terça-feira, 10 de novembro de 2009

Viver é uma dádiva fatal.

Renato Russo caprichou mesmo nessa frase. É verdade que, ás vezes, temos que enfrentar tudo do que não gostamos, e que enfrentamos o que odiamos a maior parte do tempo, é complicado, algumas horas é chato, entediante em outras, é cansativo, corrido e altamente estressante.

Acho que o tempero exato da receita de omo viver em paz com tudo ao redor foi extinguido a muito tempo. Os velhos 15 dias de paz nunca chegam. Acredito que nunca vão chegar. Afinal, como tudo anda hoje, é mais fácil se render ao desligamento das emoções, perder, para os racionalismos insensatos, a maioria do que se tinha como sentir, como perceber que algo está pra vir. Isso já se perdeu desde a primeira revolução industrial. Esqueceram que beleza morre, músculos perdem a força... só a sabedoria fica, guardada numa "caixa" que não é o cérebro.

Acho bom tirarmos um dia pra lembrar que somos felizes, por mais incoerente que seja, já que sentimos dor, sofremos abusos, ofensas e por muito menos machucam-nos com setas sem direção, apenas por gostarem do sabor da lágrima dos outros.

Infelizmente nada evolui, se tantas almas desencarnam e voltam para a terra melhores do que eram, porque estamos cada vez mais podres?

Me dói ver que o mundo é tão radical, cheio do que há de pior entre as maldades; a Sra. Traição e o Dr. Roubo. Se olhar ao redor, eles sentam atpe dos seus lados nos ônibus, colégios e mesmo igrejas.

Não sou pessimista. Eu só observo demais... ou tenho baixa auto estima...

Viver é uma dádiva fatal, no fim das contas, ninguém sai vivo daqui.

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