quarta-feira, 24 de março de 2010

Pink Freud.



Eu ri...

Período do pão com bosta.

Tá aí o período do pão com bosta. A real utilidade disso pra vocês que lêem eu não sei, mas pra mim vai ser rir um pouco e jogar meus estresses (principalmente emocionais) em algum canto. É Pão com Bosta .
  Estou sem tempo e paciência para escrever qualquer coisa, não estou nem um pouco afim de pesquisar e muito menos de debater nada, então, premio vocês com minha pseudo ausência autoral e os deixo com um belo pão recheado de um bom prato de bosta.

terça-feira, 16 de março de 2010

Conhecimento X Inteligência X Sabedoria.

   Entre todos esse assuntos há sempre uma confusão. Primeiramente, tudo o que vou dizer  não é fruto de nenhum estudo científico (jà me reclamaram antes sobre isso), nem li nenhum filósofo, ou coisa parecida, que venha a falar sobre isso nessa visão.

   Todos (Ou a maioria) tem conceitos similares em relação aos três elementos citados no título, como se todos fossem sinônimos, coisa que não é verdade. Primeiro vejamos o que é conhecimento; numa visão mais simplista, Conhecimento é tudo aquilo que algum indivíduo absorveu durante um tempo, podendo ser empírico ou instintivo.
   Conhecimento é a fonte mais poderosa de poder de todos os tempos e vai continuar sendo enquanto a humanidade existir. Digo poder como forma de dominação, como exemplo disso temos a dominação cultural de uma nação por outra, que é mais devastador do que uma guerra de fogo contra fogo. Alguns filósofos (cujos nomes esqueci por serem feios e impronunciáveis) mostram o Conhecimento como parte do homem desde seu nascimento, ficando adormecido ao entrar no convívio social, o qual aliena e faz com que o indivíduo "esqueça" de tudo e tenha que aprender novamente com novos moldes.
   De acordo com outros como o Dalai Lama, conhecimento sem utilidade não é virtude. Isolando-o com seu uso totalmente científico isso não passaria de meras informações de certo modo aleatórias.

  Ao falar de inteligência rapidamente ligamos seu conceito ao de conhecimento como o de quantidade de informação que o sujeito possui. Canso de ver pessoas dizerem que "Veloso é muito inteligente, sabe de tudo!" (Veloso será o mais novo mascote do blog). Inteligência, olhando profundamente pra ela, nada mais é que o uso, a aplicação do conhecimento, ou seja, por maior que seja seu conhecimento sendo ele sem aplicação por você mesmo, pode-se considerá-lo como "burro" a grosso modo. Filosoficamente falando (com mais autores de nomes assustadoramente impronunciáveis) pode-se considerar a Inteligência, de modo geral, como astúcia, de forma boa ou ruim. Como exemplo clássico disso (Abstraiam toda a questão relativizante do exemplo e se foquem no extremamente estrural dele) ; quem fez todo o projeto da bomba atômica tinha o Conhecimento mas não a Inteligência (que nesse caso foi usada para fins odiosos) do uso da bomba.
  Ao contrário do que se pensa, Inteligência não se mede como se faz com o Conhecimento.

  Em relação á Sabedoria tudo complica um pouco mais. Sabedoria é o uso da Inteligência. Não é tão simples como seu "conceito" explana, Sabedoria exige muito mais de Espírito do que qualquer outra virtude do raciocínio ou da mente abragentemente falando. Ser sábio não é simplesmente falar em enigmas (como o mestre dos magos faz) nem viver numa caverna, cabeludo, comendo minhocas e dormindo com a cabeça em cima de um pedra (como es sábios de filmes medievais). Sabedoria é o uso da Inteligência visando o crescimento espiritual seu e de seu interlocutor. Platão e Sócrates concordam que Sabedoria apenas os deuses possuem e que aos Homens cabe apenas serem amigos do saber (Philo Sophia).
  Obeserve que; Saber é diferente de Conhecer. Quem conhece muito tem muito Conhecimento, que sabe de muitas coisas tem muita Sabedoria . Conhecimento pode ser usado para o mal, Sabedoria nunca pode ter esse fim, pois perde a essência de espírito elevado tornando-a apenas conhecimento qualquer.


