenidade até o final retratando quatro vidas devastadas.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Os 10 piores Serial Killers da História - Elizabeth Bathory

   Condessa húngara nascida em 7 de Agosto de 1560.  Erzsébet noivou com o conde Nádasdy quando tinha apenas 11 anos de idade e passou a morar no castelo dos Nádasdy, que ficava em Sávár. O casamento ocorreu em maio de 1575. O conde Nadasdy era militar e, frequentemente, ficava fora de casa por longos períodos. Nesse meio tempo, Isabel assumia os deveres de cuidar dos assuntos do castelo da família Nádasdy. Foi a partir daí que suas tendências sádicas começaram a revelar-se com o disciplinamento de um grande contingente de empregados, principalmente mulheres jovens. "À época, o comportamento cruel e arbitrário dos detentores do poder para com os criados era comum; o nível de crueldade de Erzsébet era notório. Ela não apenas punia os que infringiam seus regulamentos, como também encontrava todas as desculpas para infligir castigos, deleitando-se na tortura e na morte de suas vítimas. Espetava alfinetes em vários pontos sensíveis do corpo das suas vítimas, como, por exemplo, sob as unhas. No inverno, executava suas vítimas fazendo-as se despir e andar pela neve, despejando água gelada nelas até morrerem congeladas. O marido de Báthory juntava-se a ela nesse tipo de comportamento sádico e até lhe ensinou algumas modalidades de punição: o despimento de uma mulher e o cobrimento do corpo com mel, deixando-o à mercê de insetos."
    O Conde Nádasdy morreu em 1604, então ela mudou-se para Viena. Passou também algum tempo morando em sua propriedade em Beckov e no solar de Cachtice, ambos localizam-se onde hoje situa-se a Eslováquia. Esses foram os cenários dos seus mais conhecidos, sangrentos e depravados crimes.
   Nos anos que se seguiram à morte do Conde, a companheira de Erzsébet no crime foi uma mulher de nome Anna Darvulia, de quem pouco se sabe a respeito. Quando Darvulia adoeceu, Erzsébet se voltou para Erzsir Majorova, viúva de um fazendeiro local que era seu inquilino. Majorova parece ter sido responsável pelo declínio mental final de Erzsébet, ao encorajá-la a incluir algumas mulheres de estirpe nobre entre suas vítimas. Bathory seguiu as recomendações de Majorova e fez de vítimas alguma jovens nobres. Isso ocorreru porque estava difícil para Elizabeth recrutar novas servas, afinal, sua fama já a precedia.
   Erzsébet foi presa no dia 26 de dezembro de 1610. O julgamento teve início alguns dias depois, conduzido pelo Conde Thurzo. Uma semana após a primeira sessão, foi realizada uma segunda, em 7 de janeiro de 1611. Nesta, foi apresentada como prova uma agenda encontrada nos aposentos de Erzsébet, a qual continha os nomes de 650 vítimas, todos registrados com a sua própria letra. Seus cúmplices foram condenados à morte, sendo a forma de execução determinada por seus papéis nas torturas. Erzsébet foi condenada à prisão perpétua, em solitária. Foi encarcerada em um aposento do castelo de Cachtice, sem portas ou janelas. A única comunicação com o exterior era uma pequena abertura para a passagem de ar e de alimentos. A condessa permaneceu aí os seus três últimos anos de vida, tendo falecido em 21 de agosto de 1614. Foi sepultada nas terras dos Báthory, em Ecsed.

sábado, 16 de abril de 2011

O Uno, o Verso e o Universo.

   Os conceitos destes temas são abordados muito claramente no Tao Te Ching. O Uno é o Criador, o Tao. O Ser e o Existir, a Essência e a Existência, esses seriam o Uno e o Verso, o Universo. A Essência do Ser é para nosso conhecimento como ser fosse o Nada, afinal, para nós, apenas o Algo Existencial é objeto de conhecimento.
   Em uma linguagem mais simples podemos dizer que o número “1” representa o Todo da Essência e o “0” representa o Nada absoluto da Não Essência. Se colocarmos o Nada ao lado direito do Todo, resultará no Algo da Essência. A partir deles nascem todas as existências finitas. Assim, o Verso da existência, não surge do Universo mas da Existência do Uno. O Uno não é Ego pelo Ego mas Ego perpetuado pelo Eu, que é eterno.
   Seguindo uma seqüencia, quem procura se perpetuar pelo ego acaba se destruindo, mas quem integra o seu ego com o Eu, esse imortaliza-se, porque o Eu é o todo, imortaliza também o ego.
   Usando a matemática de novo podemos mostrar essa verdade assim: quem quer salvar 10, mas sacrificar o 100, perderá o 100 e o 10, mas quem não se interessa em salvar o 10, e salvar somente o 100, este salvará tanto o 100 quanto o 10.
   Matemático. Por isso Einstein disse: “O princípio criador reside na matemática”

segunda-feira, 28 de março de 2011

Fogo no rabo.


