domingo, 13 de setembro de 2009

Ser feliz ou ter razão?

"Oito da noite numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo, assim como o caminho que ela conferiu no mapa antes de sair. Ele dirige o carro.

Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem a certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde
.
Mas ele ainda quer saber:

- Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais.

E ela diz:

- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite.

Esta pequena história foi contada por uma empresária durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente de tê-la ou não.


'Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam.' "

2 comentários:

  1. Se a verdade é relevante para o bem comum, não vejo porque brigar por ela. Mas se envolve egoísmo mútuo, e não vai alterar o produto final é melhor cuidar da tranquilidade coletiva.

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