   Enfim, essas são as diferenças entre esses assuntos tão distintos porém fortemente interligados, quem entendeu ótimo, és um sábio conhecedor e quem não entendeu vai morrer na ignorância absurda! (brincadeira! não teve graça ¬¬)

domingo, 14 de março de 2010

Nas Planícies De Jiddah.


   Eramos templários, eu, Saint-Fray e Kart. Todos participavamos das cruzadas contra os demônios mulçumanos, para reconquistar a terra prometida de Jerusalém, todos juntos. Eu fazia parte de um pequeno regimento, um batalhão chamado "Os cruzados de Ricardo", Ricardo coração de leão. Posteriormente, Kart e Fray foram trasferidos para essa "tropa". Nessa divisão eramos todos esgrimistas sublimes. Talvez tivessemos mais lealdade á Ricardo do que ao Papa.

   Lembro-me de uma das minhas mais emocionantes batalhas ao lado de Fray e Kart. Foi numa planície perto de uma província árabe chamada Jiddah, ponto estratégico de nosso interesse. Chegamos lá depois de 2 meses de viagem á cavalo, eramos pouco mais de 600 cruzados. Montamos campana ao lado de cavernas onde podiamos dormir tranquilos, lembro de Saint Fray ter me dito: "Reze virado para medina, Leon, é de lá que os ratos virão." e lembro-me de ter dito: "Repouse tranquilo, a Santa Cruz está do lado de quem vai vencer" Kart disse logo após meu comentário: "Maldito do homem que não suja sua espada de sangue, está escrito em Macabeus, meu caros." Não foi muito reconfortante, mas foi animador este último comentário. Nos deu mais sede de batalha.

   Logo pela manhã, um dos nossos mensageiros, Flávio, voltou com a notícia "Os Mulçumanos estão a 1 quilômetro daqui". Era quase um efeito surpresa. Naquelas horas eles deveriam estar a pouco menos de 700 metros de nosso acampamento. Quem os liderava era Salah Al-Adin, ou Saladino, como o chamavamos. Ele é um ótimo estrategista, já havia nos vencido em várias batalhas. Ricardo acordou atordoado com a notícia e esbravejou e praguejou contra os mulçumanos.

   Nos preparamos ás pressas para a batalha, mal estávamos em formação e já ouviamos os gritos de guerra dos nossos adversários. Flechas começaram a cair, uma delas passou muito perto de mim, pude sentir o vento e o som da flehca no ar, o que me instigou bastante para um combate sanguinário. Fray não teve a mesma sorte, a flecha o atingiu bem em seu braço direito, na altura um pouco abaixo do ombro. Infelizmente, ele era destro e não pode usar a mão direita para atacar, o que o expôs bastante porque só pode usar o braço esquerdo e não pode carregar o escudo.

   Não hesitei em dar assistência a Fray, mesmo sendo difícil cuidar de você mesmo e de um soldado ferido em uma batalha como essa. Kart estava conosco, formando um círculo de ataque e defesa mútua, um de costas para o outro dando assistência em visão e defesa. Desordenados e atormentados, os outros cruzados morriam um atrás do outro. Foi realmente um ataque feroz, o sangue dos árabes é quente, fervente!. Todos os nossos com sono e fome enquanto so mulçumanos estavam alimentados e dispostos, realmente uma tática brilhante.

   Metade do dia de batalha e agora os cavalos, ágeis e mortais, dos mulçumanos faziam ataques sequenciados, o que debilitou nossas defesas, eles vinham em uma onda de ataques fortes e impiedosos. Foi em um desses ataques que fui golpeado com bastante força, bem na cabeça, o que me fez desmaiar por um pequeno período, talvez alguns minutos. Kart disse que sangrei muito mas o ferimento estancou rápido, o que parecia um milagre para ele... Nesse meio tempo, Fray foi atingido de novo, só que dessa vez um Mulçumano o atingiu em cheio no peito fazendo Fray cair sem chance alguma de defesa, quase morto. Acordei. O dia estava acabando e a batalha também. Levantei-me e o ódio levantou comigo, matei com um ímpeto profano 8 infames, com total adrenalina. Vi Fray quase morto e Dalbot Kart com uma flecha enfiada na perna e um corte profundo nas mãos, Tentei ajudá-los levando-os para dentro de uma das cavernas ao lado do nosso acampamento, mas aqueles sim são verdadeiros cavaleiros, preferiram continuar lutando.