Literalidade em homenagem á Manu, amiga adicta em literalidades Belmontistas.

A Urgência, o Próximo e o Distante.

   Tenho estado bastante ocupado ultimamente. É a questão da ocupação mental, tenho precisado ocupar minha cabeça o máximo possível para não voltar a pensar em coisas outras que sei que vão acabar com algo em mim. Embora eu não esteja falando de drogas, isso que tento evitar também é bastante viciante.
   De tanto tentar ocupar a mente acabei me cansando. Simplesmente fiquei exausto como qualquer ser humano ficaria com 24 horas de trabalho mental sem intervalos. Foi bom e foi ruim. Bom porque percebi o caráter da urgência no mundo novo e ruim porque estou parecendo um morto vivo.
    Pois é, a urgência deixou de ser uma forma excepcional de tempo para ser a forma padrão dele. Isso me perturba. Me pergunto qual será a medida que substiruirá a urgência... essa velocidade de vida já causa dano o bastante em vários setores da vida. Nada mais é feito á longo prazo, nem mesmo os Estados agem dessa maneira, agora o agir é circunstancial.
   Conhecer um humano fica complicado. Tudo o que nos era p´roximo agora é distante e tudo o que nos era distante agora está próximo. Em teroria isso é bom, mas, no interior da questão é algo mais sério. Antes o que era próximo estava de veras próximo, tinha uma ligação íntima conosco e o que estava distante era distante mesmo, mas nada impedia de se ornar próximo. Agora a situação é diferente, o próximo íntimo está distante e o distante quase intocável está próximo. O problema é que este distante agora próximo não está intimamente ligado a nós porque o tempo que temos para conhecê-lo é pouco, consequentemente não temos intensidade de sentimentos, conhecemos apenas superficialmente. Na maioria das vezes, virtualmente.O próximo ficou distante e quase inatingível, principalmente agora que não temos mais tempo para buscá-lo mais profundamente.

domingo, 20 de março de 2011

2011 Inaugurado.

Meus caros ( e ainda poucos) leitores ( em menor número ainda...) 2011 foi inaugurado, com 3 meses de atraso mas foi. Coisa daqueles antigos problemas que você não sabem. Enfim, inspiração está me faltando e parece que não vai vir assim tão cedo, quem tiver algo que queira saber ou até postar aqui é só dizer. Se não quiser também pode dizer, assim todo mundo fala.

Linearidades.

   Achei (e sempre achei assim) que quando uma pessoa dizia "eu te amo" ela definitivamente não iria embora, não por vontade própria... Tenho 20 anos e vi que não é assim. Demorei para aprender que geralmente ( e põe geralmente nisso) quem (ou o que) mais amamos vai embora e em boa parte das vezes não volta.
  Confesso que sou cabeça-dura e que mesmo sabendo disso insisto em acreditar no contrário. Talvez seja porque a ficha não caiu ou porque esse seja eu, para ser mais específico, a minha parte problemática. É por isso que quando digo por mim "Eu Te Amo", é sinal de que não vou partir, a não ser que morra e mesmo assim ainda vai ser difícil de me tirar de perto da pessoa a quem disse isso.
   O que dá para tirar daqui é que Seres Humanos não são lineares. Os cães são, os gatos são. O Homem não. Gosto de não ser linear mas sem exageros, é uma das melhores formas de se estar ciente de que está vivo. Porém, como nada é uma verdade absoluta, tem coisas que devem ser lineares ( de um jeito que não sei explicar) como as amizades, como alguns conceitos bem básicos, como a lealdade, a fidelidade, enfim, coisas vitais.
   Manter a palavra é uma linearidade que deve ser seguida. É assim ou ter que ver pessoas decepcionadas e feridas e o que é pior, essas vão ser justamente as pessoas as quais você ama.
   Seguir uma só linha é muito bom, seguir várias é ótimo mas o melhor mesmo, o extraordinário é seguir suas linhas junto com as milhares de outras e ainda conseguir não machucar ninguém.