   O dia foi acabando e os mulçumanos foram derrotados e bateram em retirada. No fim do dia tinhamos perdido mais da metade de nossos homens e exatamente 120 deles estavam feridos, entre ele Kart, Fray que estava gravemente ferido e eu com a cabeça sangrando. Não sei como ganhamos essa batalha se tinhamos apenas 112 homens ainda aptos (Porém desordenados e atordoados pelo impacto do ataque) para batalhar contra um pouco mais de 200 guerreiros mulçumanos... Acho que na verdade fomos poupados.
 
 
Autor: Hugo Belmonte.

quinta-feira, 4 de março de 2010

A Saudade...

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua,
Dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
 
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida
.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.

Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
Ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga,
Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.

Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania
De estar sempre ocupada;
Se ele tem assistido às aulas de inglês,
Se aprendeu a entrar na Internet
E encontrar a página do Diário Oficial;

Se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
Se ele continua preferindo Malzebier;
Se ela continua preferindo suco;
Se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;

Se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
Se ele continua cantando tão bem;
Se ela continua detestando o MC Donald's;
Se ele continua amando;
Se ela continua a chorar até nas comédias.
 
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
 
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;
 
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...


Autor: Miguel Falabela

quarta-feira, 3 de março de 2010

Série; Os Supersoldados que superam o Rambo. Simo Häyä.

Simo Häyä
   Simo Häyä tinha uma vida bem entediante na Finlândia. Ele serviu um ano mandatório no exército, e então se tornou fazendeiro. Mas quando a União Soviética invadiu sua terra natal em 1939, ele decidiu que queria ajudar seu país. Já que a maioria das lutas ocorriam nas florestas, ele achou que o melhor jeito de impedir uma invasão era pegar seu rifle de confiança, duas latinhas de comida e esconder-se em uma floresta o dia inteiro, atirando em russos. Sob dois metros de neve. E 20-40 graus abaixo de zero.
   É claro que quando os Russos ouviram que dezenas de seus homens estavam sendo apagados, e que era só um cara com um rifle, eles ficaram assustados pra caralho. Ele ficou conhecido como a “Morte Branca” por causa de sua camuflagem branca, e eles chegaram a montar missões inteiras apenas para matar esse único cara. Eles começaram mandando uma força especial para achar Häyä e matá-lo. Ele matou a todos eles. Então eles tentaram juntar um grupo de counter-snipers (que são basicamente snipers que matam snipers) e os mandaram para eliminar Häyä. Ele eliminou todos também.
   No decorrer de 100 dias, Häyä havia matado 542 pessoas com seu rifle. Ele derrubou mais 150 com sua metralhadora SMG, mandando sua contagem de corpos para mais de 705, um recorde universal que dificilmente será ultrapassado nessa nossa realidade.Já que todos os homens que eles tinham estavam ou muito assustados, ou muito mortos para chegar perto dele, os russos decidiram simplesmente bombardear todos os lugares onde acharam que ele poderia estar. Supostamente eles acertaram o local, e ele foi atingindo por uma nuvem de fogo que destruiu suas vestimentas e tudo ao seu redor, mas não o matou, por que ele é a maldita Morte Branca, é claro.
   Finalmente em 6 de Março de 1940, algum bastardo de sorte acertou Häyä na cabeça, com uma bala explosiva. Quando os outros soldados o encontraram e o levaram para a base, ele “tinha perdido metade da cabeça”. A Morte Branca havia finalmente sido abatida…
   (…) por mais ou menos uma semana. Apesar de ter sido diagnosticado com um caso severo de síndrome de-tiro-no-meio-da-cara, ele ainda estava bastante vivo e recuperou a consciência em 13 de Março, o mesmo dia em que a guerra acabou, Simo Häyä morreu em 2002, em sua casa, anos depois do seu “acidente”.




Tudo extraído de: Cogumelo louco.